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Paisagem Urbana/Conta, peso e medida
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Conta, peso e medida

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Paisagem Urbana

2018-05-10 09:39:35
comentários (76) galardões descrição exif favorita de (86)
descrição
Se na cidade existissem muros ainda mais altos, onde aliviar o peso do tempo.
Se à sombra deles, a luz não perecesse, trancada por dentro de um circulo vicioso.
Se do outro lado dos absurdos, dos impropérios sentidos dos olhos, não existissem grades.

Estamos todos de passagem, e nenhum será excluído, ou preterido.
Estamos todos em viagem, e algum de nós será mais ou menos viajante do que o outro.
Como conviver com esta realidade do outro lado dos muros, onde os números passarão a ser simbolicamente a consequência de um certo movimento por dentro da cidade, quando observada com os olhos vidrados.

E a morte nem saberá se o é, pois se tudo se igualará irmãmente, ainda antes de passarmos para o outro lado dos muros.
Pesar-me-á a morte naquele lado contrário dos olhos. Ali, onde escrevi o meu nome nos muros.
Ser-me-á este peso inerte, geometricamente traçado, um dos lados contrários da cidade.

Um beco, sujo e escuro.
Uma mancha negra, ainda ser o contorno dos olhos.
Um relógio quebrado colado numa das paredes.
Uma ave a esvoaçar no telhado.
Um corpo abandonado no cobertor esburacado.

E as folhas dos plátanos, em sinfonias metálicos junto das janelas.

Pesar-me-á ainda mais a minha morte, se te souber a sustentar o peso das horas, caso não dês mais uma volta ao tempo.
Fechar-se-á a cidade toda nos meus olhos, se te souber pioneiro, a carregar um fardo da natureza desse pesadelo que te persegue por todos os becos.
Ser-me-á contundente, o espaço que ocupas a remoer estados da tua consciência.
Pesar-me-á a minha morte, tanto, como a tua consciência será um peso em ti.
E, tudo por causa de uma consequência, ainda não resgatada dos muros.

ONIX

exif / informação técnica
Máquina: FUJIFILM
Modelo: FinePix S6500fd
Exposição: 1/80 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/2.8
ISO: 800
Dist.Focal: 6.2mm
Dist.Focal (35mm):
Software: PhotoScape

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Conta, peso e medida
Se na cidade existissem muros ainda mais altos, onde aliviar o peso do tempo.
Se à sombra deles, a luz não perecesse, trancada por dentro de um circulo vicioso.
Se do outro lado dos absurdos, dos impropérios sentidos dos olhos, não existissem grades.

Estamos todos de passagem, e nenhum será excluído, ou preterido.
Estamos todos em viagem, e algum de nós será mais ou menos viajante do que o outro.
Como conviver com esta realidade do outro lado dos muros, onde os números passarão a ser simbolicamente a consequência de um certo movimento por dentro da cidade, quando observada com os olhos vidrados.

E a morte nem saberá se o é, pois se tudo se igualará irmãmente, ainda antes de passarmos para o outro lado dos muros.
Pesar-me-á a morte naquele lado contrário dos olhos. Ali, onde escrevi o meu nome nos muros.
Ser-me-á este peso inerte, geometricamente traçado, um dos lados contrários da cidade.

Um beco, sujo e escuro.
Uma mancha negra, ainda ser o contorno dos olhos.
Um relógio quebrado colado numa das paredes.
Uma ave a esvoaçar no telhado.
Um corpo abandonado no cobertor esburacado.

E as folhas dos plátanos, em sinfonias metálicos junto das janelas.

Pesar-me-á ainda mais a minha morte, se te souber a sustentar o peso das horas, caso não dês mais uma volta ao tempo.
Fechar-se-á a cidade toda nos meus olhos, se te souber pioneiro, a carregar um fardo da natureza desse pesadelo que te persegue por todos os becos.
Ser-me-á contundente, o espaço que ocupas a remoer estados da tua consciência.
Pesar-me-á a minha morte, tanto, como a tua consciência será um peso em ti.
E, tudo por causa de uma consequência, ainda não resgatada dos muros.

ONIX

Tag’s: conta,peso e medida,cidade,muros
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Máquina: FUJIFILM
Modelo: FinePix S6500fd
Exposição: 1/80 sec
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Abertura: f/2.8
ISO: 800
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Software: PhotoScape


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