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“Ciganita”

Francisco Fadista
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Retratos/“Ciganita”
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“Ciganita”

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Retratos

2006-09-17 01:04:16
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descrição
Estamos quase na Feira d`Aires, romaria anual com tradições seculares, outrora com o bulício típico de feira de gado…coincide com o quarto Domingo de Setembro.
A comunidade cigana é a primeira a chegar, quase um mês de antecedência, acampando nos terrenos mais bosquejados dos campos da Senhora d`Aires, ficando cada família, debaixo de azinheiras, mantendo sempre a sua privacidade e certo distanciamento em relação as outras pessoas.
É hora de dar água aos cavalos… e eis que vejo os ciganitos mondando ou puxando pelas arreatas dos cavalos (outrora vinham de burro ou mulas) a dirigirem-se para o chafariz da Fonte da Sª d`Aires, onde eu os esperava. Fiz alguns registos em direcção aos cavalos enquanto bebiam água, e num instante fiquei rodeado de encantadores meninos ciganos que instintivamente me perguntaram: -“ O senhor não quer comprar este cavalo?...olhe aqui senhor, quando é que dá por este cavalinho?)” … até que eu lhes disse que o cavalo é muito bonito, mas eu não tenho espaço em casa para ter um animal deste porte… então tire lá uma fotografia a mim… a mim e à minha prima…. Cada vez que fotografava um, vinham todos ver, no ecran da máquina e ficavam estupefactos com os seus próprios rostos… os outros faziam grandes risadas, até extravasaram de alegria cantando uma cadenciada e repetida cantiga cigana, acompanha ao som de salva de palmas:
“ Não tenho nada…,
Mas tenho tudo…
Lá em casa é pai maiori…
Quem comprar figos…
Amor, amoriii….”
As manas adolescentes integraram-se mais tarde no nosso grupo…“ Senhor, não nos tira um retrato só às duas?”...mas o meu interesse ia para a encantadora “Ciganita”.
Prometi-lhes que, no Domingo da Feira, lhes dava as fotografias, mas não resisti muito tempo. No dia seguinte decidi ir entregar as fotos aos ciganitos e fui até ao acampamento deles, apesar de ser uma zona restrita à comunidade cigana. Ao aproximar-me, abrandei o carro…mais devagar …. e dirigi-me para uma das muitas famílias ciganas que se encontravam sentadas ao redor da sua tenda, até que o “chefe” se levanta e se dirige para o meu carro. Aí parei, desci do carro e vou em sua direcção com as fotos na mão… era precisamente o pai da Maria, da minha “Ciganita” e das “Manas ciganas”… “Marilúcia” e “Iolanda” …Os ciganitos correram todos e vieram ter comigo, maravilhados com as suas fotos.
Fui sempre tratado por “senhor” e nenhum me pediu uma moeda…
exif / informação técnica
Maquina: Canon�
Modelo: Canon DIGITAL IXUS 700�
Exposição: 1/160 sec
Abertura: f 3.2
MeteringMode: Unknown: 1416888325
Flash: Unknown: 1568407576
Dist.Focal: 9.028 mm

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“Ciganita”
Estamos quase na Feira d`Aires, romaria anual com tradições seculares, outrora com o bulício típico de feira de gado…coincide com o quarto Domingo de Setembro.
A comunidade cigana é a primeira a chegar, quase um mês de antecedência, acampando nos terrenos mais bosquejados dos campos da Senhora d`Aires, ficando cada família, debaixo de azinheiras, mantendo sempre a sua privacidade e certo distanciamento em relação as outras pessoas.
É hora de dar água aos cavalos… e eis que vejo os ciganitos mondando ou puxando pelas arreatas dos cavalos (outrora vinham de burro ou mulas) a dirigirem-se para o chafariz da Fonte da Sª d`Aires, onde eu os esperava. Fiz alguns registos em direcção aos cavalos enquanto bebiam água, e num instante fiquei rodeado de encantadores meninos ciganos que instintivamente me perguntaram: -“ O senhor não quer comprar este cavalo?...olhe aqui senhor, quando é que dá por este cavalinho?)” … até que eu lhes disse que o cavalo é muito bonito, mas eu não tenho espaço em casa para ter um animal deste porte… então tire lá uma fotografia a mim… a mim e à minha prima…. Cada vez que fotografava um, vinham todos ver, no ecran da máquina e ficavam estupefactos com os seus próprios rostos… os outros faziam grandes risadas, até extravasaram de alegria cantando uma cadenciada e repetida cantiga cigana, acompanha ao som de salva de palmas:
“ Não tenho nada…,
Mas tenho tudo…
Lá em casa é pai maiori…
Quem comprar figos…
Amor, amoriii….”
As manas adolescentes integraram-se mais tarde no nosso grupo…“ Senhor, não nos tira um retrato só às duas?”...mas o meu interesse ia para a encantadora “Ciganita”.
Prometi-lhes que, no Domingo da Feira, lhes dava as fotografias, mas não resisti muito tempo. No dia seguinte decidi ir entregar as fotos aos ciganitos e fui até ao acampamento deles, apesar de ser uma zona restrita à comunidade cigana. Ao aproximar-me, abrandei o carro…mais devagar …. e dirigi-me para uma das muitas famílias ciganas que se encontravam sentadas ao redor da sua tenda, até que o “chefe” se levanta e se dirige para o meu carro. Aí parei, desci do carro e vou em sua direcção com as fotos na mão… era precisamente o pai da Maria, da minha “Ciganita” e das “Manas ciganas”… “Marilúcia” e “Iolanda” …Os ciganitos correram todos e vieram ter comigo, maravilhados com as suas fotos.
Fui sempre tratado por “senhor” e nenhum me pediu uma moeda…
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Maquina: Canon�
Modelo: Canon DIGITAL IXUS 700�
Exposição: 1/160 sec
Abertura: f 3.2
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