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Paisagem Urbana/A coreografar o tempo em corpo de mulher
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Paisagem Urbana/A coreografar o tempo em corpo de mulher
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A coreografar o tempo em corpo de mulher

fotografias > 

Paisagem Urbana

2018-02-18 21:43:31
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descrição
Dou por mim a coreografar o tempo anoitecendo para dentro das palavras. Esteve sempre aqui, o tempo, mas o desejo de trazer o poema para dentro do peito tornou-o invisível e acabei por passar por ele sem o ver, sem lhe falar, eu que estou quase sempre sozinho e ainda a lamber os gomos de cada palavra. Mas nem por um instante penso em ti. É impossível pensarmos no que esteve sempre presente, tão presente que não consigo recordar-me do teu nome. E o tempo a teu lado, sempre tão próximo de ti e daquele rasgão de pele que nunca chegaste a ver. Já não dói esse nada que abandona o corpo. Só quando reparo no tempo a anoitecer para dentro das palavras e o tempo teima em segredar-me recordações, volto a ser árvore a pisar um chão de outono à procura não sei de quê. Nesse então, as raízes doem, os olhos fecham-se dentro das lágrimas e todo o corpo de mulher que habitas é cada um dos silêncios com que se fez este poema.
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D750
Exposição: 1/80 sec
Exposição (EV+/-): 1 step
Abertura: f/7.1
ISO: 360
Dist.Focal: 14mm
Dist.Focal (35mm): 14 mm
Software: Adobe Photoshop CS6 (Windows)

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A coreografar o tempo em corpo de mulher
Dou por mim a coreografar o tempo anoitecendo para dentro das palavras. Esteve sempre aqui, o tempo, mas o desejo de trazer o poema para dentro do peito tornou-o invisível e acabei por passar por ele sem o ver, sem lhe falar, eu que estou quase sempre sozinho e ainda a lamber os gomos de cada palavra. Mas nem por um instante penso em ti. É impossível pensarmos no que esteve sempre presente, tão presente que não consigo recordar-me do teu nome. E o tempo a teu lado, sempre tão próximo de ti e daquele rasgão de pele que nunca chegaste a ver. Já não dói esse nada que abandona o corpo. Só quando reparo no tempo a anoitecer para dentro das palavras e o tempo teima em segredar-me recordações, volto a ser árvore a pisar um chão de outono à procura não sei de quê. Nesse então, as raízes doem, os olhos fecham-se dentro das lágrimas e todo o corpo de mulher que habitas é cada um dos silêncios com que se fez este poema.
Tag’s: street,cor,urbano,arquitetura
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