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As Quatro Estações de Vivaldi (I – Primavera)

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Arte Digital

2012-03-26 21:52:13
comentários (683) galardões descrição exif favorita de (301)
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VIVALDI
Antonio Vivaldi (Veneza,1678 - Viena,1741) foi um compositor e músico italiano.
A música instrumental do barroco tardio deve a Vivaldi muitos de seus elementos característicos. Os seus concertos foram tomados como modelos por vários compositores, inclusive por Bach.
Era conhecido por “il prete rosso” por ter sido um sacerdote com cabelos ruivos.
Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É sobretudo conhecido como o autor da série de concertos para violino e orquestra “Le quattro stagioni” (As Quatro Estações).

AS QUATRO ESTAÇÕES
As Quatro Estações foram publicadas em Amsterdão em 1725 com mais oito concertos sob o nome Opus 8. Esse conjunto ficou popularmente conhecido por "Il Cimento dell'Armonia e dell'Invenzione", ou "O Contraste entre Harmonia e Invenção" - um testamento do admirável teor de técnica intelectual e fantasia criativa de Vivaldi.

SONETOS
Para melhor entendimento e fruição da obra existem quatro sonetos, um por cada estação, constituindo um importante elemento para alcançar as cenas imaginadas por Vivaldi. A autoria destes sonetos não é confirmada, no entanto o casamento entre poesia e música é tão perfeito que se reforça a presunção de autoria em relação a Vivaldi.

A Primavera

Chegada é a Primavera e festejando
A saúdam os pássaros com alegre canto,
E as fontes ao expirar dos Zéfiros
Com doce murmúrio correm entretanto.

Vem um temporal cobrindo o ar com negro manto
E relâmpagos e trovões eleitos a anunciá-la
Logo que eles se calam, os passarinhos
Tornam de novo ao sonoro encanto.

Então sobre o florido e ameno prado,
Ao agradável murmúrio das folhas e plantas
Dorme o pastor com fiel cão ao lado.

Da pastoral gaita de foles ao som festejante,
Dançam ninfas e pastores sob o abrigo amado
Da primavera surgindo brilhante.

BARROCO
Barroco é um estilo artístico que teve origem em Itália a partir das experiências maneiristas de finais do século XVI e rapidamente se expandiu para outros países europeus, atingindo mais tarde as colónias espanholas e portuguesas da América Latina e da Ásia, até meados do século XVIII.
Ao contrário da simplicidade e serenidade do estilo renascentista, o barroco caracterizava-se pelo movimento, pelo dramatismo e pelo exagero.
Enquanto no Renascimento as figuras eram apresentadas de forma estática como que posando para um retrato, no Barroco elas apresentam uma forma teatral, numa busca incessante do movimento e do infinito, enquanto jogos de luz aumentam a dramaticidade das cenas, destacando os elementos mais importantes da obra, os quais formam uma composição em diagonal.
A simetria e o equilíbrio são rompidos na arte barroca, metas tão procuradas durante o Renascimento.
Os temas do Barroco são mitológicos, religiosos e quotidianos onde predomina mais a emoção que a razão: o seu propósito é impressionar os sentidos do observador, baseando-se no princípio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio.
O colorido e o contraste de claro-escuro são intensos e expressam de forma peculiar os sentimentos.
A busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas, contracurvas, colunas retorcidas e o entrelaçamento entre a arquitetura e escultura, a tentativa de integração das diferentes disciplinas artísticas são também algumas das suas características.
O recurso favorito dos artistas barrocos para a criação de um espaço dinâmico e profundo foi a utilização de primeiros planos magnificados com objetos aparentemente bem ao alcance do observador, justapostos a outros em dimensões reduzidas num plano de fundo muito recuado.
Também foi comum o uso do escorço pronunciado e de perspectivas multifocais. Segundo Hauser, a tendência barroca de substituir o absoluto pelo relativo, a limitação pela liberdade, é expressa mais nitidamente no uso de formas abertas.
Além disso, na forma clássica a linha reta, o equilíbrio e as coordenadas ortogonais são elementos fortes na articulação da composição, mas no Barroco a preferência passa para as diagonais, a assimetria, as formas curvas e espiraladas, e um desprezo pela orientação provida pelos limites físicos da obra, organizando-se livremente pelo espaço disponível e parecendo poder continuar para além da moldura.

