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Awaken (X– Pinóquio)

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Arte Digital

2008-07-28 22:51:52
comentários (1854) galardões descrição exif favorita de (472)
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No episódio anterior assistimos a uma visita choque da MIR ao Vaticano.

Entre aventuras, desventuras e constatações, conseguiu uns minutos de sossego e dirigiu-se à Biblioteca. Riquíssima e extensa, possui hoje mais de 8,3 mil incunábulos, 150 mil codex manuscritos, 100 mil gravuras e desenhos, 300 mil moedas e medalhas e quase 20 mil objectos de valor artístico. Alguns dos principais assuntos cobertos são ciência, arte, Reforma Protestante e a Contra-Reforma Católica.
Tal património requer organização especial, sendo desenvolvido por cientistas norte-americanos um grandioso e complexo projecto de microfilmagem dos tesouros bibliográficos da Biblioteca Vaticana, sobretudo dos manuscritos. Tal trabalho possibilita aos interessados, cópias em microfilme dessas fontes históricas de informação. Há também um pioneiro sistema de identificação com chips para reduzir os riscos de roubos e facilitar os trabalhos diários na biblioteca, como a revisão das salas, a organização dos livros nas estantes e a classificação de 1,7 milhão de obras.
A nova tecnologia conhecida como RFID, baseia-se em chips que armazenam informações sobre o produto, neste caso livros e documentos, e que podem ser lidos através de sinais de rádio, com computadores ou sensores, sem necessidade de contacto físico entre o mecanismo de leitura e os objectos.
A MIR pegou no chip identificado como "As Aventuras de Pinóquio", de Carlo Collodi, e as suas diversas versões e adaptações.
Na imortal versão de Walt Disney, Pinóquio, ensinou milhares de crianças a pedirem desejos às estrelas e a "ouvir a sua consciência". Numa noite mágica com o céu repleto de estrelas, a Fada Azul dá vida à marioneta favorita de Gepeto, Pinóquio. Assim começa esta fantástica aventura que porá à prova a valentia, lealdade e honestidade de Pinóquio - virtudes indispensáveis para se tornar um rapaz de verdade. Apesar dos avisos do seu sábio amigo Grilo Falante, Pinóquio envolve-se em divertidas mas arriscadas situações que culminam no heróico salvamento de Gepeto, encurralado dentro duma enorme baleia!
Na mente de MIR as linhas de pensamento começaram a chocar: Verdade, Consciência, Ética, Moral, Inovação, Perfeição, Amor, Eternidade!

Seguindo a linha de desconstrutivismo de Derrida, constata-se que desde sempre isso acompanhou o comportamento humano. Há a tendência de desconstruir para construir, derrubar para erguer. E hoje isso pode ser o rumo da extinção da raça humana a favor de novos seres mecanizados, autónomos, robóticos. O avanço tecnológico e a robotização, a coberto de razões médicas, aprimora-se a passos galopantes e a pergunta agora já não é conseguir ou não desenvolver “seres” autónomos, e sim se esses têm adaptação a capacidades inerentes aos humanos como inteligência e emoções e qual o grau de reciprocidade entre ambos.
O mundo veio do caos, e o aperfeiçoamento pode chegar ao ponto de trazê-lo de volta. A história é cíclica e o final pode ser o início.
Segundo o ciclo de inovação de Schumpeter, cria-se a necessidade, investe-se nela o capital, lucra-se escoando e há desenvolvimento económico; então renova-se ou cria-se nova, de tal forma que em cada criação a última se torna obsoleta e sai do mercado, num ciclo vicioso. Cada curva da espiral de inovação pode significar a desconstrução da antiga, na catapulta da cadeia de desenvolvimento. Onde está aquela sua máquina Olivetti, ou a sua câmara fotográfica analógica? Seu computador ainda é exemplo de tecnologia? Seu telemóvel já vem com máquina de café e aspirador? Então já está ultrapassado.
A questão do desenvolvimento é como uma estrada bifurcada, de um lado volta-se às cavernas (utópico), de outro avança-se sem saber bem ao certo o que esperar. A questão não é a negação do desenvolvimento tecnológico, desde que esse actue a favor.
O homem inventou a roda e essa não mais parou de girar. Vemos a história na sua linha de desenvolvimento passando por várias formas de governos, vários passos económicos, vários métodos de trabalho. No final do séc.19 para o séc. 20 o salto foi enorme em termos de tecnologia e métodos. Ford lançou o chão de esteira, com a produção em linha e em massa, massificando juntamente o homem. Com a crise dos anos 70, o modelo fordista tem sua quebra definitiva com o advento do Modelo Japonês de Produção, onde os automóveis, diferentemente do conceito de Ford, poderiam ser de qualquer cor, marca ou estilo e a mão de obra desqualificada saiu do mercado de trabalho. A produção passa a ser em nichos de desenvolvimento, onde o homem necessitaria de alto grau de capacidade intelectual. Salto imenso num Japão arrasado pela guerra, e susto na economia Norte Americana. A saída que os EUA encontraram foi a reengenharia de processos, onde adaptaram os métodos às necessidade dos seus consumidores. Em contrapartida, criou-se a ditadura do cliente. E onde se esgotam os desejos de consumo, qual seu ponto de desgaste?

