foto user
José Ramos
nav-left nav-right
menu-mobile
Olhares
menu-mobile-right
Carregar
Paisagem Natural/"A Cauda da Deusa"
fullscreen voltar lista nav-leftnav-right
Paisagem Natural/"A Cauda da Deusa"
voltar lista nav-leftnav-right

"A Cauda da Deusa"

fotografias > 

Paisagem Natural

2018-08-09 11:37:53
comentários (32) galardões descrição exif favorita de (72)
descrição
"A Cauda da Deusa" | Campos de Lavanda de Brihuega, Espanha

De acordo com "Enuma Elish", o mito Babilónico da criação do Universo, a cauda da Deusa Tiamat terá sido vergada por Marduk no início dos tempos, formando assim a Via Láctea no céu. Este elemento fascinante e escondido no nosso céu, feito de uma faixa brilhante de estrelas e outros elementos cósmicos, apenas visível em condições de escuridão intensa, tem capturado a imaginação da Humanidade durante milénios.

Os detalhes da Via Láctea não são fáceis de observar se as condições não forem perfeitas, mas felizmente temos à nossa disposição a magia de aparelhos de captura de luz, que nos mostram os elementos que o olho não consegue ver. Assim, para além dos famosos telescópios, que sondam todos os dias a vastidão do Universo, existe ainda um outro dispositivo imediatamente acessível, aqui mesmo neste planeta, que ganhou também a capacidade de nos mostrar uma parte deste Cosmos oculto: a máquina fotográfica.

Durante a minha viagem fotográfica aos Campos de Lavanda de Brihuega, para além da busca intensa pelo nascer e pôr-do-sol, tinha também que aproveitar a oportunidade para fazer várias sessões de fotografia nocturna. O mês de Julho não é perfeito para capturar a Via Láctea, porque esta começa a estar posicionada bastante acima do horizonte quando a paisagem fica suficientemente escura, mas as linhas convergentes dos campos de lavanda e suas árvores seria um complemento perfeito da Via Láctea em orientação quase vertical.

Durante os vários anos em que já fotografei a Aurora Boreal, aprendi uma lição inesperada, ao perceber que não é preciso fotografar este fenómeno apenas em Lua Nova, como a maioria dos guias recomenda. Atrever-me-ia até a dizer que prefiro claramente fotografar a Aurora Boreal com a luz da lua presente (exceptuando a Lua Cheia), já que esta acaba por iluminar suavemente o "foreground", sem prejudicar a visibilidade da Aurora. De forma também inesperada, o mesmo aconteceu nestas sessões de fotografia da Via Láctea. Pensei que teria que aproveitar os primeiros dois dias em Brihuega, em que a lua estaria praticamente ausente durante a noite, para conseguir fazer boas fotos nocturnas, mas acabei por me aperceber que as melhores condições para fotografar este tipo de cenas ocorreu na presença da lua em fase de Quarto Crescente, junto ao horizonte. Com esta conjugação de elementos tornou-se possível capturar sem dificuldade os detalhes da Via Láctea, e ao mesmo tempo conseguir revelar os campos de lavanda subtilmente iluminados pela luz difusa da lua.

Para além de fotografar este céu nocturno na presença da lua em Quarto Crescente, incorporei ainda outro elemento tradicionalmente "proibido" neste tipo de fotografia, que habitualmente adoro: poluição luminosa. Tal como acontece na maioria das minhas fotos nocturnas, acho que a poluição luminosa no horizonte pode ser utilizada de forma criativa, acrescentando diversidade tonal à composição, enriquecendo a palete de cores da cena.