JET METAMORFOSIS

A Primavera – Concerto Nº 1 em Mi Maior
Tal como nos trabalhos anteriores deste tema, a concepção baseou-se sobretudo nos poemas de Vivaldi, eles próprios um reflexo ou paralelo da sua música. A essa interpretação juntou-se o meu próprio sentir da música, e um milhão de ideias que se conjugaram durante a produção do trabalho.
A primavera é a chegada, o início, a infância, o nascer do sol, o princípio de uma actividade, a virgindade, optimismo, dinâmica, sentimentos voluntariosos. É o bastão do Tarô e o entusiasmo de Mercúrio.
O primeiro movimento relaciona-se à primeira e à segunda estrofes; o segundo à terceira e o terceiro à quarta.
Vivaldi descreve a chegada da primavera com toda sua singularidade, representada por uma melodia doce, remetendo ao canto dos pássaros. Mas também há a tempestade… raios e trovões cobrem o ar num manto negro, mas apesar disso os passarinhos permanecem e retornam ao seu alegre chilrear. Uma festiva reunião onde dançam ninfas e pastores ao som alegre das gaitas camponesas e sob o ansiado e brilhante céu de Primavera. O solo de violino representa o pastor atormentado e os demais violinos representam o ambiente revolto. As árvores começam a estender os seus longos braços como se quisessem abraçar o Sol que nos aquece e que faz desenvolver as flores, as plantas, o verde prado e toda a Natureza que fornece o oxigénio que respiramos e que o homem teima em destruir por interesses comerciais.

NOTAS FINAIS
Depois da tempestade, a bonança. Depois da chuva, o Sol. Depois do inverno, a Primavera… a estação em que as flores começam a desabrochar e que os seus perfumes tão variados nos inebriam, onde as terras começam a verdejar… a cor da esperança, a esperança de uma vida melhor.
Cruzadas, Guerras Mundiais, guerras químicas, nucleares… coisas do passado, bastante dispendiosas e “politicamente incorrectas”. Existem meios mais modernos e eficazes de atingir objectivos… muito mais suaves, invisíveis e corrosivos. A invasão económica é a grande arma dos nossos tempos e futuros. O conceito de estado(s), país(es), bandeira(s), fronteira(s), são apenas conveniências para manter as aparências. Verdadeira autonomia não existe neste(s) território(s) ocupado(s), apenas assuntos menores são deixados a uma pretensa discussão pública. O termo democracia vem do grego, “poder do povo” num conceito de cidadania… ora bem, o cidadão deu lugar ao cliente e o verdadeiro espírito e sentido do termo há muito que se diluiu.
Já em Lancelot (1997) José Saramago referia: “Eu acho que é preciso continuar a acreditar na democracia, mas numa democracia que o seja de verdade. Quando eu digo que a democracia em que vivem as actuais sociedades deste mundo é uma falácia, não é para atacar a democracia, longe disso. É para dizer que isto a que chamamos democracia não o é. Nós não podemos continuar a falar de democracia no plano puramente formal. Isto é, que existam eleições, um parlamento, leis, etc. Pode haver um funcionamento democrático das instituições de um país, mas eu falo de um problema muito mais importante, que é o problema do poder. E o poder, mesmo que seja uma trivialidade dizê-lo, não está nas instituições que elegemos. O poder está noutro lugar.”.
Eu continuo a acreditar… melhor, eu preciso continuar a acreditar no futuro duma sociedade humanizada!
Citando Jaak Bosmans, "Primavera não é uma simples estação de flores, é muito mais, é um colorido da alma."
Boa Primavera para todos!
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As Quatro Estações de Vivaldi (I – Primavera)
VIVALDI
Antonio Vivaldi (Veneza,1678 - Viena,1741) foi um compositor e músico italiano.
A música instrumental do barroco tardio deve a Vivaldi muitos de seus elementos característicos. Os seus concertos foram tomados como modelos por vários compositores, inclusive por Bach.
Era conhecido por “il prete rosso” por ter sido um sacerdote com cabelos ruivos.
Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É sobretudo conhecido como o autor da série de concertos para violino e orquestra “Le quattro stagioni” (As Quatro Estações).

