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Auto-retrato, pum!

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Outros

2012-06-11 20:37:28
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descrição
Auto-retrato, para observadores da vida selvagem.
Ressalva a branca peúga e adianta que ama tanto o país em que nasceu como hoje abomina a sorte de ter sido deixado à mercê do narcisismo engravatado. Esse que julga que pensa vezes o que pensa bem e, nesse teimoso pensar, toma medidas para o empobrecimento dos que nele vivem. A necessidade não é um verbo parelha da caridade, é apenas a falta de gente sem o vício vaidoso de tornar escravos os seus iguais. Porque mais não somos. Iguais. E os que se julgam além disso, farão da história um festim de carne chupada e sangue sem cor, amigos deles mesmos e adictos das formas mais macabras em que se governa o desamor.
Os cães, quando retirados à mãe, afogam-se, abandonam-se ou entregam-se para mãos repletas de vazio. A crueldade desta visão falada não é mais que a realidade deste torto campo de concentração, onde a cor das notas é uma espécie de arame farpado e os vapores da chaminé não combinam com a luta diária dos nossos já fracos ossos. Isto não é uma maldita e cinzenta prosa, é apenas a mais pequena mostra do que sorvem os milhares dos desencantados na ânsia do pão na boca, no prato quente para os filhos, no caminho torto que não sobe, só desce, desce e desce até ao buraco sem fundo. E, lá nesse fundo, quase sorris nas amêndoas amargas, quando te cravam um pau lascado no peito e percebes, na dor de o tentar tirar, que somos tudo, somos todos, somos tantos. Tudo e todos, excepto iguais.
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/100
Abertura: f/7.1
ISO: 200
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist. Focal: 47 mm
Dist. Focal 35mm: 77.05 mm

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Auto-retrato, pum!
Auto-retrato, para observadores da vida selvagem.
Ressalva a branca peúga e adianta que ama tanto o país em que nasceu como hoje abomina a sorte de ter sido deixado à mercê do narcisismo engravatado. Esse que julga que pensa vezes o que pensa bem e, nesse teimoso pensar, toma medidas para o empobrecimento dos que nele vivem. A necessidade não é um verbo parelha da caridade, é apenas a falta de gente sem o vício vaidoso de tornar escravos os seus iguais. Porque mais não somos. Iguais. E os que se julgam além disso, farão da história um festim de carne chupada e sangue sem cor, amigos deles mesmos e adictos das formas mais macabras em que se governa o desamor.
Os cães, quando retirados à mãe, afogam-se, abandonam-se ou entregam-se para mãos repletas de vazio. A crueldade desta visão falada não é mais que a realidade deste torto campo de concentração, onde a cor das notas é uma espécie de arame farpado e os vapores da chaminé não combinam com a luta diária dos nossos já fracos ossos. Isto não é uma maldita e cinzenta prosa, é apenas a mais pequena mostra do que sorvem os milhares dos desencantados na ânsia do pão na boca, no prato quente para os filhos, no caminho torto que não sobe, só desce, desce e desce até ao buraco sem fundo. E, lá nesse fundo, quase sorris nas amêndoas amargas, quando te cravam um pau lascado no peito e percebes, na dor de o tentar tirar, que somos tudo, somos todos, somos tantos. Tudo e todos, excepto iguais.
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Exposição: 1/100
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Dist. Focal: 47 mm
Dist. Focal 35mm: 77.05 mm


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