Ética “é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade” (Vazquez) e tem sua origem no Ethos, que no grego significa modo de ser, carácter, e do latim Mos (plural Mores), que significa costumes, mesma origem da palavra Moral. Filosoficamente, Ética significa o que é BOM para o indivíduo e para a sociedade, e o seu estudo, há mais de 25 séculos, contribui para definir limites e senso de deveres no relacionamento do indivíduo com o seu meio.
A Moral é definida como um conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu nicho social. Mas Aristóteles deixa-nos apreensivos ao apresentar o problema teórico de definir o conceito de Bem ou como supracitado “bom”. O seu trabalho era investigar o conteúdo do Bem e não definir o que cada indivíduo deveria fazer numa acção concreta, para que seu acto seja considerado bom ou mau.
Constata-se assim o facto de que o homem não é um ser 100% ético e que a grande maioria possui moral duvidosa. Dez pessoas criadas da mesma forma, sob as mesmas doutrinas e educação produzirão dez resultados diferentes, pois cada cabeça é uma sentença. Ninguém é nulo nas suas expectativas ou tendências, independente de como e onde foi criado. Então, em termos prácticos, qual o critério para se julgar o certo e o errado? Qual o parâmetro a ser seguido? O que se define como bem e mal?
Quais os caminhos tomados pelo homem, seus motivos plausíveis e escusos, motivações e ambições? “Somos humildes na esperança de sermos poderosos” ou como Hobbes citou, “o homem é o lobo do homem”. No contexto social o que estabelece as relações e a interação entre humanos? Dinheiro, sexo, poder, medo, amor, diálogo, falta de diálogo, cegueira, psicoses, frenesis, amizades, ódios, invejas, disputas, depressões, etc...
O homem é um ser dúbio, tão médico quanto louco, capaz de actos extremados e rupturas impensadas em busca de satisfazer o ego. Muitos construindo alicerces falsos para seu auto-engano, sem medir consequências da beleza frágil e superficial que se reflecte num espelho que criou. Como diz a Zélia Duncan “... o mundo gosta da beleza fácil, do que é superprático, banalidade rara, superfície clara, do que se vê logo de cara e nunca se enxerga”.
Um exemplo disso foi a histeria nazista com seu absurdo holocausto. O projecto Genoma, iniciado nos EUA, visando o sonho de uma raça pura propagou-se na Alemanha, que sob as bênçãos do papa Pio XI, deu vazão à loucura ariana empenhada em seguir um líder insano. Mesmo com toda a vergonha desse extermínio, a xenofobia e os genocídios ainda não foram erradicados.
A responsabilidade da criação de "novas mentes" cabe em primeira mão aos pais. Quantos se preocupam em dotar os filhos de consciência? Quantos não dão o brinquedo que eles querem para deixar de chatear? A seguir vem a escola... gigabytes de informação repetida e desligada, muita dela inútil para o futuro, em prejuízo de uma verdadeira educação cívica. Alguém ensina verdadeiramente a pensar? A sociedade está interessada em "pensadores"? O que fez Estaline aos pensadores e pseudo opositores do sistema? Ainda não há números exactos desta limpeza da ditadura comunista mas estima-se entre 9 a 20 milhões... números bem superiores ao extermínio judeu por Hitler! O que fazem hoje em dia a grande maioria dos sistemas políticos e não só? Um pensador não é mais que uma ameaça iminente, então melhor isolar, denegrir, cortar a cabeça, repatriar, usar métodos modernos e "correctos" de afastar quem teme! Uma coisa é ninguém ser insubstituível, outra é o ser humano sentir-se substituível a qualquer momento. Os tempos mudaram, mas a covardia do Homem mantém-se...
O homem segue em sua busca desesperada de ser Deus e como tal, virar-se para a sua criação e ver que “é muito bom”. Os métodos para alcançar tal fim podem ultrapassar qualquer senso ético, desde que alcancem o objectivo. Segundo Hobbes “a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela”. A frustração humana é de se assemelhar ao Criador ou à noção de um Criador, um ser com livre arbítrio, criativo, um ser moral, de capacidades ainda não exploradas na sua totalidade, mas não ser Deus. Sua eternidade é incerta, se é que existe. Se existir, depende do bem e do mal, se não existir, consegue então criá-la por si próprio? Máquinas, chips e apetrechos que podem torná-lo eterno de alguma forma. Morre-se de cancro pulmonar? Por que não inventar um pulmão artificial? Morre-se do coração? Por que não inventar um coração artificial? Alzheimer? Chip de memória. Não sabe como se relacionar? Constroem-se companheiros ciborgues, ou relaciona-se virtualmente. Envelhece-se? Então encontra-se a fonte da juventude com o que se puder ter à mão, silicones, maquilhagens, cremes. Morre-se? Então, constrói-se a eternidade, criamos Deus à nossa imagem. “Somos deuses!”

