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Paisagem Natural/" Lapas " ( Ler )
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História



Os primeiros registos de uma cultura primitiva na zona de Lapas data de 2000 a.C., a que se seguiram os romanos, os povos bárbaros e os árabes.

O nome Lapas provém das grutas (lapa), que se encontram por debaixo da povoação. Os historiógrafos não chegam a consenso acerca de quem e para que fim foram exploradas estas grutas; uns atribuem aos cristãos que as escavaram para se esconder dos romanos, enquanto outros consideram que foram construídas pelos mouros. O que se sabe realmente é que foi das grutas que se extraiu o tufo com que se edificaram as casas da povoação e o próprio castelo de Torres Novas. As grutas tornaram-se um sítio misterioso com o qual se fizeram muitas lendas que deliciaram o povo mas que hoje, estão a cair no esquecimento da própria população.

No século XVI, o país era ainda um matagal, nesta data recorreu-se ao fogo para desnudar o território português, com isso o solo tornara-se propício para novas culturas como a batata e o milho, tendo todos estes factores contribuído para o desenvolvimento das aldeias e vilas.

Assim aconteceu nas Lapas, a aldeia, à medida que o progresso e desenvolvimento da terra progredia, aumentava também o número de habitantes. Em 1527, segundo Jorge Fernandez, escrivão na Vila de Torres Novas, as Lapas era um centro populacional muito considerado: 114 vizinhos, 1 clérigo e 2 escudeiros (nobres), a que correspondiam a 513 habitantes.

Lapas tornou-se uma aldeia com uma economia baseada na agricultura, sendo os seus frutos mais abundantes o pão o azeite e o vinho.

Numa visão setecentista, os seus conterrâneos consideravam a aldeia com "um bem confuso Labirinto, ruas belas articuladas no coração de um monte, com partes horrendas e outras mais agradáveis, com praças, sótãos, retretes e outras miudezas".

Existem referências que a igreja de Lapas foi mandada ser edificada em 1550 por Marco Lopes mas, antes da sua edificação, sabe-se que já existia naquele local uma pequena capela. A igreja não se pode considerar um estilo arquitectónico único pois ao longo dos anos tem sofrido modificações complexas. Hoje a Igreja de Nossa Senhora da Graça está edificada em cruz latina, sendo decorada com azulejos do século XVII ao longo da nave central e o seu altar decorado com talha dourada assim como vários artigos de arte sacra.

O rio Almonda é considerado um elemento dinamizador, influenciando o crescimento e o desenvolvimento da povoação, foi ele que abasteceu de água potável a agricultura, saúde e higiene públicas. Nas suas margens construíram-se moinhos de água e seus açudes que muito contribuem para a bela imagens paisagística do rio; mais tarde após a revolução industrial foram implantadas fábricas que ofereceram novos postos de trabalho mas, que por outro lado, poluiu o rio.

Lapas pouco se modificou; ainda há pouco tempo era uma freguesia do Concelho e agora é uma freguesia da cidade de Torres Novas. Existe rede de esgotos, água, electricidade, telefone. A povoação essencialmente agrícola, transformou-se, sendo hoje maioritariamente dedicada à indústria e ao comércio, tendo vindo-se a transformar lentamente num dormitório de Torres Novas. O sector primário é escasso, existindo apenas alguns pequenos agricultores, o sector secundário contabiliza-se apenas com uma fábrica de álcool e outras pequenas indústrias, no sector terciário pode mencionar-se a existência de três cafés, quatro mercearias, duas lojas de roupa e rendilhados.

Apesar das transformações, Lapas ainda conserva hábitos antigos que não a deixa perder a identidade própria.

PATRIMÓNIO

Grutas de Lapas
Igreja Nossa Senhora da Graça (Lapas)
Taberna do Aspirante
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon PowerShot SX530 HS
Exposição: 1/320 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/5
ISO: 100
Dist.Focal: 4.3mm
Dist.Focal (35mm):
Software: GIMP 2.8.18

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Os primeiros registos de uma cultura primitiva na zona de Lapas data de 2000 a.C., a que se seguiram os romanos, os povos bárbaros e os árabes.

O nome Lapas provém das grutas (lapa), que se encontram por debaixo da povoação. Os historiógrafos não chegam a consenso acerca de quem e para que fim foram exploradas estas grutas; uns atribuem aos cristãos que as escavaram para se esconder dos romanos, enquanto outros consideram que foram construídas pelos mouros. O que se sabe realmente é que foi das grutas que se extraiu o tufo com que se edificaram as casas da povoação e o próprio castelo de Torres Novas. As grutas tornaram-se um sítio misterioso com o qual se fizeram muitas lendas que deliciaram o povo mas que hoje, estão a cair no esquecimento da própria população.

No século XVI, o país era ainda um matagal, nesta data recorreu-se ao fogo para desnudar o território português, com isso o solo tornara-se propício para novas culturas como a batata e o milho, tendo todos estes factores contribuído para o desenvolvimento das aldeias e vilas.

Assim aconteceu nas Lapas, a aldeia, à medida que o progresso e desenvolvimento da terra progredia, aumentava também o número de habitantes. Em 1527, segundo Jorge Fernandez, escrivão na Vila de Torres Novas, as Lapas era um centro populacional muito considerado: 114 vizinhos, 1 clérigo e 2 escudeiros (nobres), a que correspondiam a 513 habitantes.

Lapas tornou-se uma aldeia com uma economia baseada na agricultura, sendo os seus frutos mais abundantes o pão o azeite e o vinho.

Numa visão setecentista, os seus conterrâneos consideravam a aldeia com "um bem confuso Labirinto, ruas belas articuladas no coração de um monte, com partes horrendas e outras mais agradáveis, com praças, sótãos, retretes e outras miudezas".

Existem referências que a igreja de Lapas foi mandada ser edificada em 1550 por Marco Lopes mas, antes da sua edificação, sabe-se que já existia naquele local uma pequena capela. A igreja não se pode considerar um estilo arquitectónico único pois ao longo dos anos tem sofrido modificações complexas. Hoje a Igreja de Nossa Senhora da Graça está edificada em cruz latina, sendo decorada com azulejos do século XVII ao longo da nave central e o seu altar decorado com talha dourada assim como vários artigos de arte sacra.

O rio Almonda é considerado um elemento dinamizador, influenciando o crescimento e o desenvolvimento da povoação, foi ele que abasteceu de água potável a agricultura, saúde e higiene públicas. Nas suas margens construíram-se moinhos de água e seus açudes que muito contribuem para a bela imagens paisagística do rio; mais tarde após a revolução industrial foram implantadas fábricas que ofereceram novos postos de trabalho mas, que por outro lado, poluiu o rio.

Lapas pouco se modificou; ainda há pouco tempo era uma freguesia do Concelho e agora é uma freguesia da cidade de Torres Novas. Existe rede de esgotos, água, electricidade, telefone. A povoação essencialmente agrícola, transformou-se, sendo hoje maioritariamente dedicada à indústria e ao comércio, tendo vindo-se a transformar lentamente num dormitório de Torres Novas. O sector primário é escasso, existindo apenas alguns pequenos agricultores, o sector secundário contabiliza-se apenas com uma fábrica de álcool e outras pequenas indústrias, no sector terciário pode mencionar-se a existência de três cafés, quatro mercearias, duas lojas de roupa e rendilhados.

Apesar das transformações, Lapas ainda conserva hábitos antigos que não a deixa perder a identidade própria.

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Grutas de Lapas
Igreja Nossa Senhora da Graça (Lapas)
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Tag’s: lapas,torresnovas,rio,natureza
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