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Arte Digital/Awaken II (2. RPG‘s)
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Arte Digital/Awaken II (2. RPG‘s)
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Awaken II (2. RPG‘s)

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Arte Digital

2009-09-07 23:05:10
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descrição
INTRODUÇÃO
RPG (Role-playing game) trata-se de um jogo de interpretação de personagens, onde os jogadores assumem os seus papéis e criam narrativas em conjunto. Há um sistema de regras predefinido, mas de forma a dar mobilidade para cada jogador improvisar segundo sua imaginação, determinando o rumo do jogo. Como jogam em grupo, raramente há ganhadores ou perdedores, o que o torna diferente dos jogos comuns. Não há uma disputa e sim a colaboração de um grupo que busca de um objectivo único, a diversão.
No teatro há um roteiro definido e o actor deve ser fiel a ele. O que diferencia o sucesso da peça é o talento de cada actor. No RPG cada jogador também representa o seu papel - acções, gestos, falas, o que saber, o que fazer e o que não pode fazer. O actor tem um script, o jogador de RPG tem um conjunto de regras ao qual denomina “sistema”. Ambos interpretam personagens, mas no caso do RPG, o jogador age com certa liberdade de acção, limitando-se apenas às regras do sistema.
Até aí nada de mais com esse estilo de jogo. Há vários que servem como incentivo para socialização, para pesquisas e crescimento intelectual dos indivíduos do grupo. Aguça e inteligência e a imaginação e dá uma capacidade holística aos jogadores, tornando-os mais capazes de perceber o mundo em seu redor.
O problema começa quando os jogadores extrapolam o lado lúdico e transformam aventuras em realidade, embrenhando-se em pactos e iniciações, rituais religiosos, ordens secretas e fascinações com toda espécie de seres, buscando poder e habilidades para os seus personagens, havendo factos reportados inclusive de sacrifícios humanos e de animais. Não são todos os RPG’s que não tem vencedores, e ao perdedor é cobrado o preço estipulado no jogo. Aos vencedores é dado “o poder” e esses tendem à manipulação ou cobrança. Aos perdedores cabe o ónus da perca e isso pode ser altamente perigoso.
É na fuga do padrão para o qual o jogo foi criado que reside o perigo e não são poucos títulos embargados pela justiça e retirados do mercado.
Um dos casos mais mediáticos é o de Aline Soares, 18 anos, brutalmente assassinada na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais, em Outubro de 2001. O corpo foi encontrado sobre um túmulo dois dias depois, despido, postada de braços abertos e os pés sobrepostos, em posição de crucificação, com a cabeça voltada em direcção à Praça Tiradentes e os pés para o fundo do cemitério da Igreja N. Srª das Mercês e Misericórdia. Apresentava 17 lesões efectuadas com instrumento cortante, espalhadas por diversas partes do corpo, sendo a mais extensa com 10 cm, localizada no pescoço, com secção de vasos e da traqueia, que foram a causa efectiva da sua morte.
Segundo a Promotora de Justiça, Aline teria sido morta durante o jogo “Vampiro, a máscara”. Chamou atenção dela também uma frase na entrada do imóvel dizendo “Alugam-se corpos”. De acordo com o Inquérito os suspeitos eram usuários de drogas e adeptos de seitas macabras que teriam ligações com o jogo de RPG.
O RPG não é só um joguinho inofensivo. Há vários casos onde as ilusões se transformaram em brutais realidades, e onde se esperava diversão nascem palcos de cruéis e macabros assassinatos.

ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
O homem tem dentro de si uma espécie de vazio que necessita ser preenchido para que se sinta pleno, feliz ou simplesmente seguro. Daí surgem “ofertas” mirabolantes, pressões psicológicas e “boas intenções” como forma de manipulação, pois isso é uma fonte de poder. Quer através da política, quer social ou economicamente (quem tem dinheiro tem poder), quer no campo religioso. E o mercado está cada vez mais saturado de produtos duvidosos, de religiões, seitas, oportunistas milagrosos.
Quem viu “O Exorcista” e ficou um mês sem apagar a luz do quarto e tendo pesadelos horríveis? Tudo isso hoje é ridículo perto do que as crianças estão acondicionadas a crerem. Qual a criança que não quer ter um dragão ou um demoniozinho de estimação? Aliás, nem são mais crianças, são avatares, sem mesmo saber o seu significado. Gostam do que tende ao mal, ao diabólico… enquanto os pais são engolidos pelos demónios do sistema político-financeiro, elas são engolidas por abismos. Humanos assemelham-se aos exploradores de cavernas, onde quanto mais fundo é o buraco, mais atractivo e emocionante se torna. Se o abismo possuir dragões, vampiros, fantasmas, demónios, ET’s, então é a sensação. Se o misticismo for realmente alto, e tiver aura de “Sociedade Secreta” então voam fichas de inscrição aos milhares. E não são poucos os que se deleitam na imundície oferecida e os abismos sucedem-se.
Bruxa ou bruxo é aquele que faz bruxaria, feitiçaria, magia negra, curandeirismo, ocultismo, adivinhação, astrologia e demais actividades ligadas ao ocultismo.
As bruxas podem ser “inocentes” doces, máscaras e abóboras, ou, como na feitiçaria real, com alguns sacrifícios de sangue, infinitas imprecações e bastante orgia, tal como no Black Sabbath dos Satanistas reais. No mundo espiritual, sangue é moeda. Jesus pagou com sangue. Trabalhos para mover o mundo espiritual, a favor ou contra, também são pagos com sangue sacrificial. Para os entendidos e não só, é certo que sem sangue não há remissão. Para os incrédulos, que continuem incrédulos apesar de não poderem apagar a história.
Sacrifício humano, cânticos, e rezas não são práticas apenas dos modernos satanistas. Sacrificaram ao Sol, a Moloque (uma divindade com corpo de homem e cabeça de touro em metal, ventre aquecido com fogo e mãos vermelhas em brasa recebiam corpos de crianças), esposas e filhos que eram sacrificados com o marido e pai de forma a esse ter companhia no além. Sacrificaram fenícios, romanos, egípcios, celtas, indígenas, “gregos e troianos”. Sacrificaram donzelas, doentes mentais, mulheres, judeus nas fogueiras da Inquisição para alegria de um Vaticano em formação.
Na civilização celta descobrimos as origens mais claras da bruxaria. Os druidas eram membros de um culto sacerdotal na antiga França, Inglaterra e Irlanda que adoravam deuses semelhantes aos dos gregos e romanos, mas com nomes diferentes. Vestiam fantasias e esculpiam em nabos ocos caricaturas de demónios saindo pelas ruas amaldiçoando as pessoas que lhes negavam alimentos. Pouco se sabe sobre eles, pois tinham uma tradição oral jurando e fazendo jurar segredo. Moravam nas florestas e cavernas, e diziam dar instruções, fazer justiça e prever o futuro através de voo de pássaros, do fogo, do fígado e outras entranhas de animais sacrificados. Ofereciam sacrifícios humanos e tinham como sagrados a lua cheia, a “meia-noite”, o gato, o carvalho, etc.
O gato estava associado às bruxas e também aos druidas por superstição. O gato era tido como “um espírito familiar” e muitos eram mortos quando se suspeitava ser uma bruxa. Acreditavam tratar-se de seres humanos encarnados, espíritos malvados, ou os “espíritos familiares” transformados em gatos como punição por algum tipo de perversidade. Vários satanistas mantêm a mesma prática, e projectam as suas almas para eles, crendo que são os animais mais fáceis de encarnar uma alma humana.
Usavam máscaras como meio supersticioso de afastar espíritos maus ou mudar a personalidade do usuário e também de comunicar com o mundo dos espíritos. Grupos envolvidos com magia negra e bruxaria também usam máscaras para “criar uma ligação” com o mundo dos espíritos.
Usavam velas de cera de abelha de cor alaranjada e cobriam os esquifes com tecidos pretos, caminhando no tempo... Satanistas, católicos, umbandistas, e montes de outros “istas” perpetuam o uso de velas e tecidos nas suas festas, invocações e roupas rituais.
O morcego, pela habilidade de perseguir a presa no escuro, adquiriu a reputação de possuir forças ocultas. Também possuía as características de pássaro (para o ocultismo, símbolo da alma) e de demónio (por ser nocturno). No período medieval acreditava-se que demónios transformavam-se em morcegos (adeptos do vampirismo perpetuam a crença).
Desde os primórdios o homem desenvolveu talismãs, amuletos e patuás com o propósito de se defender daquilo que não conseguia compreender e temia, ou como forma de “mandingas ou feitiços”, “invocações e banimentos” capazes de manter uma ameaça contra qualquer ser rival (homens, anjos e demónios ou para o domínio dos mesmos).
O Pentagrama é uma estrela de cinco pontas, podendo ser representada presa ou não a um círculo e é um dos símbolos mais conhecidos devido ao seu significado. O seu desenho deve ser traçado com uma única linha, sendo chamado de “Laço Infinito”. Satanistas, Wiccas e os seguidores do Candomblé costumam desenhar no chão um pentagrama envolto num círculo, onde dispõem velas para rituais de invocação ou banimento.
Na numerologia o pentagrama é associado ao número 72, formado a partir de um círculo dividido em 5 aros de 72 graus, número místico divisível por todos os números de 1 a 9, excepto pelo 5 (masculino + feminino) e pelo 7 (plenitude – Deus), ambos mágicos. O ocultismo cabalista considera os 72 nomes de Adonai, e as 72 traduções da Torá do Hebraico para o Grego.
Para entender o simbolismo do pentagrama é preciso conhecer o significado do 5 na numerologia, pois a estrela de cinco pontas expressa esses princípios.
Na antiga China o número cinco (wu) era um número sagrado representado por uma flor de cinco pétalas. Na cabala uma estrela de cinco pontas. O simbolismo chinês já constava no I Ching, no Livro dos Ritos e no Livro das Cerimónias. Era associado aos 5 elementos da acupunctura: madeira, fogo, terra, metal e água, por sua vez eram ligados às cores primárias de tons básicos. Associavam-no aos 5 pontos cardeais (incluíam um quinto ponto no meio), aos 5 bens da felicidade: riqueza, longevidade, paz, virtude e saúde; às cinco qualidades morais da humanidade e 5 coisas puras: a lua, a água, o pinheiro, o bambu e a ameixa; aos 5 graus de nobreza, 5 tipos básicos de cereais e 5 punições das Leis.
Os gnósticos-maniqueístas consideram o número como sagrado. Os maçons do Rito Escocês associam o símbolo ao Grão-Mestre eleito usando o pentagrama sobre o seu trono ou na entrada da Loja, pois ele também significa o G, no sentido da conjugação da união entre o masculino (3) e o feminino (2), expressando assim a união dos desiguais, o casamento, a representação fecunda, simbolizando a soma do 3 e o 2 o ser andrógino.
No Japão há registro dos 5 deuses da felicidade representados por cinco budas.
A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas por Pitágoras e seus seguidores, que o consideravam um emblema da perfeição. Geometricamente o pentagrama ficou conhecido como A Proporção Divina ou Proporção Dourada. O Homem de Pitágoras, de braços e pernas abertas, disposto em cinco partes em forma de cruz significa o Microcosmo (O Homem Individual) e também o Macrocosmo (O Homem Universal), como parâmetro de ordem e perfeição (A Verdade Divina).
Agrippa coloca em volta da mesma figura humana os cinco planetas e a lua como ponto central (genitália) e Leonardo da Vinci mostra as relações geométricas do homem com o Universo.
Eliphas Levi alia pela primeira vez o pentagrama ao conceito do bem e do mal, onde ilustra o pentagrama microcósmico ao lado de outro invertido formando a cabeça do bode, ou seja, Baphomet.
Ganhou força nos rituais pagãos com Gerald Gardner nos anos 40 e como poderoso talismã nos rituais da deusa adorada pela religião Wicca nos anos 60. O extremo vem através de Anton LaVey, o Papa Negro do Satanismo, que adopta o pentagrama invertido como emblema da Igreja Satânica passando esse a ser definitivo o símbolo sinônimo de adoração ao Diabo (Bode/Baphomet).