A influência da Barbie nos dias de hoje é sem dúvida marcante! Sempre existiram comparações e citações da boneca mais vendida do mundo, já que a Barbie criou uma linha de preocupação estética, um padrão de beleza, e também influenciou a sociedade a querer ser como a musa, pois ela é bonita, rica, inteligente, amiga, companheira, meiga e politicamente correcta. A Barbie acabou gerando uma nova conduta e criou uma nova identidade social que é perceptível em crianças, adolescentes e mulheres do mundo todo, adaptando-se continuamente a novas tendências e por outro lado estimulando-as.
Este século já nasceu sob o estigma do ter e não do ser, e o homem, como no Éden, viu-se novamente só! Assim temos a indústria do belo, do funcional, da aparência, pois deseja-se ser o máximo do que se pode ser em termos de aparência, ter o máximo do que se possa ter, conquistar o máximo da perfeição que se pode comprar no mercado, objectivando a aceitação, o extermínio da solidão, o reconhecimento externo, o “amor”. Fabricar seres que, além do formato insólito da somente perfeição técnica, agregam tanto a inteligência racional como a emocional, então é produzir com as nossas próprias mãos o sonho egoísta de termos um ser amoroso entregue via Sedex, como se sentimentos fossem escolhas automatizadas.
Embora a ideia de casamento entre humanos e robots possa parecer absurda agora, pode vir a acontecer um dia se a teoria do especialista em inteligência artificial David Levy estiver correcta. Ele acredita que em 2050 robots e humanos poderão casar-se legalmente nos Estados Unidos. Conforme os robots ficarem com uma aparência cada vez mais humanóide, Levy acredita que as pessoas começarão a fazer sexo com robots - já em 2011. Atracção física, aliada aos avanços em programação, que permitirão que robots expressem emoções humanas e tenham intelecto, poderiam resultar em companheiros artificiais com os quais alguns seres humanos gostariam de se casar.
Com estas e outras características, os robots do futuro trarão enormes desafios ao se integrarem na sociedade. E em face disso, talvez a ideia do casamento entre homens e robots não seja tão escandalosa no final das contas. Isto é, partindo do princípio que o robot também queira se casar… A força motriz do homem pode ser sugerida como o “amor”, mas eticamente, como iremos lidar com um ser quase humano projectado para nos amar? Quais as responsabilidades e consequências de tal empreendimento?
Seria a Fada Azul a solução do nosso problema? Descartes sentenciou: “Penso logo existo”... No filme AI, Spielberg sentenciou: “Eu existo, eu existia”...
Para quê ter filhos e o trabalho de criá-los e educá-los, se os podemos receber prontos e amorosos em nossas casas? A função prévia deles seria só a obediência mecânica e o amor alienado do amor, ou seja, o amor programado, funcional, certo. Se tiverem defeito, jogam-se fora que amanhã reenviam um modelo mais avançado. Precisaríamos de algum compromisso com máquinas? Tornar-se-iam os nossos amorosos filhos objecto descartável, reciclável, reajustáveis, obsoletos. Devaríamos levá~los para um upgrade de amor?
Pode ser difícil para muitas pessoas superarem a ideia de um casal humano-robot. Em 1970, o Dr. Masahiro Mori escreveu um artigo na revista Energy onde descreve o "vale misterioso", fenómeno em que as pessoas se sentem desconfortáveis com seres tecnológicos conforme eles se tornam mais parecidos com seres humanos. As pessoas constroem robots que têm qualidades humanas para ajudá-las a cumprir tarefas humanas, mas quando eles começam a parecer-se com humanos e agir como eles, as pessoas rejeitam-nos.
Como irá o humano reagir a uma concorrência com um ser mais inteligente, imortal, auto-suficiente, perfeito, que lhe disputa a mulher, o posto de trabalho, o sentido de vida, que lhe demonstra a sua mesquinhez e inferioridade em cada situação? Penso não haver dúvidas quanto a isso, o passado e presente demonstram-no….