AS QUATRO ESTAÇÕES
As Quatro Estações foram publicadas em Amsterdão em 1725 com mais oito concertos sob o nome Opus 8. Esse conjunto ficou popularmente conhecido por "Il Cimento dell'Armonia e dell'Invenzione", ou "O Contraste entre Harmonia e Invenção" - um testamento do admirável teor de técnica intelectual e fantasia criativa de Vivaldi.

SONETOS
Para melhor entendimento e fruição da obra existem quatro sonetos, um por cada estação, constituindo um importante elemento para alcançar as cenas imaginadas por Vivaldi. A autoria destes sonetos não é confirmada, no entanto o casamento entre poesia e música é tão perfeito que se reforça a presunção de autoria em relação a Vivaldi.

A Primavera

Chegada é a Primavera e festejando
A saúdam os pássaros com alegre canto,
E as fontes ao expirar dos Zéfiros
Com doce murmúrio correm entretanto.

Vem um temporal cobrindo o ar com negro manto
E relâmpagos e trovões eleitos a anunciá-la
Logo que eles se calam, os passarinhos
Tornam de novo ao sonoro encanto.

Então sobre o florido e ameno prado,
Ao agradável murmúrio das folhas e plantas
Dorme o pastor com fiel cão ao lado.

Da pastoral gaita de foles ao som festejante,
Dançam ninfas e pastores sob o abrigo amado
Da primavera surgindo brilhante.

BARROCO
Barroco é um estilo artístico que teve origem em Itália a partir das experiências maneiristas de finais do século XVI e rapidamente se expandiu para outros países europeus, atingindo mais tarde as colónias espanholas e portuguesas da América Latina e da Ásia, até meados do século XVIII.
Ao contrário da simplicidade e serenidade do estilo renascentista, o barroco caracterizava-se pelo movimento, pelo dramatismo e pelo exagero.
Enquanto no Renascimento as figuras eram apresentadas de forma estática como que posando para um retrato, no Barroco elas apresentam uma forma teatral, numa busca incessante do movimento e do infinito, enquanto jogos de luz aumentam a dramaticidade das cenas, destacando os elementos mais importantes da obra, os quais formam uma composição em diagonal.
A simetria e o equilíbrio são rompidos na arte barroca, metas tão procuradas durante o Renascimento.
Os temas do Barroco são mitológicos, religiosos e quotidianos onde predomina mais a emoção que a razão: o seu propósito é impressionar os sentidos do observador, baseando-se no princípio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio.
O colorido e o contraste de claro-escuro são intensos e expressam de forma peculiar os sentimentos.
A busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas, contracurvas, colunas retorcidas e o entrelaçamento entre a arquitetura e escultura, a tentativa de integração das diferentes disciplinas artísticas são também algumas das suas características.
O recurso favorito dos artistas barrocos para a criação de um espaço dinâmico e profundo foi a utilização de primeiros planos magnificados com objetos aparentemente bem ao alcance do observador, justapostos a outros em dimensões reduzidas num plano de fundo muito recuado.
Também foi comum o uso do escorço pronunciado e de perspectivas multifocais. Segundo Hauser, a tendência barroca de substituir o absoluto pelo relativo, a limitação pela liberdade, é expressa mais nitidamente no uso de formas abertas.
Além disso, na forma clássica a linha reta, o equilíbrio e as coordenadas ortogonais são elementos fortes na articulação da composição, mas no Barroco a preferência passa para as diagonais, a assimetria, as formas curvas e espiraladas, e um desprezo pela orientação provida pelos limites físicos da obra, organizando-se livremente pelo espaço disponível e parecendo poder continuar para além da moldura.