MITOLOGIA
Na mitologia o pentagrama simboliza a deusa Vénus e outras divindades associadas. Na natureza o símbolo é ligado à forma que o planeta Vénus faz durante a retroacção da sua órbita. Na Grécia era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As.
Amaduscias, grão-duque do inferno, comandava 30 legiões e possuía cabeça de unicórnio, aparecendo muitas vezes com forma humana. Costumava dar concertos invisíveis, fazendo com que as árvores balançassem ao som de sua voz. Alguns grupos musicais de Heavy Metal adoptam-no como padroeiro e protector.
Íncubo é um anjo do paraíso que foi expulso e se transformou em demónio, procurando continuamente mulheres para saciar-se, enquanto elas dormem. A sua fêmea é denominada súcubo. O seu número é tão elevado que se torna difícil destruí-los, no dizer de Santo Agostinho (de Civitate Dei – XV, 23). Muitos padres afirmam que o íncubo é um anjo que atrai as mulheres na sua queda para o inferno, possuídas por belos homens, corpos mortos temporariamente reanimados por eles. Durante a Idade Média, muitos sintomas da menopausa eram imputados aos íncubos. Diziam que Huno e Platão nasceram da união de um humano e um íncubo, bem como o famoso sábio Merlin, fruto de um íncubo e a filha do rei da Inglaterra. Também a Abadessa de Cordoue teria um íncubo, com a forma de animal, como seu amante.
Súcubo, em oposição aos íncubos, tentava os homens durante o sono até conseguirem copular com eles. Costumam visitar os solitários, monges e pastores, aproveitando-se dos seus jejuns e abstinências. Reanimam cadáveres que depois de uma noite de amor, voltam ao estado putrefacto. Muitas vezes, dizem, tomam a forma da pessoa amada.
Há também relatos de satanistas de que são demónios que se materializam para buscar o sexo e que são frequentes nas orgias das festas satânicas. Os seus corpos são acinzentados e frios, com olhos maléficos e sem vida. Copulam com selvajaria até se fartarem, ou simplesmente até que os que os aceitam morram. Segundo a demonologia, Zaebos é um demónio com cabeça humana e corpo de crocodilo.

AS FACES OCULTAS DO PODER
O forte simbolismo imbricadamente ligado à presidência dos Estados Unidos, controlada pela maçonaria, foi descrito por Ralph Epperson no livro “The New World Order”. Ele relata os esforços nos últimos 250 anos em estabelecer um governo, economia e religião globais, a Nova Ordem Mundial e vincula os Mestres Illuminatis, os Maçons e várias sociedades secretas, o comunismo e o nazismo como cooperadores para a implementação deste sistema.
O Movimento de Nova Era tem o objectivo de preparar as pessoas para que o Maitréia possa aparecer e tomar o controle - religião baseada nos mistérios ocultos da Babilónia e do Egipto, onde haverá “paz e segurança”.
Epperson dá atenção especial ao Obelisco, como centro ocultista de adoração.
O obelisco do Monumento a Washington, foi criado para homenagear o primeiro presidente norte-americano, George Washington, maçon, sendo um marco da maçonaria no país desde sua Independência. Foi construído com 36.000 blocos separados de granito. O número 36 resulta da multiplicação de 3 x 12 e é importante no ocultismo. Seu topo pesa exactamente 13 mil libras. Contém 188 pedras memoriais doadas especialmente por indivíduos, sociedades, cidades e países de todo o mundo. No entanto, as lojas maçónicas do mundo inteiro contribuíram com 35 dessas pedras memoriais. Esses blocos de pedra foram misturados com outras pedras memoriais, mas as últimas foram colocadas no nível 330 pés (33 graus da maçonaria conhecida). O custo total atingiu na época 1.300.000 dólares (13 cortando os zeros). O monumento tem 8 janelas que juntas totalizam 39 pés quadrados em tamanho. O número 39 é sagrado, pois é formado multiplicando 3 x 13. Na numerologia o 8 significa “Novos Começos” e combinado ao 13, “Extrema Rebelião”. Novos começos advindos de extrema rebelião! Há vários outros números místicos incrustados no Obelisco, mas não é pretensão esgotar o assunto.
Ainda cremos nas urnas e na utopia democrática, e que nossos líderes possuem sempre o bem comum como meta… doce ilusão! O interesse nunca é pelo bem público e sim pela insaciável fome de poder, como uma cobra comendo o próprio rabo, fecha-se o círculo dos seus próprios interesses.
Os donos do poder movem-se concisamente dentro da Nova Ordem Mundial desde 1776 enganando a todos sobre suas reais intenções. Os comuns não só são comuns, podem ser considerados desde marionetas, peões do xadrez ou simplesmente excluídos.

O NOBRE EXEMPLO PORTUGÊS
Em Portugal, segundo o Jornal de Notícias em 2008, os deputados ganham 3708 € de salário-base, e têm direito a mais 10% para despesas de representação. Como também lhes são pagos abonos de transporte entre a residência e S. Bento uma vez por semana, um deputado do Porto, por exemplo, pode receber mais 2000 €, além do ordenado. Poderão auferir a pensão vitalícia que corresponde a 40% do vencimento base. A subvenção é cumulável com a pensão de reforma até ao valor do salário base de um ministro que era em 2008 de 4819,94 €.
O presidente da Assembleia da República recebe 80% do ordenado do presidente da República - 5.810 €, além dum abono mensal para despesas de representação no valor de 40% do vencimento, o que perfaz 8760 €. Usufrui de residência oficial e de veículo para uso pessoal com motorista.
O presidente do Conselho de Administração, os 4 vices-presidentes da AR e os líderes parlamentares dispõem de gabinete pessoal, secretário e automóvel com motorista. Para os 4 vice-presidentes da AR e para os membros do Conselho de Administração, o abono é de 25% do vencimento 927 €. Os 6 líderes parlamentares e os secretários da Mesa têm de abono 20% do salário: 742 €… e a lista é bem mais longa!
O uso gratuito de telecomunicações, os elevados abonos em ajudas de custo e deslocações e os 4,65 € de almoço são algumas das muitas "benesses" que usufruem. A Assembleia da República é actualmente composta por 230 Deputados (exactamente o numero máximo previsto no art.º 148º da Constituição...). Trata-se efectivamente de uma classe de elite que merece toda esta mordomia… claro que as sestas e gestos obscenos na AR, e a falta de quórum devido a férias são meros acidentes de percurso!
O aparelho do Estado desdobra-se ainda em Ministros, Secretários e Sub-Secretários de Estado, Directores e Subdirectores Gerais e Regionais, Assessores, Presidentes de diversos organismos estatais, sem esquecer os 2046 mandatos nas Câmaras Municipais e vários milhares afectos às Juntas de Freguesia.
Os três actos eleitorais em 2009 (europeias, legislativas e autárquicas) terão um custo superior a 100 milhões de euros, sem contar os recursos dos partidos e não só... Segundo Manuel Meirinho, professor no ISCSP, para todas as eleições realizadas entre 1993 e 2008, os partidos "sacaram" ao Estado, em subvenções, 78,3 milhões de euros. A previsão para 2009 é de 71,1 milhões de euros, quase tanto como o que arrecadaram nos 15 anos anteriores. Nos tempos difíceis de hoje, recessão internacional incluída, este desperdício de recursos do Estado é escandaloso. Há crise não há?!?
Vem aí mais uma época de palhaçada e show off com os próximos actos eleitorais. Milhares de políticos tal como o caracol vão pôr os corninhos ao sol, aparecem em tudo o que é festa, procuram aparecer sorridentes junto das figuras públicas mais mediáticas (de preferência com cravinho vermelho ao peito) e desdobram-se em oferendas, rituais e promessas com um dom de omnipresença divino.
Sucedem-se os debates e aparições televisivas, pura mascarada e fogo de artifício, que mais não é que atacar os adversários (dá menos trabalho e melhores efeitos) e retórica demagógica.
Acontece magia e invocação de espíritos, já que são conhecidos casos de mortos que votam e vivos que o fazem em vários locais (e ainda se queixam da abstenção).
Programa político? Ahhh… aquele papel… pressupostamente o suporte ideológico e sobre o qual o cidadão irá depositar a sua confiança. Ora bem, sendo assim, nada mais simples que matemática. Os programas devem ser claros, desmembrados em medidas concretas, quantificados e calendarizados. Dado que os mandatos são de 4 anos, que tal uma aferição trimestral do cumprimento desses programas/promessas, tal como o Estado faz aos seus trabalhadores? O não cumprimento dos prazos e medidas levaria a uma perca de vencimento proporcional ao tempo de mandato, ou seja, 8,5% por trimestre, verba essa a ser distribuída por instituições de Solidariedade Social… ou a deduzir nos nossos impostos, já que é o povo que paga o circo. Nada mais lógico, ou então estamos em presença de um logro gigantesco com dinheiros públicos. Sem esquecer que esta medida é extensível também aos partidos na oposição, cujo papel deve ser bem mais activo que dizer mal e estar do contra. Já que o altruísmo de servir a comunidade e a preocupação com os mais desfavorecidos é nota dominante nos discursos, até seria uma forma concreta de provarem o que dizem. Confesso que não fiz as contas, mas tenho a certeza que se está em presença de verbas astronómicas!
Curiosas as palavras de Eça de Queiroz no jornal “Distrito de Évora” em 1867… lúcidas e ainda perfeitamente actuais: “Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.”.