Num cenário possível de convivência humano-robot, separando águas para facilitar o raciocínio, alguns exemplos.
No campo das artes, é fácil admitir que um robot possa repetir as obras de Dali ou Van Gogh, mesmo eventualmente corrigir alguma sombra ou perspectiva menos "lógica". Não será impossível, com introdução das bases do surrealismo ou impressionismo, que um robot venha a produzir originais ao mesmo nível ou superior... isso é criação? Por outro lado, o que nos fazem na escola décadas sem fim senão introduzir bases, de forma que em 1 milhão saia 1 iluminado?
Qualquer órgão electrónico de preço médio, desde que introduza o ficheiro midi necessário, interpreta sem falho Mozart, Beethoven ou Schopenhauer. Porque não admitir que se sente da mesma forma ao ouvir o mesmo tema ao vivo mas com eventuais falhos? Você está em Londres, no Royal Albert Hall, assistindo à ópera Aida de Verdi... parte da plateia levanta-se e aplaude, são robots... você sabe se o aplauso é real ou programado? Como não ter a mesma dúvida nos dias de hoje de "convivência" humana, em muitas situações do dia-a-dia, políticas e não só?
Para evitar mais conflitos dos que a matéria já levanta, o seguinte cenário desportivo. Final da Champions League entre o Manchester e o Barça. Local, Maracanã para ter mais assistência. Jogadores humanos, senão era fácil... todos iam querer robots de 2 m de altura, chip com o génio de Pelé, explosão do Eusébio, mão do Maradona, etc... o prolongamento e penaltys seriam infinitos. Árbitro robot, infalível. Publico, bom... 40% vermelhos, 40% às riscas, e para parecer mais real uns 20% só para chamar filho duma panela de pressão ao árbitro. Alguma percentagem aleatória para "hooliganar" e animar a coisa também. Como culpar ou corromper um árbitro assim? Prometer óleo Castrol Jet RX, bilhetes para o Museu do Ferro Velho, uma Robota de juntas virgens? Como iria sobreviver uma Imprensa desportivamente isenta?
Você que é mulher vai a um jantar romântico, velas que não acabam, comida de acordo com os seus gostos... seu par é um robot charmoso, chip de cavalheirismo, educação e cantadas infinitas, fisicamente de acordo com os seus ideais, intelectualmente equilibrado consigo. Será que num dado momento você não vai pensar... "Ow... arrota, filha da puta"? Por outro lado, situações similares são mais que frequentes nos nossos dias de humanos robotizados, que até gostamos de ser enrolados no ego?

A robotização da sociedade no sentido de modernização e standardização de processos pode conduzir a impactos sociais inesperados. De acordo com uma estatística nipónica, os robots irão estar a retirar emprego a 3,5 milhões de humanos num curto espaço de tempo. Os analistas prevêem que o Japão perca cerca de 16% de força de trabalho até 2030, poupando cerca de $26.72 biliões de dólares só em seguros.
Aqui saúda-se a inteligência do governo de Sócrates, que sendo pródiga em medidas de modernização de pura demagogia, nunca embarcou neste tipo de modernices. O risco de uma perca de serviços, empregos e tachos de uma boa parte da população seria desastroso... politicamente claro. É que uma coisa é ser prostituta outra é ser puta (no sentido alargado do termo, e sem discriminação de sexo). A revolta seria tanta que se se juntassem todas as putas que existem na política mais as independentes, dariam origem a um novo MRPP (Movimento Revolucionário das Putas Portuguesas) com maioria absoluta garantida.

O cartão de cidadão já é uma realidade, não custando admitir que a leitura óptica ou código de barras no pescoço não o venham a ser. Facilidade processual, OK, mas é isto que garante a personalização? É esta a “individualização” do indivíduo? Não estará a sociedade actual em vias de robotização, afirmando-se por outro lado “não, o Sr. é o cidadão 735529, nada a ver com o 735528”. Será que somos mais que um simples número ou marionetas na mão de gigantescos Gepetos? Sigilo bancário, escutas telefónicas, todo e qualquer dado pessoal num chip, controle total… para quê? A impunidade jurídica de certas camadas sociais é absoluta… É necessário aprofundar a reflexão sobre as nossas relações sociais cada vez mais mediadas pela ciência e a tecnologia, rechaçando tanto uma "metafísica anti científica" quanto uma "demonologia da tecnologia".

A verdadeira revolução e evolução deve ser feita no nosso interior... sem isso, qualquer modernização não é mais que uma obra de fachada, vontade de afirmação, inveja ou nova fonte de poder... um crescer contínuo de nariz mentiroso por parte de quem ver defeito alheio é a suprema afirmação pessoal.
Enquanto o trinómio VERDADE - CONSCIENCIA - (IN)VOLUÇÃO, não fizer parte do dicionário e "higiene" diária do humano, a idade das cavernas foi apenas ontem !!!