JET METAMORFOSIS

A Primavera – Concerto Nº 1 em Mi Maior
Tal como nos trabalhos anteriores deste tema, a concepção baseou-se sobretudo nos poemas de Vivaldi, eles próprios um reflexo ou paralelo da sua música. A essa interpretação juntou-se o meu próprio sentir da música, e um milhão de ideias que se conjugaram durante a produção do trabalho.
A primavera é a chegada, o início, a infância, o nascer do sol, o princípio de uma actividade, a virgindade, optimismo, dinâmica, sentimentos voluntariosos. É o bastão do Tarô e o entusiasmo de Mercúrio.
O primeiro movimento relaciona-se à primeira e à segunda estrofes; o segundo à terceira e o terceiro à quarta.
Vivaldi descreve a chegada da primavera com toda sua singularidade, representada por uma melodia doce, remetendo ao canto dos pássaros. Mas também há a tempestade… raios e trovões cobrem o ar num manto negro, mas apesar disso os passarinhos permanecem e retornam ao seu alegre chilrear. Uma festiva reunião onde dançam ninfas e pastores ao som alegre das gaitas camponesas e sob o ansiado e brilhante céu de Primavera. O solo de violino representa o pastor atormentado e os demais violinos representam o ambiente revolto. As árvores começam a estender os seus longos braços como se quisessem abraçar o Sol que nos aquece e que faz desenvolver as flores, as plantas, o verde prado e toda a Natureza que fornece o oxigénio que respiramos e que o homem teima em destruir por interesses comerciais.

NOTAS FINAIS
Depois da tempestade, a bonança. Depois da chuva, o Sol. Depois do inverno, a Primavera… a estação em que as flores começam a desabrochar e que os seus perfumes tão variados nos inebriam, onde as terras começam a verdejar… a cor da esperança, a esperança de uma vida melhor.
Cruzadas, Guerras Mundiais, guerras químicas, nucleares… coisas do passado, bastante dispendiosas e “politicamente incorrectas”. Existem meios mais modernos e eficazes de atingir objectivos… muito mais suaves, invisíveis e corrosivos. A invasão económica é a grande arma dos nossos tempos e futuros. O conceito de estado(s), país(es), bandeira(s), fronteira(s), são apenas conveniências para manter as aparências. Verdadeira autonomia não existe neste(s) território(s) ocupado(s), apenas assuntos menores são deixados a uma pretensa discussão pública. O termo democracia vem do grego, “poder do povo” num conceito de cidadania… ora bem, o cidadão deu lugar ao cliente e o verdadeiro espírito e sentido do termo há muito que se diluiu.
Já em Lancelot (1997) José Saramago referia: “Eu acho que é preciso continuar a acreditar na democracia, mas numa democracia que o seja de verdade. Quando eu digo que a democracia em que vivem as actuais sociedades deste mundo é uma falácia, não é para atacar a democracia, longe disso. É para dizer que isto a que chamamos democracia não o é. Nós não podemos continuar a falar de democracia no plano puramente formal. Isto é, que existam eleições, um parlamento, leis, etc. Pode haver um funcionamento democrático das instituições de um país, mas eu falo de um problema muito mais importante, que é o problema do poder. E o poder, mesmo que seja uma trivialidade dizê-lo, não está nas instituições que elegemos. O poder está noutro lugar.”.
Eu continuo a acreditar… melhor, eu preciso continuar a acreditar no futuro duma sociedade humanizada!
Citando Jaak Bosmans, "Primavera não é uma simples estação de flores, é muito mais, é um colorido da alma."
Boa Primavera para todos!
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