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Hospital Conde de Ferreira

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Outros

2017-07-06 12:51:26
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O conde de Ferreira constituiu a Santa Casa da Misericórdia do Porto, a par da sua congenere do Rio de Janeiro, como uma das principais instituições de beneficência e piedade contempladas no seu testamento. Para além de verbas várias destinadas à Misericórdia do Porto, uma disposição do seu testamento referia-se especificamente a um hospital para doentes psiquiátricos (alienados como então se dizia):
"Quero que os meus testamenteiros empreguem todo o remanescente da minha fortuna (…), em construir onde julgarem conveniente, um edifício para o hospital de alienados, não devendo gastar no edifício mais da terça parte do remanescente e, acabada a obra e mobilado o hospital, farão entrega à Santa Casa da Misericórdia desta cidade, não só do edifício, mas também dos fundos sobrantes, previamente empregados em efeitos de crédito público, que farão averbar a favor do hospital e à mesma Santa Casa prestarão contas da sua gerência com respeito ao remanescente".
Do legado resultou a construção no Porto de um edifício, agora denominado Centro Hospitalar Conde de Ferreira, que segundo o testemunho de Domingos de Almeida Ribeiro, escriturário do testamento, correspondia a um projeto inspirado por D. Pedro V de Portugal, que teria indicado ao conde de Ferreira a necessidade de dotar a cidade do Porto com um estabelecimento daquela natureza.
O projeto do hospital foi elaborado por Manuel de Almeida Ribeiro, professor de arquitetura civil na Academia Portuense de Belas-Artes. Tendo este falecido durante a construção, a conclusão da obra foi dirigida por Faustino José da Vitória, diretor das Obras Públicas do Distrito do Porto, que fez várias alterações ao plano inicial. Constituído por um vasto edifício de quatro alas e dois pavilhões envolvidos por jardins, a fachada do edifício principal é simples e harmoniosa, com um frontão que era encimado pela estátua do fundador, em mármore de Carrara, obra do escultor Teixeira Lopes, mais tarde transferida para um plinto colocado no centro do jardim fronteiro ao edifício.[17]
Antes da conclusão da obra, a 3 de Março de 1881, a mesa da Misericórdia do Porto empossou o Dr. António Maria de Sena como primeiro diretor do hospital então em construção.
A instituição foi inaugurada em 24 de Março de 1883, com a denominação de Hospital de Conde Ferreira, com doentes vindos do Hospital de Santo António de Rilhafoles.[18]
O velho Hospital Conde de Ferreira, inovador quando foi inaugurado em 1883, sendo a primeira construção de raiz feita para a psiquiatria em Portugal[19], foi objeto de uma intervenção arquitetônico-funcional, para se adaptar à psiquiatria do século XXI, conservando ou restituindo ao seu estado de origem o aspeto exterior e dando nova vida aos jardins.

exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3300
Exposição: 1/400 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/10
ISO: 200
Dist.Focal: 18mm
Dist.Focal (35mm): 27 mm
Software: Ver.1.00

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Hospital Conde de Ferreira
O conde de Ferreira constituiu a Santa Casa da Misericórdia do Porto, a par da sua congenere do Rio de Janeiro, como uma das principais instituições de beneficência e piedade contempladas no seu testamento. Para além de verbas várias destinadas à Misericórdia do Porto, uma disposição do seu testamento referia-se especificamente a um hospital para doentes psiquiátricos (alienados como então se dizia):
"Quero que os meus testamenteiros empreguem todo o remanescente da minha fortuna (…), em construir onde julgarem conveniente, um edifício para o hospital de alienados, não devendo gastar no edifício mais da terça parte do remanescente e, acabada a obra e mobilado o hospital, farão entrega à Santa Casa da Misericórdia desta cidade, não só do edifício, mas também dos fundos sobrantes, previamente empregados em efeitos de crédito público, que farão averbar a favor do hospital e à mesma Santa Casa prestarão contas da sua gerência com respeito ao remanescente".
Do legado resultou a construção no Porto de um edifício, agora denominado Centro Hospitalar Conde de Ferreira, que segundo o testemunho de Domingos de Almeida Ribeiro, escriturário do testamento, correspondia a um projeto inspirado por D. Pedro V de Portugal, que teria indicado ao conde de Ferreira a necessidade de dotar a cidade do Porto com um estabelecimento daquela natureza.
O projeto do hospital foi elaborado por Manuel de Almeida Ribeiro, professor de arquitetura civil na Academia Portuense de Belas-Artes. Tendo este falecido durante a construção, a conclusão da obra foi dirigida por Faustino José da Vitória, diretor das Obras Públicas do Distrito do Porto, que fez várias alterações ao plano inicial. Constituído por um vasto edifício de quatro alas e dois pavilhões envolvidos por jardins, a fachada do edifício principal é simples e harmoniosa, com um frontão que era encimado pela estátua do fundador, em mármore de Carrara, obra do escultor Teixeira Lopes, mais tarde transferida para um plinto colocado no centro do jardim fronteiro ao edifício.[17]
Antes da conclusão da obra, a 3 de Março de 1881, a mesa da Misericórdia do Porto empossou o Dr. António Maria de Sena como primeiro diretor do hospital então em construção.
A instituição foi inaugurada em 24 de Março de 1883, com a denominação de Hospital de Conde Ferreira, com doentes vindos do Hospital de Santo António de Rilhafoles.[18]
O velho Hospital Conde de Ferreira, inovador quando foi inaugurado em 1883, sendo a primeira construção de raiz feita para a psiquiatria em Portugal[19], foi objeto de uma intervenção arquitetônico-funcional, para se adaptar à psiquiatria do século XXI, conservando ou restituindo ao seu estado de origem o aspeto exterior e dando nova vida aos jardins.

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