CONCLUSÃO
Satanistas e religiosos são opostos, cada um adora o seu Senhor, seja ele Lúcifer ou Deus, considerado por muitos como duas face duma mesma moeda e indissociáveis. A “seita” política é a única que pretende “estar bem com Deus e o Diabo”, tanto no sentido lato como no estrito, já que não são raros os casos de assistirem a cultos religiosos e serem membros de sociedades secretas onde o poder e o Demo se manifestam.
Em 'O Archote' Karl Kraus refere:” Se tivessem contado ao diabo, que sempre teve uma enorme paixão pela guerra, que um dia haveria homens para quem a continuação desta representa um interesse comercial, que eles nem se dão ao trabalho de disfarçar e cujo produto ainda os ajuda a ocupar um lugar de destaque na sociedade, ele teria dito para irem contar isso à avó dele. Mas depois, quando se tivesse convencido do facto, o inferno teria ficado abrasado de vergonha e ele não teria outro remédio senão reconhecer que toda a vida fora um pobre diabo!”
A semelhança da área política com o satanismo e os RPG’s é notória.
- Usam máscaras para mudar a personalidade, assumindo o papel da personagem mais conveniente. Já referia Teixeira de Pascoaes: “Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita. A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.”;
- Rituais (Reuniões) onde o sacrifício humano é moeda e forma de promoção.
- Tal como Súcubo tentam os homens até os “comer”. Curiosas as palavras do “odiado fascista” Salazar “Há interesses mais directos e palpáveis em jogo na actividade política, e o que é pior é que à medida que o poder se corrompe e que o interesse colectivo é sacrificado a interesses individuais, ao mundo político que espera e provoca as mutações governativas, junta-se o outro mundo ávido dos negócios. A influência corrosiva da sua acção traz mais uma dificuldade grave à governação pública.”… não é este um discurso similar ao de extrema esquerda? Se ambos coincidem porque nada muda?
- Neste jogo nunca há perdedores, sempre todos ganham, questão de ver as reportagens que sucedem às noites eleitorais… Há sim membros de partidos que assumem para si a derrota (provavelmente depois de negociado o seu “exílio” nalguma empresa privada conexa, até que a lei da “reciclagem” e a fraca memória do povo os tragam de novo à ribalta).
- A sede de poder leva-os a procurar pactos e fontes duvidosas, buscando a promoção pessoal e distanciando-se dos fins públicos. Tal como dizia Carlos Drummond de Andrade, “Partido político é um agrupamento de cidadãos para defesa abstracta de princípios e elevação concreta de alguns cidadãos”.
- A falsa sensação de poder leva-os a sentar em tronos de comodidade, até que outra marioneta os substitua, num circulo constante de manipulador/manipulado. O real poder nunca está visível e o papel do Povo é assistir ao Teatro pagando com moeda e sangue.

Agostinho da Silva, filósofo português que viveu boa parte da sua vida no Brasil escreveu no 'Diário de Alcestes': “Ora a democracia cometeu, a meu ver, o erro de se inclinar algum tanto para Maquiavel, de ter apenas pluralizado os príncipes e ter constituído em cada um dos cidadãos um aspirante a opressor dos que ao mesmo tempo declarava seus iguais. E de facto, o que se tem realizado é, quase sempre, um arremedo de democracia sem verdadeira liberdade e sem verdadeira igualdade, exactamente porque se tomou como base do sistema uma relação do homem com o homem e não uma relação do homem com o espírito de Deus. Por outras palavras: para que a democracia se salve e regenere é urgente que se busque assentá-la em fundamentos metafísicos e se procure a origem do poder não nos caprichos e disposições individuais, mas nalguma coisa que os supere e os explique, aprovando-os ou reprovando-os. O indivíduo passaria a ser não a fonte mas o canal necessário ao transporte das águas; nenhuma autoridade sem ele, nenhuma autoridade dele. Seria assim possível sacudir de vez as morais biológicas que nos têm proposto e, construindo um decálogo sobre os princípios divinos, ligar-lhe indissoluvelmente a política como uma simples extensão. Não vejo outro alicerce senão o entendimento, o que, fazendo do animal a pessoa, ao mesmo tempo se coloca acima do indivíduo e se impõe como norma universal; e as maiorias, assim, só viriam a obrigar quando as suas resoluções coincidissem com a razão e com os fins últimos que a Humanidade se propõe atingir.”.
Semelhanças e divergências apresenta Fernando Pessoa: “Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam d'essa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida.”