“A arte não é um espelho para reflectir o mundo, mas um martelo para forjá-lo”. (Vladimir Maiakovski)

(continua nos próximos capítulos…)
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Awaken (X– Pinóquio)
No episódio anterior assistimos a uma visita choque da MIR ao Vaticano.

Entre aventuras, desventuras e constatações, conseguiu uns minutos de sossego e dirigiu-se à Biblioteca. Riquíssima e extensa, possui hoje mais de 8,3 mil incunábulos, 150 mil codex manuscritos, 100 mil gravuras e desenhos, 300 mil moedas e medalhas e quase 20 mil objectos de valor artístico. Alguns dos principais assuntos cobertos são ciência, arte, Reforma Protestante e a Contra-Reforma Católica.
Tal património requer organização especial, sendo desenvolvido por cientistas norte-americanos um grandioso e complexo projecto de microfilmagem dos tesouros bibliográficos da Biblioteca Vaticana, sobretudo dos manuscritos. Tal trabalho possibilita aos interessados, cópias em microfilme dessas fontes históricas de informação. Há também um pioneiro sistema de identificação com chips para reduzir os riscos de roubos e facilitar os trabalhos diários na biblioteca, como a revisão das salas, a organização dos livros nas estantes e a classificação de 1,7 milhão de obras.
A nova tecnologia conhecida como RFID, baseia-se em chips que armazenam informações sobre o produto, neste caso livros e documentos, e que podem ser lidos através de sinais de rádio, com computadores ou sensores, sem necessidade de contacto físico entre o mecanismo de leitura e os objectos.
A MIR pegou no chip identificado como "As Aventuras de Pinóquio", de Carlo Collodi, e as suas diversas versões e adaptações.
Na imortal versão de Walt Disney, Pinóquio, ensinou milhares de crianças a pedirem desejos às estrelas e a "ouvir a sua consciência". Numa noite mágica com o céu repleto de estrelas, a Fada Azul dá vida à marioneta favorita de Gepeto, Pinóquio. Assim começa esta fantástica aventura que porá à prova a valentia, lealdade e honestidade de Pinóquio - virtudes indispensáveis para se tornar um rapaz de verdade. Apesar dos avisos do seu sábio amigo Grilo Falante, Pinóquio envolve-se em divertidas mas arriscadas situações que culminam no heróico salvamento de Gepeto, encurralado dentro duma enorme baleia!
Na mente de MIR as linhas de pensamento começaram a chocar: Verdade, Consciência, Ética, Moral, Inovação, Perfeição, Amor, Eternidade!

Seguindo a linha de desconstrutivismo de Derrida, constata-se que desde sempre isso acompanhou o comportamento humano. Há a tendência de desconstruir para construir, derrubar para erguer. E hoje isso pode ser o rumo da extinção da raça humana a favor de novos seres mecanizados, autónomos, robóticos. O avanço tecnológico e a robotização, a coberto de razões médicas, aprimora-se a passos galopantes e a pergunta agora já não é conseguir ou não desenvolver “seres” autónomos, e sim se esses têm adaptação a capacidades inerentes aos humanos como inteligência e emoções e qual o grau de reciprocidade entre ambos.
O mundo veio do caos, e o aperfeiçoamento pode chegar ao ponto de trazê-lo de volta. A história é cíclica e o final pode ser o início.
Segundo o ciclo de inovação de Schumpeter, cria-se a necessidade, investe-se nela o capital, lucra-se escoando e há desenvolvimento económico; então renova-se ou cria-se nova, de tal forma que em cada criação a última se torna obsoleta e sai do mercado, num ciclo vicioso. Cada curva da espiral de inovação pode significar a desconstrução da antiga, na catapulta da cadeia de desenvolvimento. Onde está aquela sua máquina Olivetti, ou a sua câmara fotográfica analógica? Seu computador ainda é exemplo de tecnologia? Seu telemóvel já vem com máquina de café e aspirador? Então já está ultrapassado.
A questão do desenvolvimento é como uma estrada bifurcada, de um lado volta-se às cavernas (utópico), de outro avança-se sem saber bem ao certo o que esperar. A questão não é a negação do desenvolvimento tecnológico, desde que esse actue a favor.
O homem inventou a roda e essa não mais parou de girar. Vemos a história na sua linha de desenvolvimento passando por várias formas de governos, vários passos económicos, vários métodos de trabalho. No final do séc.19 para o séc. 20 o salto foi enorme em termos de tecnologia e métodos. Ford lançou o chão de esteira, com a produção em linha e em massa, massificando juntamente o homem. Com a crise dos anos 70, o modelo fordista tem sua quebra definitiva com o advento do Modelo Japonês de Produção, onde os automóveis, diferentemente do conceito de Ford, poderiam ser de qualquer cor, marca ou estilo e a mão de obra desqualificada saiu do mercado de trabalho. A produção passa a ser em nichos de desenvolvimento, onde o homem necessitaria de alto grau de capacidade intelectual. Salto imenso num Japão arrasado pela guerra, e susto na economia Norte Americana. A saída que os EUA encontraram foi a reengenharia de processos, onde adaptaram os métodos às necessidade dos seus consumidores. Em contrapartida, criou-se a ditadura do cliente. E onde se esgotam os desejos de consumo, qual seu ponto de desgaste?

