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A natureza tomou de volta o que lhe pertencia...

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História

2017-10-09 12:00:17
comentários (50) galardões descrição exif favorita de (53)
descrição
Templo TA PROHM - CAMBODIA

E ao contrário da maioria dos templos Angkorianos, Ta Prohm foi deixado em grande parte na mesma condição em que foi encontrado, muito pitoresco e fotogénico, que através de uma combinação de árvores e ruínas o tornaram um dos templos mais visitados.

***
As árvores têm o nome de árvores
e a pedra é pedra. Mas a mulher é árvore
e no pátio um sopro: uma lagartixa sem nome.
A mão desliza nos caminhos minúsculos.
A caneta escreve com a saliva das lâmpadas.
Alegria do sono numa virilha obscura.
Alguém escreve na erva e a erva é a sua camisa.
Tudo se traduz: músculos, nervos, papéis.
Come-se a epiderme frágil de um fantasma.
Quem ouve agora a voz cheia de areia?
As palavras agitam-se entre silhuetas esguias.
Dedos acariciam pedras e folhas, ventres.
Fibras e tendões produzem suor e tinta.
O alento das árvores invade os pequenos vocábulos.
Sem língua e sem dedos o poema caminha
num verde corredor para um arbusto de água.

António Ramos Rosa
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D750
Exposição: 1/800 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/11
ISO: 400
Dist.Focal: 15mm
Dist.Focal (35mm): 15 mm
Software: Adobe Photoshop Lightroom 6.1 (Windows)

favorita de 53
galardões
  • galardão popular
    foto
    popular
A natureza tomou de volta o que lhe pertencia...
Templo TA PROHM - CAMBODIA

E ao contrário da maioria dos templos Angkorianos, Ta Prohm foi deixado em grande parte na mesma condição em que foi encontrado, muito pitoresco e fotogénico, que através de uma combinação de árvores e ruínas o tornaram um dos templos mais visitados.

***
As árvores têm o nome de árvores
e a pedra é pedra. Mas a mulher é árvore
e no pátio um sopro: uma lagartixa sem nome.
A mão desliza nos caminhos minúsculos.
A caneta escreve com a saliva das lâmpadas.
Alegria do sono numa virilha obscura.
Alguém escreve na erva e a erva é a sua camisa.
Tudo se traduz: músculos, nervos, papéis.
Come-se a epiderme frágil de um fantasma.
Quem ouve agora a voz cheia de areia?
As palavras agitam-se entre silhuetas esguias.
Dedos acariciam pedras e folhas, ventres.
Fibras e tendões produzem suor e tinta.
O alento das árvores invade os pequenos vocábulos.
Sem língua e sem dedos o poema caminha
num verde corredor para um arbusto de água.

António Ramos Rosa
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Modelo: NIKON D750
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