A ausência de verdade e consciência tornaram-se normas universais. O Anticristo prolifera na nossa sociedade como um parasita dentro das criaturazinhas que Deus criou. Há vacina? Talvez. Será que é economicamente interessante? Duvido…
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Awaken II (2. RPG‘s)
INTRODUÇÃO
RPG (Role-playing game) trata-se de um jogo de interpretação de personagens, onde os jogadores assumem os seus papéis e criam narrativas em conjunto. Há um sistema de regras predefinido, mas de forma a dar mobilidade para cada jogador improvisar segundo sua imaginação, determinando o rumo do jogo. Como jogam em grupo, raramente há ganhadores ou perdedores, o que o torna diferente dos jogos comuns. Não há uma disputa e sim a colaboração de um grupo que busca de um objectivo único, a diversão.
No teatro há um roteiro definido e o actor deve ser fiel a ele. O que diferencia o sucesso da peça é o talento de cada actor. No RPG cada jogador também representa o seu papel - acções, gestos, falas, o que saber, o que fazer e o que não pode fazer. O actor tem um script, o jogador de RPG tem um conjunto de regras ao qual denomina “sistema”. Ambos interpretam personagens, mas no caso do RPG, o jogador age com certa liberdade de acção, limitando-se apenas às regras do sistema.
Até aí nada de mais com esse estilo de jogo. Há vários que servem como incentivo para socialização, para pesquisas e crescimento intelectual dos indivíduos do grupo. Aguça e inteligência e a imaginação e dá uma capacidade holística aos jogadores, tornando-os mais capazes de perceber o mundo em seu redor.
O problema começa quando os jogadores extrapolam o lado lúdico e transformam aventuras em realidade, embrenhando-se em pactos e iniciações, rituais religiosos, ordens secretas e fascinações com toda espécie de seres, buscando poder e habilidades para os seus personagens, havendo factos reportados inclusive de sacrifícios humanos e de animais. Não são todos os RPG’s que não tem vencedores, e ao perdedor é cobrado o preço estipulado no jogo. Aos vencedores é dado “o poder” e esses tendem à manipulação ou cobrança. Aos perdedores cabe o ónus da perca e isso pode ser altamente perigoso.
É na fuga do padrão para o qual o jogo foi criado que reside o perigo e não são poucos títulos embargados pela justiça e retirados do mercado.
Um dos casos mais mediáticos é o de Aline Soares, 18 anos, brutalmente assassinada na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais, em Outubro de 2001. O corpo foi encontrado sobre um túmulo dois dias depois, despido, postada de braços abertos e os pés sobrepostos, em posição de crucificação, com a cabeça voltada em direcção à Praça Tiradentes e os pés para o fundo do cemitério da Igreja N. Srª das Mercês e Misericórdia. Apresentava 17 lesões efectuadas com instrumento cortante, espalhadas por diversas partes do corpo, sendo a mais extensa com 10 cm, localizada no pescoço, com secção de vasos e da traqueia, que foram a causa efectiva da sua morte.
Segundo a Promotora de Justiça, Aline teria sido morta durante o jogo “Vampiro, a máscara”. Chamou atenção dela também uma frase na entrada do imóvel dizendo “Alugam-se corpos”. De acordo com o Inquérito os suspeitos eram usuários de drogas e adeptos de seitas macabras que teriam ligações com o jogo de RPG.
O RPG não é só um joguinho inofensivo. Há vários casos onde as ilusões se transformaram em brutais realidades, e onde se esperava diversão nascem palcos de cruéis e macabros assassinatos.

ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
O homem tem dentro de si uma espécie de vazio que necessita ser preenchido para que se sinta pleno, feliz ou simplesmente seguro. Daí surgem “ofertas” mirabolantes, pressões psicológicas e “boas intenções” como forma de manipulação, pois isso é uma fonte de poder. Quer através da política, quer social ou economicamente (quem tem dinheiro tem poder), quer no campo religioso. E o mercado está cada vez mais saturado de produtos duvidosos, de religiões, seitas, oportunistas milagrosos.
Quem viu “O Exorcista” e ficou um mês sem apagar a luz do quarto e tendo pesadelos horríveis? Tudo isso hoje é ridículo perto do que as crianças estão acondicionadas a crerem. Qual a criança que não quer ter um dragão ou um demoniozinho de estimação? Aliás, nem são mais crianças, são avatares, sem mesmo saber o seu significado. Gostam do que tende ao mal, ao diabólico… enquanto os pais são engolidos pelos demónios do sistema político-financeiro, elas são engolidas por abismos. Humanos assemelham-se aos exploradores de cavernas, onde quanto mais fundo é o buraco, mais atractivo e emocionante se torna. Se o abismo possuir dragões, vampiros, fantasmas, demónios, ET’s, então é a sensação. Se o misticismo for realmente alto, e tiver aura de “Sociedade Secreta” então voam fichas de inscrição aos milhares. E não são poucos os que se deleitam na imundície oferecida e os abismos sucedem-se.
Bruxa ou bruxo é aquele que faz bruxaria, feitiçaria, magia negra, curandeirismo, ocultismo, adivinhação, astrologia e demais actividades ligadas ao ocultismo.
As bruxas podem ser “inocentes” doces, máscaras e abóboras, ou, como na feitiçaria real, com alguns sacrifícios de sangue, infinitas imprecações e bastante orgia, tal como no Black Sabbath dos Satanistas reais. No mundo espiritual, sangue é moeda. Jesus pagou com sangue. Trabalhos para mover o mundo espiritual, a favor ou contra, também são pagos com sangue sacrificial. Para os entendidos e não só, é certo que sem sangue não há remissão. Para os incrédulos, que continuem incrédulos apesar de não poderem apagar a história.
Sacrifício humano, cânticos, e rezas não são práticas apenas dos modernos satanistas. Sacrificaram ao Sol, a Moloque (uma divindade com corpo de homem e cabeça de touro em metal, ventre aquecido com fogo e mãos vermelhas em brasa recebiam corpos de crianças), esposas e filhos que eram sacrificados com o marido e pai de forma a esse ter companhia no além. Sacrificaram fenícios, romanos, egípcios, celtas, indígenas, “gregos e troianos”. Sacrificaram donzelas, doentes mentais, mulheres, judeus nas fogueiras da Inquisição para alegria de um Vaticano em formação.
Na civilização celta descobrimos as origens mais claras da bruxaria. Os druidas eram membros de um culto sacerdotal na antiga França, Inglaterra e Irlanda que adoravam deuses semelhantes aos dos gregos e romanos, mas com nomes diferentes. Vestiam fantasias e esculpiam em nabos ocos caricaturas de demónios saindo pelas ruas amaldiçoando as pessoas que lhes negavam alimentos. Pouco se sabe sobre eles, pois tinham uma tradição oral jurando e fazendo jurar segredo. Moravam nas florestas e cavernas, e diziam dar instruções, fazer justiça e prever o futuro através de voo de pássaros, do fogo, do fígado e outras entranhas de animais sacrificados. Ofereciam sacrifícios humanos e tinham como sagrados a lua cheia, a “meia-noite”, o gato, o carvalho, etc.
O gato estava associado às bruxas e também aos druidas por superstição. O gato era tido como “um espírito familiar” e muitos eram mortos quando se suspeitava ser uma bruxa. Acreditavam tratar-se de seres humanos encarnados, espíritos malvados, ou os “espíritos familiares” transformados em gatos como punição por algum tipo de perversidade. Vários satanistas mantêm a mesma prática, e projectam as suas almas para eles, crendo que são os animais mais fáceis de encarnar uma alma humana.
Usavam máscaras como meio supersticioso de afastar espíritos maus ou mudar a personalidade do usuário e também de comunicar com o mundo dos espíritos. Grupos envolvidos com magia negra e bruxaria também usam máscaras para “criar uma ligação” com o mundo dos espíritos.
Usavam velas de cera de abelha de cor alaranjada e cobriam os esquifes com tecidos pretos, caminhando no tempo... Satanistas, católicos, umbandistas, e montes de outros “istas” perpetuam o uso de velas e tecidos nas suas festas, invocações e roupas rituais.
O morcego, pela habilidade de perseguir a presa no escuro, adquiriu a reputação de possuir forças ocultas. Também possuía as características de pássaro (para o ocultismo, símbolo da alma) e de demónio (por ser nocturno). No período medieval acreditava-se que demónios transformavam-se em morcegos (adeptos do vampirismo perpetuam a crença).
Desde os primórdios o homem desenvolveu talismãs, amuletos e patuás com o propósito de se defender daquilo que não conseguia compreender e temia, ou como forma de “mandingas ou feitiços”, “invocações e banimentos” capazes de manter uma ameaça contra qualquer ser rival (homens, anjos e demónios ou para o domínio dos mesmos).
O Pentagrama é uma estrela de cinco pontas, podendo ser representada presa ou não a um círculo e é um dos símbolos mais conhecidos devido ao seu significado. O seu desenho deve ser traçado com uma única linha, sendo chamado de “Laço Infinito”. Satanistas, Wiccas e os seguidores do Candomblé costumam desenhar no chão um pentagrama envolto num círculo, onde dispõem velas para rituais de invocação ou banimento.
Na numerologia o pentagrama é associado ao número 72, formado a partir de um círculo dividido em 5 aros de 72 graus, número místico divisível por todos os números de 1 a 9, excepto pelo 5 (masculino + feminino) e pelo 7 (plenitude – Deus), ambos mágicos. O ocultismo cabalista considera os 72 nomes de Adonai, e as 72 traduções da Torá do Hebraico para o Grego.
Para entender o simbolismo do pentagrama é preciso conhecer o significado do 5 na numerologia, pois a estrela de cinco pontas expressa esses princípios.
Na antiga China o número cinco (wu) era um número sagrado representado por uma flor de cinco pétalas. Na cabala uma estrela de cinco pontas. O simbolismo chinês já constava no I Ching, no Livro dos Ritos e no Livro das Cerimónias. Era associado aos 5 elementos da acupunctura: madeira, fogo, terra, metal e água, por sua vez eram ligados às cores primárias de tons básicos. Associavam-no aos 5 pontos cardeais (incluíam um quinto ponto no meio), aos 5 bens da felicidade: riqueza, longevidade, paz, virtude e saúde; às cinco qualidades morais da humanidade e 5 coisas puras: a lua, a água, o pinheiro, o bambu e a ameixa; aos 5 graus de nobreza, 5 tipos básicos de cereais e 5 punições das Leis.
Os gnósticos-maniqueístas consideram o número como sagrado. Os maçons do Rito Escocês associam o símbolo ao Grão-Mestre eleito usando o pentagrama sobre o seu trono ou na entrada da Loja, pois ele também significa o G, no sentido da conjugação da união entre o masculino (3) e o feminino (2), expressando assim a união dos desiguais, o casamento, a representação fecunda, simbolizando a soma do 3 e o 2 o ser andrógino.
No Japão há registro dos 5 deuses da felicidade representados por cinco budas.
A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas por Pitágoras e seus seguidores, que o consideravam um emblema da perfeição. Geometricamente o pentagrama ficou conhecido como A Proporção Divina ou Proporção Dourada. O Homem de Pitágoras, de braços e pernas abertas, disposto em cinco partes em forma de cruz significa o Microcosmo (O Homem Individual) e também o Macrocosmo (O Homem Universal), como parâmetro de ordem e perfeição (A Verdade Divina).
Agrippa coloca em volta da mesma figura humana os cinco planetas e a lua como ponto central (genitália) e Leonardo da Vinci mostra as relações geométricas do homem com o Universo.
Eliphas Levi alia pela primeira vez o pentagrama ao conceito do bem e do mal, onde ilustra o pentagrama microcósmico ao lado de outro invertido formando a cabeça do bode, ou seja, Baphomet.
Ganhou força nos rituais pagãos com Gerald Gardner nos anos 40 e como poderoso talismã nos rituais da deusa adorada pela religião Wicca nos anos 60. O extremo vem através de Anton LaVey, o Papa Negro do Satanismo, que adopta o pentagrama invertido como emblema da Igreja Satânica passando esse a ser definitivo o símbolo sinônimo de adoração ao Diabo (Bode/Baphomet).