Ética “é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade” (Vazquez) e tem sua origem no Ethos, que no grego significa modo de ser, carácter, e do latim Mos (plural Mores), que significa costumes, mesma origem da palavra Moral. Filosoficamente, Ética significa o que é BOM para o indivíduo e para a sociedade, e o seu estudo, há mais de 25 séculos, contribui para definir limites e senso de deveres no relacionamento do indivíduo com o seu meio.
A Moral é definida como um conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu nicho social. Mas Aristóteles deixa-nos apreensivos ao apresentar o problema teórico de definir o conceito de Bem ou como supracitado “bom”. O seu trabalho era investigar o conteúdo do Bem e não definir o que cada indivíduo deveria fazer numa acção concreta, para que seu acto seja considerado bom ou mau.
Constata-se assim o facto de que o homem não é um ser 100% ético e que a grande maioria possui moral duvidosa. Dez pessoas criadas da mesma forma, sob as mesmas doutrinas e educação produzirão dez resultados diferentes, pois cada cabeça é uma sentença. Ninguém é nulo nas suas expectativas ou tendências, independente de como e onde foi criado. Então, em termos prácticos, qual o critério para se julgar o certo e o errado? Qual o parâmetro a ser seguido? O que se define como bem e mal?
Quais os caminhos tomados pelo homem, seus motivos plausíveis e escusos, motivações e ambições? “Somos humildes na esperança de sermos poderosos” ou como Hobbes citou, “o homem é o lobo do homem”. No contexto social o que estabelece as relações e a interação entre humanos? Dinheiro, sexo, poder, medo, amor, diálogo, falta de diálogo, cegueira, psicoses, frenesis, amizades, ódios, invejas, disputas, depressões, etc...
O homem é um ser dúbio, tão médico quanto louco, capaz de actos extremados e rupturas impensadas em busca de satisfazer o ego. Muitos construindo alicerces falsos para seu auto-engano, sem medir consequências da beleza frágil e superficial que se reflecte num espelho que criou. Como diz a Zélia Duncan “... o mundo gosta da beleza fácil, do que é superprático, banalidade rara, superfície clara, do que se vê logo de cara e nunca se enxerga”.
Um exemplo disso foi a histeria nazista com seu absurdo holocausto. O projecto Genoma, iniciado nos EUA, visando o sonho de uma raça pura propagou-se na Alemanha, que sob as bênçãos do papa Pio XI, deu vazão à loucura ariana empenhada em seguir um líder insano. Mesmo com toda a vergonha desse extermínio, a xenofobia e os genocídios ainda não foram erradicados.
A responsabilidade da criação de "novas mentes" cabe em primeira mão aos pais. Quantos se preocupam em dotar os filhos de consciência? Quantos não dão o brinquedo que eles querem para deixar de chatear? A seguir vem a escola... gigabytes de informação repetida e desligada, muita dela inútil para o futuro, em prejuízo de uma verdadeira educação cívica. Alguém ensina verdadeiramente a pensar? A sociedade está interessada em "pensadores"? O que fez Estaline aos pensadores e pseudo opositores do sistema? Ainda não há números exactos desta limpeza da ditadura comunista mas estima-se entre 9 a 20 milhões... números bem superiores ao extermínio judeu por Hitler! O que fazem hoje em dia a grande maioria dos sistemas políticos e não só? Um pensador não é mais que uma ameaça iminente, então melhor isolar, denegrir, cortar a cabeça, repatriar, usar métodos modernos e "correctos" de afastar quem teme! Uma coisa é ninguém ser insubstituível, outra é o ser humano sentir-se substituível a qualquer momento. Os tempos mudaram, mas a covardia do Homem mantém-se...
O homem segue em sua busca desesperada de ser Deus e como tal, virar-se para a sua criação e ver que “é muito bom”. Os métodos para alcançar tal fim podem ultrapassar qualquer senso ético, desde que alcancem o objectivo. Segundo Hobbes “a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela”. A frustração humana é de se assemelhar ao Criador ou à noção de um Criador, um ser com livre arbítrio, criativo, um ser moral, de capacidades ainda não exploradas na sua totalidade, mas não ser Deus. Sua eternidade é incerta, se é que existe. Se existir, depende do bem e do mal, se não existir, consegue então criá-la por si próprio? Máquinas, chips e apetrechos que podem torná-lo eterno de alguma forma. Morre-se de cancro pulmonar? Por que não inventar um pulmão artificial? Morre-se do coração? Por que não inventar um coração artificial? Alzheimer? Chip de memória. Não sabe como se relacionar? Constroem-se companheiros ciborgues, ou relaciona-se virtualmente. Envelhece-se? Então encontra-se a fonte da juventude com o que se puder ter à mão, silicones, maquilhagens, cremes. Morre-se? Então, constrói-se a eternidade, criamos Deus à nossa imagem. “Somos deuses!”