Espero que apreciem esta experiência de longo registo de luz, para lá daquilo que o olho alcança. :-)

Dados técnicos: Sony a7R | Venus Laowa 15mm f2.0 | Exposição: 30 segundos | Abertura: f2.0 | ISO: 2000 | Foco Manual | Tripé e ballhead Manfrotto | Editado em monitor BenQ
exif / informação técnica
Sem informações de EXIF
favorita de 72
galardões
  • galardão a nossa escolha
    a nossa
    escolha
  • galardão popular
    foto
    popular
  • galardão curador
    curador
  • galardão curador
    curador
"A Cauda da Deusa"
"A Cauda da Deusa" | Campos de Lavanda de Brihuega, Espanha

De acordo com "Enuma Elish", o mito Babilónico da criação do Universo, a cauda da Deusa Tiamat terá sido vergada por Marduk no início dos tempos, formando assim a Via Láctea no céu. Este elemento fascinante e escondido no nosso céu, feito de uma faixa brilhante de estrelas e outros elementos cósmicos, apenas visível em condições de escuridão intensa, tem capturado a imaginação da Humanidade durante milénios.

Os detalhes da Via Láctea não são fáceis de observar se as condições não forem perfeitas, mas felizmente temos à nossa disposição a magia de aparelhos de captura de luz, que nos mostram os elementos que o olho não consegue ver. Assim, para além dos famosos telescópios, que sondam todos os dias a vastidão do Universo, existe ainda um outro dispositivo imediatamente acessível, aqui mesmo neste planeta, que ganhou também a capacidade de nos mostrar uma parte deste Cosmos oculto: a máquina fotográfica.

Durante a minha viagem fotográfica aos Campos de Lavanda de Brihuega, para além da busca intensa pelo nascer e pôr-do-sol, tinha também que aproveitar a oportunidade para fazer várias sessões de fotografia nocturna. O mês de Julho não é perfeito para capturar a Via Láctea, porque esta começa a estar posicionada bastante acima do horizonte quando a paisagem fica suficientemente escura, mas as linhas convergentes dos campos de lavanda e suas árvores seria um complemento perfeito da Via Láctea em orientação quase vertical.

Durante os vários anos em que já fotografei a Aurora Boreal, aprendi uma lição inesperada, ao perceber que não é preciso fotografar este fenómeno apenas em Lua Nova, como a maioria dos guias recomenda. Atrever-me-ia até a dizer que prefiro claramente fotografar a Aurora Boreal com a luz da lua presente (exceptuando a Lua Cheia), já que esta acaba por iluminar suavemente o "foreground", sem prejudicar a visibilidade da Aurora. De forma também inesperada, o mesmo aconteceu nestas sessões de fotografia da Via Láctea. Pensei que teria que aproveitar os primeiros dois dias em Brihuega, em que a lua estaria praticamente ausente durante a noite, para conseguir fazer boas fotos nocturnas, mas acabei por me aperceber que as melhores condições para fotografar este tipo de cenas ocorreu na presença da lua em fase de Quarto Crescente, junto ao horizonte. Com esta conjugação de elementos tornou-se possível capturar sem dificuldade os detalhes da Via Láctea, e ao mesmo tempo conseguir revelar os campos de lavanda subtilmente iluminados pela luz difusa da lua.

Para além de fotografar este céu nocturno na presença da lua em Quarto Crescente, incorporei ainda outro elemento tradicionalmente "proibido" neste tipo de fotografia, que habitualmente adoro: poluição luminosa. Tal como acontece na maioria das minhas fotos nocturnas, acho que a poluição luminosa no horizonte pode ser utilizada de forma criativa, acrescentando diversidade tonal à composição, enriquecendo a palete de cores da cena.

Espero que apreciem esta experiência de longo registo de luz, para lá daquilo que o olho alcança. :-)

Dados técnicos: Sony a7R | Venus Laowa 15mm f2.0 | Exposição: 30 segundos | Abertura: f2.0 | ISO: 2000 | Foco Manual | Tripé e ballhead Manfrotto | Editado em monitor BenQ
Tag’s: brihuega,lavanda,espanha,longa exposição,nocturno,via láctea,sony,árvore,campo
comentários
galardões
  • galardão a nossa escolha
    a nossa
    escolha
  • galardão popular
    foto
    popular
  • galardão curador
    curador

Sem informações de EXIF

favorita de (72)