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Meia tarde e um pombo perdido.

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Outros

2011-11-22 17:51:10
comentários (19) galardões descrição exif favorita de (23)
descrição
No dia de ontem não choveu o que havias esperado
Raios partam a fome de raios cor-de-fogo, pardos
Descalço, apareceu-te um tapete de luz, silêncio atado por cordéis
Vincaste-lhe as calças de terylene e engomados os colarinhos
Parecias normal, quando te convidou ao abraço da rua
E, sem mãos que se aqueçam, lograram a pérfida aventura
No dia de ontem houve trovoada na cinza do alto prédio
Barulho a mais e o cheiro a comida terminada, cheiro a fazer
Não olhaste para trás, medo de ver o ouvido, de ouvir o não visto
Pareciam banais, ele à frente, tu atrás – onde existe o homem-guia
No dia de ontem houve o que não houve nos outros dias
Não bocejaste três mil vezes, deixaste a loiça em banho-maria
O ruído das cores dos carros e o exagero, saliva colada aos cantos
Chamou um táxi que nunca pára, comprou-te algodão quase doce
Estavas ocupada, mulher desarmada no rumo do mesmo dia
No dia de ontem pensaste tantas vezes, passo atrás, medo agreste
Chamaram-te ao longe, no outro lado da vida e nunca o viste
Gritaram-te as forças, choraram-te as mossas, disseste que sim
Que sim, que não conhecias outro plano, que sim, sem altura ou fim
Cativaste meia parte de uma pequena parte, a demora da luz
No dia de ontem tiraste um retrato com ele, palavras não ditas
Chamaste o azul para te adornar o momento, e ele apareceu
Evocaste o astro para te adornar o rosto, maquilhou-te ao de leve
Quiseste um dia de gotas, chuva que borraria o que tinhas pintado
Apareceu um pombo, surdo de olhos, cego de ouvidos - ode ao tempo
Um tempo que a meio já era meio tempo do esperado e mais ainda
Mais ainda te dizia o que não sobrava comer de um dia passado
E regressaste ao tal cheiro, no prédio alto, feliz por quase nada
Feliz por teres ido ao vento quando forte, feliz pelo cansaço, ponto.
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/200
Abertura: f/8
ISO: 200
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist.Focal: 87 mm

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galardões
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    foto
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Meia tarde e um pombo perdido.
No dia de ontem não choveu o que havias esperado
Raios partam a fome de raios cor-de-fogo, pardos
Descalço, apareceu-te um tapete de luz, silêncio atado por cordéis
Vincaste-lhe as calças de terylene e engomados os colarinhos
Parecias normal, quando te convidou ao abraço da rua
E, sem mãos que se aqueçam, lograram a pérfida aventura
No dia de ontem houve trovoada na cinza do alto prédio
Barulho a mais e o cheiro a comida terminada, cheiro a fazer
Não olhaste para trás, medo de ver o ouvido, de ouvir o não visto
Pareciam banais, ele à frente, tu atrás – onde existe o homem-guia
No dia de ontem houve o que não houve nos outros dias
Não bocejaste três mil vezes, deixaste a loiça em banho-maria
O ruído das cores dos carros e o exagero, saliva colada aos cantos
Chamou um táxi que nunca pára, comprou-te algodão quase doce
Estavas ocupada, mulher desarmada no rumo do mesmo dia
No dia de ontem pensaste tantas vezes, passo atrás, medo agreste
Chamaram-te ao longe, no outro lado da vida e nunca o viste
Gritaram-te as forças, choraram-te as mossas, disseste que sim
Que sim, que não conhecias outro plano, que sim, sem altura ou fim
Cativaste meia parte de uma pequena parte, a demora da luz
No dia de ontem tiraste um retrato com ele, palavras não ditas
Chamaste o azul para te adornar o momento, e ele apareceu
Evocaste o astro para te adornar o rosto, maquilhou-te ao de leve
Quiseste um dia de gotas, chuva que borraria o que tinhas pintado
Apareceu um pombo, surdo de olhos, cego de ouvidos - ode ao tempo
Um tempo que a meio já era meio tempo do esperado e mais ainda
Mais ainda te dizia o que não sobrava comer de um dia passado
E regressaste ao tal cheiro, no prédio alto, feliz por quase nada
Feliz por teres ido ao vento quando forte, feliz pelo cansaço, ponto.
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Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/200
Abertura: f/8
ISO: 200
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
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