A influência da Barbie nos dias de hoje é sem dúvida marcante! Sempre existiram comparações e citações da boneca mais vendida do mundo, já que a Barbie criou uma linha de preocupação estética, um padrão de beleza, e também influenciou a sociedade a querer ser como a musa, pois ela é bonita, rica, inteligente, amiga, companheira, meiga e politicamente correcta. A Barbie acabou gerando uma nova conduta e criou uma nova identidade social que é perceptível em crianças, adolescentes e mulheres do mundo todo, adaptando-se continuamente a novas tendências e por outro lado estimulando-as.
Este século já nasceu sob o estigma do ter e não do ser, e o homem, como no Éden, viu-se novamente só! Assim temos a indústria do belo, do funcional, da aparência, pois deseja-se ser o máximo do que se pode ser em termos de aparência, ter o máximo do que se possa ter, conquistar o máximo da perfeição que se pode comprar no mercado, objectivando a aceitação, o extermínio da solidão, o reconhecimento externo, o “amor”. Fabricar seres que, além do formato insólito da somente perfeição técnica, agregam tanto a inteligência racional como a emocional, então é produzir com as nossas próprias mãos o sonho egoísta de termos um ser amoroso entregue via Sedex, como se sentimentos fossem escolhas automatizadas.
Embora a ideia de casamento entre humanos e robots possa parecer absurda agora, pode vir a acontecer um dia se a teoria do especialista em inteligência artificial David Levy estiver correcta. Ele acredita que em 2050 robots e humanos poderão casar-se legalmente nos Estados Unidos. Conforme os robots ficarem com uma aparência cada vez mais humanóide, Levy acredita que as pessoas começarão a fazer sexo com robots - já em 2011. Atracção física, aliada aos avanços em programação, que permitirão que robots expressem emoções humanas e tenham intelecto, poderiam resultar em companheiros artificiais com os quais alguns seres humanos gostariam de se casar.
Com estas e outras características, os robots do futuro trarão enormes desafios ao se integrarem na sociedade. E em face disso, talvez a ideia do casamento entre homens e robots não seja tão escandalosa no final das contas. Isto é, partindo do princípio que o robot também queira se casar… A força motriz do homem pode ser sugerida como o “amor”, mas eticamente, como iremos lidar com um ser quase humano projectado para nos amar? Quais as responsabilidades e consequências de tal empreendimento?
Seria a Fada Azul a solução do nosso problema? Descartes sentenciou: “Penso logo existo”... No filme AI, Spielberg sentenciou: “Eu existo, eu existia”...
Para quê ter filhos e o trabalho de criá-los e educá-los, se os podemos receber prontos e amorosos em nossas casas? A função prévia deles seria só a obediência mecânica e o amor alienado do amor, ou seja, o amor programado, funcional, certo. Se tiverem defeito, jogam-se fora que amanhã reenviam um modelo mais avançado. Precisaríamos de algum compromisso com máquinas? Tornar-se-iam os nossos amorosos filhos objecto descartável, reciclável, reajustáveis, obsoletos. Devaríamos levá~los para um upgrade de amor?
Pode ser difícil para muitas pessoas superarem a ideia de um casal humano-robot. Em 1970, o Dr. Masahiro Mori escreveu um artigo na revista Energy onde descreve o "vale misterioso", fenómeno em que as pessoas se sentem desconfortáveis com seres tecnológicos conforme eles se tornam mais parecidos com seres humanos. As pessoas constroem robots que têm qualidades humanas para ajudá-las a cumprir tarefas humanas, mas quando eles começam a parecer-se com humanos e agir como eles, as pessoas rejeitam-nos.
Como irá o humano reagir a uma concorrência com um ser mais inteligente, imortal, auto-suficiente, perfeito, que lhe disputa a mulher, o posto de trabalho, o sentido de vida, que lhe demonstra a sua mesquinhez e inferioridade em cada situação? Penso não haver dúvidas quanto a isso, o passado e presente demonstram-no….

