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Violeta Teixeira
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Outros/DE ONDE VEM A LUZ? DO AMOR? (leia-se)
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DE ONDE VEM A LUZ? DO AMOR? (leia-se)

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Outros

2018-08-09 08:47:58
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DESEMBARCO NO CAIS DA ONTOLOGIA

Desembarco no cais da ontologia, e sento-me ao lado de um sem-abrigo. Fria a pedra, pergunto-me
Se o desagasalhado saberá ser um Ser do Mundo,
Um Ser de Si, mas, de súbito, estanco a hemorragia
Das perguntas, que começam a sangrar, fluentes,
Porque me digo que não haverá respostas que saciem a minha sede de ser um Ser de Mim, um Ser do Mundo. Lá vem o Heidegger, dizendo que «A dimensão técnica perde a dimensão da luz.» Que luz? A que permite ao sujeito a meditação? Medito! Sim! Sempre. Nada me prende a técnica alguma! E, em mim, a luz é uma busca, sem sucesso. Uma
Ferida nunca sarada. Uma dor que não sei localizar. Na mente. Sei-o, mas em que lugar exacto? Cansada. Angustiada. Escuto, de novo, o rumor doce das águas do rio, sentada na mesma
Pedra fria do início deste escrito, ao lado de um sem-abrigo. E a voz de Karl Jaspers fere-me os ouvidos, com “O que nos mete medo é a nossa grande liberdade diante do vazio que ainda falta ser preenchido.”. Tento acreditar que somente a Luz preencherá o vazio. Não será o Amor?
Um rumor doce das águas do rio acaricia-me a mente desnuda do sem Sentido de nada. Ou de tudo?Tombo nos braços gélidos do Absurdo. Sofro.
Sangro. Levanto-me, sem força ou sem vontade
De a ter. Não sei. «Nunca chegamos aos pensamentos. São eles que vêm". De onde vêm? Não ignoro o parentesco entre a poesia e o pensamento, mas abismo entre uma e outro é profundo demais. Aperto os olhos. Fico a ouvir o ramalhar das árvores. Grito! A angústia coloca-me, num ápice, perante o Nada. Recordo-me, em voz alta, de que "A poesia é a fundação do Ser pela palavra.", e de que « há simplesmente o ente
E não antes o nada." no dizer de Martin Heidegger,
O filósofo nazista. Não! Quero ser coerente! Grito,
Grito, para o dentro: só o Nada se é, ante do Ser!
Isto disse-o num poema. Qual a verdade da escrita?
Pura ficção? Verdade-outra? A da poeta que sou,
Para sempre, invadindo a terra da filosofia, porque
É pública? E que dizer da tecnologia? Estou a engendrar.Uma fuga ao sofrimento? Não vou por aí! Mas… mas… A luz?

Violeta Teixeira. inédito
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon PowerShot SX50 HS
Exposição: 1/1250 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/8
ISO: 80
Dist.Focal: 4.3mm
Dist.Focal (35mm):
Software:

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Violeta Teixeira

olhares.com/violetateixeira
Funchal / Lisboa / Leiria,Portugal
DE ONDE VEM A LUZ? DO AMOR? (leia-se)
DESEMBARCO NO CAIS DA ONTOLOGIA

Desembarco no cais da ontologia, e sento-me ao lado de um sem-abrigo. Fria a pedra, pergunto-me
Se o desagasalhado saberá ser um Ser do Mundo,
Um Ser de Si, mas, de súbito, estanco a hemorragia
Das perguntas, que começam a sangrar, fluentes,
Porque me digo que não haverá respostas que saciem a minha sede de ser um Ser de Mim, um Ser do Mundo. Lá vem o Heidegger, dizendo que «A dimensão técnica perde a dimensão da luz.» Que luz? A que permite ao sujeito a meditação? Medito! Sim! Sempre. Nada me prende a técnica alguma! E, em mim, a luz é uma busca, sem sucesso. Uma
Ferida nunca sarada. Uma dor que não sei localizar. Na mente. Sei-o, mas em que lugar exacto? Cansada. Angustiada. Escuto, de novo, o rumor doce das águas do rio, sentada na mesma
Pedra fria do início deste escrito, ao lado de um sem-abrigo. E a voz de Karl Jaspers fere-me os ouvidos, com “O que nos mete medo é a nossa grande liberdade diante do vazio que ainda falta ser preenchido.”. Tento acreditar que somente a Luz preencherá o vazio. Não será o Amor?
Um rumor doce das águas do rio acaricia-me a mente desnuda do sem Sentido de nada. Ou de tudo?Tombo nos braços gélidos do Absurdo. Sofro.
Sangro. Levanto-me, sem força ou sem vontade
De a ter. Não sei. «Nunca chegamos aos pensamentos. São eles que vêm". De onde vêm? Não ignoro o parentesco entre a poesia e o pensamento, mas abismo entre uma e outro é profundo demais. Aperto os olhos. Fico a ouvir o ramalhar das árvores. Grito! A angústia coloca-me, num ápice, perante o Nada. Recordo-me, em voz alta, de que "A poesia é a fundação do Ser pela palavra.", e de que « há simplesmente o ente
E não antes o nada." no dizer de Martin Heidegger,
O filósofo nazista. Não! Quero ser coerente! Grito,
Grito, para o dentro: só o Nada se é, ante do Ser!
Isto disse-o num poema. Qual a verdade da escrita?
Pura ficção? Verdade-outra? A da poeta que sou,
Para sempre, invadindo a terra da filosofia, porque
É pública? E que dizer da tecnologia? Estou a engendrar.Uma fuga ao sofrimento? Não vou por aí! Mas… mas… A luz?

Violeta Teixeira. inédito
Tag’s: Estrutura eléctrica,luz,escuridão
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Máquina: Canon
Modelo: Canon PowerShot SX50 HS
Exposição: 1/1250 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/8
ISO: 80
Dist.Focal: 4.3mm
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