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rodrigo belavista
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Outros/A escolhida.
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descrição
Do tempo em que uma flor, genuína e bela, namoriscava a atenção dos olhos de uma borboleta feita mulher. Recortaram-lhe o momento, para depois se envolver num papel de embrulho perfumado pelo mero toque das suas pétalas. Nasceu naquele preciso ponto, onde muitos via passar. Viveu no medo de ser arrancada à vida, meia forma de permanecer bela em tempo contado, nas mãos de outro, de outra que não aquela imagem de costas querida. O vento nunca cedeu ao roubo de a semear por paragens incertas, planas abertas ou nas sombras frondosas. Saber que teria partes suas noutros recantos não a deixava completa, fixada nos ombros daquela figura, pétalas a uma lonjura de alcançar a cor do seu vestido, pés enraizados numa terra que é o seu pão, a fonte da sua efémera beleza. Dias contados, em cada vez que se mantinha, rasgadas e intensas as páginas da sua pequena vida. Ficaria ali a sonhar o cheiro do seu cabelo, o toque da sua pele, a forma como entoaria as palavras quando apanhada a surpresa, na viagem encontrada e desprevenida. E tudo isto sonhou, flor mulher, quando os seus braços quase lhe tocaram a emoção distraída. Neste tempo, que já o foi de uma flor genuína e bela com a paixão na ponta das verdes folhas e o amor a ruborescer as rosáceas pétalas. Neste tempo coube-lhe em sorte uma mão, forte e rugosa, destemida. Foi ali que lhe perdeu o norte, viu-a cada vez mais longe, na neblina de quem desaparece sem se mexer. Era ela, por ser tão bela, a ser colhida.
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/160
Abertura: f/9
ISO: 200
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist. Focal: 55 mm
Dist. Focal 35mm: 90.98 mm

favorita de 22
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A escolhida.
Do tempo em que uma flor, genuína e bela, namoriscava a atenção dos olhos de uma borboleta feita mulher. Recortaram-lhe o momento, para depois se envolver num papel de embrulho perfumado pelo mero toque das suas pétalas. Nasceu naquele preciso ponto, onde muitos via passar. Viveu no medo de ser arrancada à vida, meia forma de permanecer bela em tempo contado, nas mãos de outro, de outra que não aquela imagem de costas querida. O vento nunca cedeu ao roubo de a semear por paragens incertas, planas abertas ou nas sombras frondosas. Saber que teria partes suas noutros recantos não a deixava completa, fixada nos ombros daquela figura, pétalas a uma lonjura de alcançar a cor do seu vestido, pés enraizados numa terra que é o seu pão, a fonte da sua efémera beleza. Dias contados, em cada vez que se mantinha, rasgadas e intensas as páginas da sua pequena vida. Ficaria ali a sonhar o cheiro do seu cabelo, o toque da sua pele, a forma como entoaria as palavras quando apanhada a surpresa, na viagem encontrada e desprevenida. E tudo isto sonhou, flor mulher, quando os seus braços quase lhe tocaram a emoção distraída. Neste tempo, que já o foi de uma flor genuína e bela com a paixão na ponta das verdes folhas e o amor a ruborescer as rosáceas pétalas. Neste tempo coube-lhe em sorte uma mão, forte e rugosa, destemida. Foi ali que lhe perdeu o norte, viu-a cada vez mais longe, na neblina de quem desaparece sem se mexer. Era ela, por ser tão bela, a ser colhida.
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Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/160
Abertura: f/9
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Flash: Não
Dist. Focal: 55 mm
Dist. Focal 35mm: 90.98 mm


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