Num cenário possível de convivência humano-robot, separando águas para facilitar o raciocínio, alguns exemplos.
No campo das artes, é fácil admitir que um robot possa repetir as obras de Dali ou Van Gogh, mesmo eventualmente corrigir alguma sombra ou perspectiva menos "lógica". Não será impossível, com introdução das bases do surrealismo ou impressionismo, que um robot venha a produzir originais ao mesmo nível ou superior... isso é criação? Por outro lado, o que nos fazem na escola décadas sem fim senão introduzir bases, de forma que em 1 milhão saia 1 iluminado?
Qualquer órgão electrónico de preço médio, desde que introduza o ficheiro midi necessário, interpreta sem falho Mozart, Beethoven ou Schopenhauer. Porque não admitir que se sente da mesma forma ao ouvir o mesmo tema ao vivo mas com eventuais falhos? Você está em Londres, no Royal Albert Hall, assistindo à ópera Aida de Verdi... parte da plateia levanta-se e aplaude, são robots... você sabe se o aplauso é real ou programado? Como não ter a mesma dúvida nos dias de hoje de "convivência" humana, em muitas situações do dia-a-dia, políticas e não só?
Para evitar mais conflitos dos que a matéria já levanta, o seguinte cenário desportivo. Final da Champions League entre o Manchester e o Barça. Local, Maracanã para ter mais assistência. Jogadores humanos, senão era fácil... todos iam querer robots de 2 m de altura, chip com o génio de Pelé, explosão do Eusébio, mão do Maradona, etc... o prolongamento e penaltys seriam infinitos. Árbitro robot, infalível. Publico, bom... 40% vermelhos, 40% às riscas, e para parecer mais real uns 20% só para chamar filho duma panela de pressão ao árbitro. Alguma percentagem aleatória para "hooliganar" e animar a coisa também. Como culpar ou corromper um árbitro assim? Prometer óleo Castrol Jet RX, bilhetes para o Museu do Ferro Velho, uma Robota de juntas virgens? Como iria sobreviver uma Imprensa desportivamente isenta?
Você que é mulher vai a um jantar romântico, velas que não acabam, comida de acordo com os seus gostos... seu par é um robot charmoso, chip de cavalheirismo, educação e cantadas infinitas, fisicamente de acordo com os seus ideais, intelectualmente equilibrado consigo. Será que num dado momento você não vai pensar... "Ow... arrota, filha da puta"? Por outro lado, situações similares são mais que frequentes nos nossos dias de humanos robotizados, que até gostamos de ser enrolados no ego?

A robotização da sociedade no sentido de modernização e standardização de processos pode conduzir a impactos sociais inesperados. De acordo com uma estatística nipónica, os robots irão estar a retirar emprego a 3,5 milhões de humanos num curto espaço de tempo. Os analistas prevêem que o Japão perca cerca de 16% de força de trabalho até 2030, poupando cerca de $26.72 biliões de dólares só em seguros.
Aqui saúda-se a inteligência do governo de Sócrates, que sendo pródiga em medidas de modernização de pura demagogia, nunca embarcou neste tipo de modernices. O risco de uma perca de serviços, empregos e tachos de uma boa parte da população seria desastroso... politicamente claro. É que uma coisa é ser prostituta outra é ser puta (no sentido alargado do termo, e sem discriminação de sexo). A revolta seria tanta que se se juntassem todas as putas que existem na política mais as independentes, dariam origem a um novo MRPP (Movimento Revolucionário das Putas Portuguesas) com maioria absoluta garantida.

O cartão de cidadão já é uma realidade, não custando admitir que a leitura óptica ou código de barras no pescoço não o venham a ser. Facilidade processual, OK, mas é isto que garante a personalização? É esta a “individualização” do indivíduo? Não estará a sociedade actual em vias de robotização, afirmando-se por outro lado “não, o Sr. é o cidadão 735529, nada a ver com o 735528”. Será que somos mais que um simples número ou marionetas na mão de gigantescos Gepetos? Sigilo bancário, escutas telefónicas, todo e qualquer dado pessoal num chip, controle total… para quê? A impunidade jurídica de certas camadas sociais é absoluta… É necessário aprofundar a reflexão sobre as nossas relações sociais cada vez mais mediadas pela ciência e a tecnologia, rechaçando tanto uma "metafísica anti científica" quanto uma "demonologia da tecnologia".

A verdadeira revolução e evolução deve ser feita no nosso interior... sem isso, qualquer modernização não é mais que uma obra de fachada, vontade de afirmação, inveja ou nova fonte de poder... um crescer contínuo de nariz mentiroso por parte de quem ver defeito alheio é a suprema afirmação pessoal.
Enquanto o trinómio VERDADE - CONSCIENCIA - (IN)VOLUÇÃO, não fizer parte do dicionário e "higiene" diária do humano, a idade das cavernas foi apenas ontem !!!

“A arte não é um espelho para reflectir o mundo, mas um martelo para forjá-lo”. (Vladimir Maiakovski)

(continua nos próximos capítulos…)
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