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Outros/ A Adega do Olho é aqui    (Era, 100 anos depois f
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A Adega do Olho é aqui (Era, 100 anos depois f

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Outros

2017-05-31 11:12:05
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As tascas do antigamente têm os dias contados - também no Porto. Os garrafões substituem as pipas. As máquinas registadoras eletrónicas substituem as manuais. O São João continua por lá, mas o Zé Povinho, do "queres fiado, toma", começa a desaparecer. Os bebedores de vinho estão a ser remetidos para as periferias. A cidade já não tem tempo para quem vagueia o olhar. A tasca começa a reconverter-se aos balcões brilhantes do alumínio.
Está escondida, como toda a tasca que se preze. Mas diz-se que já é centenária. Ao certo, é impossível saber quando apareceu, como também convém a uma verdadeira tasca. Tudo ali deve ser tão impreciso e inexplicável como os dramas pessoais que já atravessaram a sua história. É pequena, de teto baixo, escura, sem janelas e de portas fechadas para a rua. Chama-se a Adega do Olho, vá-se lá saber porquê!
Mais um ícone da cidade do Porto que desapareceu, deu o último suspiro a semana passada, por aqui passaram grandes nomes da nossa literatura como: Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão entre tantos outros da época.
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3100
Exposição: 1/100 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/5
ISO: 400
Dist.Focal: 24mm
Dist.Focal (35mm): 36 mm
Software: Ver.1.01

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A Adega do Olho é aqui (Era, 100 anos depois f

As tascas do antigamente têm os dias contados - também no Porto. Os garrafões substituem as pipas. As máquinas registadoras eletrónicas substituem as manuais. O São João continua por lá, mas o Zé Povinho, do "queres fiado, toma", começa a desaparecer. Os bebedores de vinho estão a ser remetidos para as periferias. A cidade já não tem tempo para quem vagueia o olhar. A tasca começa a reconverter-se aos balcões brilhantes do alumínio.
Está escondida, como toda a tasca que se preze. Mas diz-se que já é centenária. Ao certo, é impossível saber quando apareceu, como também convém a uma verdadeira tasca. Tudo ali deve ser tão impreciso e inexplicável como os dramas pessoais que já atravessaram a sua história. É pequena, de teto baixo, escura, sem janelas e de portas fechadas para a rua. Chama-se a Adega do Olho, vá-se lá saber porquê!
Mais um ícone da cidade do Porto que desapareceu, deu o último suspiro a semana passada, por aqui passaram grandes nomes da nossa literatura como: Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão entre tantos outros da época.
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