MITOLOGIA
Na mitologia o pentagrama simboliza a deusa Vénus e outras divindades associadas. Na natureza o símbolo é ligado à forma que o planeta Vénus faz durante a retroacção da sua órbita. Na Grécia era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As.
Amaduscias, grão-duque do inferno, comandava 30 legiões e possuía cabeça de unicórnio, aparecendo muitas vezes com forma humana. Costumava dar concertos invisíveis, fazendo com que as árvores balançassem ao som de sua voz. Alguns grupos musicais de Heavy Metal adoptam-no como padroeiro e protector.
Íncubo é um anjo do paraíso que foi expulso e se transformou em demónio, procurando continuamente mulheres para saciar-se, enquanto elas dormem. A sua fêmea é denominada súcubo. O seu número é tão elevado que se torna difícil destruí-los, no dizer de Santo Agostinho (de Civitate Dei – XV, 23). Muitos padres afirmam que o íncubo é um anjo que atrai as mulheres na sua queda para o inferno, possuídas por belos homens, corpos mortos temporariamente reanimados por eles. Durante a Idade Média, muitos sintomas da menopausa eram imputados aos íncubos. Diziam que Huno e Platão nasceram da união de um humano e um íncubo, bem como o famoso sábio Merlin, fruto de um íncubo e a filha do rei da Inglaterra. Também a Abadessa de Cordoue teria um íncubo, com a forma de animal, como seu amante.
Súcubo, em oposição aos íncubos, tentava os homens durante o sono até conseguirem copular com eles. Costumam visitar os solitários, monges e pastores, aproveitando-se dos seus jejuns e abstinências. Reanimam cadáveres que depois de uma noite de amor, voltam ao estado putrefacto. Muitas vezes, dizem, tomam a forma da pessoa amada.
Há também relatos de satanistas de que são demónios que se materializam para buscar o sexo e que são frequentes nas orgias das festas satânicas. Os seus corpos são acinzentados e frios, com olhos maléficos e sem vida. Copulam com selvajaria até se fartarem, ou simplesmente até que os que os aceitam morram. Segundo a demonologia, Zaebos é um demónio com cabeça humana e corpo de crocodilo.

AS FACES OCULTAS DO PODER
O forte simbolismo imbricadamente ligado à presidência dos Estados Unidos, controlada pela maçonaria, foi descrito por Ralph Epperson no livro “The New World Order”. Ele relata os esforços nos últimos 250 anos em estabelecer um governo, economia e religião globais, a Nova Ordem Mundial e vincula os Mestres Illuminatis, os Maçons e várias sociedades secretas, o comunismo e o nazismo como cooperadores para a implementação deste sistema.
O Movimento de Nova Era tem o objectivo de preparar as pessoas para que o Maitréia possa aparecer e tomar o controle - religião baseada nos mistérios ocultos da Babilónia e do Egipto, onde haverá “paz e segurança”.
Epperson dá atenção especial ao Obelisco, como centro ocultista de adoração.
O obelisco do Monumento a Washington, foi criado para homenagear o primeiro presidente norte-americano, George Washington, maçon, sendo um marco da maçonaria no país desde sua Independência. Foi construído com 36.000 blocos separados de granito. O número 36 resulta da multiplicação de 3 x 12 e é importante no ocultismo. Seu topo pesa exactamente 13 mil libras. Contém 188 pedras memoriais doadas especialmente por indivíduos, sociedades, cidades e países de todo o mundo. No entanto, as lojas maçónicas do mundo inteiro contribuíram com 35 dessas pedras memoriais. Esses blocos de pedra foram misturados com outras pedras memoriais, mas as últimas foram colocadas no nível 330 pés (33 graus da maçonaria conhecida). O custo total atingiu na época 1.300.000 dólares (13 cortando os zeros). O monumento tem 8 janelas que juntas totalizam 39 pés quadrados em tamanho. O número 39 é sagrado, pois é formado multiplicando 3 x 13. Na numerologia o 8 significa “Novos Começos” e combinado ao 13, “Extrema Rebelião”. Novos começos advindos de extrema rebelião! Há vários outros números místicos incrustados no Obelisco, mas não é pretensão esgotar o assunto.
Ainda cremos nas urnas e na utopia democrática, e que nossos líderes possuem sempre o bem comum como meta… doce ilusão! O interesse nunca é pelo bem público e sim pela insaciável fome de poder, como uma cobra comendo o próprio rabo, fecha-se o círculo dos seus próprios interesses.
Os donos do poder movem-se concisamente dentro da Nova Ordem Mundial desde 1776 enganando a todos sobre suas reais intenções. Os comuns não só são comuns, podem ser considerados desde marionetas, peões do xadrez ou simplesmente excluídos.

O NOBRE EXEMPLO PORTUGÊS
Em Portugal, segundo o Jornal de Notícias em 2008, os deputados ganham 3708 € de salário-base, e têm direito a mais 10% para despesas de representação. Como também lhes são pagos abonos de transporte entre a residência e S. Bento uma vez por semana, um deputado do Porto, por exemplo, pode receber mais 2000 €, além do ordenado. Poderão auferir a pensão vitalícia que corresponde a 40% do vencimento base. A subvenção é cumulável com a pensão de reforma até ao valor do salário base de um ministro que era em 2008 de 4819,94 €.
O presidente da Assembleia da República recebe 80% do ordenado do presidente da República - 5.810 €, além dum abono mensal para despesas de representação no valor de 40% do vencimento, o que perfaz 8760 €. Usufrui de residência oficial e de veículo para uso pessoal com motorista.
O presidente do Conselho de Administração, os 4 vices-presidentes da AR e os líderes parlamentares dispõem de gabinete pessoal, secretário e automóvel com motorista. Para os 4 vice-presidentes da AR e para os membros do Conselho de Administração, o abono é de 25% do vencimento 927 €. Os 6 líderes parlamentares e os secretários da Mesa têm de abono 20% do salário: 742 €… e a lista é bem mais longa!
O uso gratuito de telecomunicações, os elevados abonos em ajudas de custo e deslocações e os 4,65 € de almoço são algumas das muitas "benesses" que usufruem. A Assembleia da República é actualmente composta por 230 Deputados (exactamente o numero máximo previsto no art.º 148º da Constituição...). Trata-se efectivamente de uma classe de elite que merece toda esta mordomia… claro que as sestas e gestos obscenos na AR, e a falta de quórum devido a férias são meros acidentes de percurso!
O aparelho do Estado desdobra-se ainda em Ministros, Secretários e Sub-Secretários de Estado, Directores e Subdirectores Gerais e Regionais, Assessores, Presidentes de diversos organismos estatais, sem esquecer os 2046 mandatos nas Câmaras Municipais e vários milhares afectos às Juntas de Freguesia.
Os três actos eleitorais em 2009 (europeias, legislativas e autárquicas) terão um custo superior a 100 milhões de euros, sem contar os recursos dos partidos e não só... Segundo Manuel Meirinho, professor no ISCSP, para todas as eleições realizadas entre 1993 e 2008, os partidos "sacaram" ao Estado, em subvenções, 78,3 milhões de euros. A previsão para 2009 é de 71,1 milhões de euros, quase tanto como o que arrecadaram nos 15 anos anteriores. Nos tempos difíceis de hoje, recessão internacional incluída, este desperdício de recursos do Estado é escandaloso. Há crise não há?!?
Vem aí mais uma época de palhaçada e show off com os próximos actos eleitorais. Milhares de políticos tal como o caracol vão pôr os corninhos ao sol, aparecem em tudo o que é festa, procuram aparecer sorridentes junto das figuras públicas mais mediáticas (de preferência com cravinho vermelho ao peito) e desdobram-se em oferendas, rituais e promessas com um dom de omnipresença divino.
Sucedem-se os debates e aparições televisivas, pura mascarada e fogo de artifício, que mais não é que atacar os adversários (dá menos trabalho e melhores efeitos) e retórica demagógica.
Acontece magia e invocação de espíritos, já que são conhecidos casos de mortos que votam e vivos que o fazem em vários locais (e ainda se queixam da abstenção).
Programa político? Ahhh… aquele papel… pressupostamente o suporte ideológico e sobre o qual o cidadão irá depositar a sua confiança. Ora bem, sendo assim, nada mais simples que matemática. Os programas devem ser claros, desmembrados em medidas concretas, quantificados e calendarizados. Dado que os mandatos são de 4 anos, que tal uma aferição trimestral do cumprimento desses programas/promessas, tal como o Estado faz aos seus trabalhadores? O não cumprimento dos prazos e medidas levaria a uma perca de vencimento proporcional ao tempo de mandato, ou seja, 8,5% por trimestre, verba essa a ser distribuída por instituições de Solidariedade Social… ou a deduzir nos nossos impostos, já que é o povo que paga o circo. Nada mais lógico, ou então estamos em presença de um logro gigantesco com dinheiros públicos. Sem esquecer que esta medida é extensível também aos partidos na oposição, cujo papel deve ser bem mais activo que dizer mal e estar do contra. Já que o altruísmo de servir a comunidade e a preocupação com os mais desfavorecidos é nota dominante nos discursos, até seria uma forma concreta de provarem o que dizem. Confesso que não fiz as contas, mas tenho a certeza que se está em presença de verbas astronómicas!
Curiosas as palavras de Eça de Queiroz no jornal “Distrito de Évora” em 1867… lúcidas e ainda perfeitamente actuais: “Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.”.

CONCLUSÃO
Satanistas e religiosos são opostos, cada um adora o seu Senhor, seja ele Lúcifer ou Deus, considerado por muitos como duas face duma mesma moeda e indissociáveis. A “seita” política é a única que pretende “estar bem com Deus e o Diabo”, tanto no sentido lato como no estrito, já que não são raros os casos de assistirem a cultos religiosos e serem membros de sociedades secretas onde o poder e o Demo se manifestam.
Em 'O Archote' Karl Kraus refere:” Se tivessem contado ao diabo, que sempre teve uma enorme paixão pela guerra, que um dia haveria homens para quem a continuação desta representa um interesse comercial, que eles nem se dão ao trabalho de disfarçar e cujo produto ainda os ajuda a ocupar um lugar de destaque na sociedade, ele teria dito para irem contar isso à avó dele. Mas depois, quando se tivesse convencido do facto, o inferno teria ficado abrasado de vergonha e ele não teria outro remédio senão reconhecer que toda a vida fora um pobre diabo!”
A semelhança da área política com o satanismo e os RPG’s é notória.
- Usam máscaras para mudar a personalidade, assumindo o papel da personagem mais conveniente. Já referia Teixeira de Pascoaes: “Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita. A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.”;
- Rituais (Reuniões) onde o sacrifício humano é moeda e forma de promoção.
- Tal como Súcubo tentam os homens até os “comer”. Curiosas as palavras do “odiado fascista” Salazar “Há interesses mais directos e palpáveis em jogo na actividade política, e o que é pior é que à medida que o poder se corrompe e que o interesse colectivo é sacrificado a interesses individuais, ao mundo político que espera e provoca as mutações governativas, junta-se o outro mundo ávido dos negócios. A influência corrosiva da sua acção traz mais uma dificuldade grave à governação pública.”… não é este um discurso similar ao de extrema esquerda? Se ambos coincidem porque nada muda?
- Neste jogo nunca há perdedores, sempre todos ganham, questão de ver as reportagens que sucedem às noites eleitorais… Há sim membros de partidos que assumem para si a derrota (provavelmente depois de negociado o seu “exílio” nalguma empresa privada conexa, até que a lei da “reciclagem” e a fraca memória do povo os tragam de novo à ribalta).
- A sede de poder leva-os a procurar pactos e fontes duvidosas, buscando a promoção pessoal e distanciando-se dos fins públicos. Tal como dizia Carlos Drummond de Andrade, “Partido político é um agrupamento de cidadãos para defesa abstracta de princípios e elevação concreta de alguns cidadãos”.
- A falsa sensação de poder leva-os a sentar em tronos de comodidade, até que outra marioneta os substitua, num circulo constante de manipulador/manipulado. O real poder nunca está visível e o papel do Povo é assistir ao Teatro pagando com moeda e sangue.

Agostinho da Silva, filósofo português que viveu boa parte da sua vida no Brasil escreveu no 'Diário de Alcestes': “Ora a democracia cometeu, a meu ver, o erro de se inclinar algum tanto para Maquiavel, de ter apenas pluralizado os príncipes e ter constituído em cada um dos cidadãos um aspirante a opressor dos que ao mesmo tempo declarava seus iguais. E de facto, o que se tem realizado é, quase sempre, um arremedo de democracia sem verdadeira liberdade e sem verdadeira igualdade, exactamente porque se tomou como base do sistema uma relação do homem com o homem e não uma relação do homem com o espírito de Deus. Por outras palavras: para que a democracia se salve e regenere é urgente que se busque assentá-la em fundamentos metafísicos e se procure a origem do poder não nos caprichos e disposições individuais, mas nalguma coisa que os supere e os explique, aprovando-os ou reprovando-os. O indivíduo passaria a ser não a fonte mas o canal necessário ao transporte das águas; nenhuma autoridade sem ele, nenhuma autoridade dele. Seria assim possível sacudir de vez as morais biológicas que nos têm proposto e, construindo um decálogo sobre os princípios divinos, ligar-lhe indissoluvelmente a política como uma simples extensão. Não vejo outro alicerce senão o entendimento, o que, fazendo do animal a pessoa, ao mesmo tempo se coloca acima do indivíduo e se impõe como norma universal; e as maiorias, assim, só viriam a obrigar quando as suas resoluções coincidissem com a razão e com os fins últimos que a Humanidade se propõe atingir.”.
Semelhanças e divergências apresenta Fernando Pessoa: “Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam d'essa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida.”

A ausência de verdade e consciência tornaram-se normas universais. O Anticristo prolifera na nossa sociedade como um parasita dentro das criaturazinhas que Deus criou. Há vacina? Talvez. Será que é economicamente interessante? Duvido…
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