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Nascimento de uma Borboleta Monarca

Nuno de Sousa
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Nascimento de uma Borboleta Monarca

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2007-03-17 21:44:47
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Lagartagis



Disfarçado no meio do Jardim Botânico de Lisboa, há um borboletário português que é único na Europa. Só tem borboletas comuns, das que vivem no campo e raramente se aventuram na cidade. Aberto ao público como "uma casa de borboletas onde será sempre Primavera".



O nome oficial desta estufa verde é Lagartagis. "Para lembrar que as borboletas, no início do seu ciclo, foram lagartas", explica a bióloga e coordenadora do projecto Patrícia Garcia-Pereira, de 36 anos. Serve também para dizer, acrescenta, que o novo equipamento tem a assinatura da organização não-governamental Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.



O jardim - porque é, em tudo, um jardim - está cheio de "plantas aromáticas, porque o cheiro é muito importante para estes insectos", e quer ser uma espécie de maternidade, para que "nunca faltem lagartas e borboletas para mostrar ao público". A entrada para este ambiente controlado custa apenas um euro, que acresce ao preço do bilhete do Jardim Botânico, de 1,50 euros.



São, para já, apenas dez as espécies que esvoaçam no recinto. Estão em cativeiro e são protegidas de predadores como as vespas. "Mas as aranhas são um perigo e fazem redes que temos de estar sempre a tirar", afirma a bióloga perante mais uma ameaça.



A ideia é mostrar ao público o ciclo de vida das borboletas, desde a reprodução, passando pelo nascimento da lagarta, até à formação da crisálida que dará origem a uma nova borboleta. Um percurso "incrível", que Patrícia Garcia-Pereira quer dar a conhecer a alunos do primeiro ao terceiro ciclos do ensino básico. "Queremos fazer ateliers pedagógicos para mostrar às crianças como podem fazer um jardim de borboletas." Como? "Plantando as coisas certas."



Tudo surgiu "porque era ao Museu Nacional de História Natural necessário ter populações estáveis para poder fazer a exposição Borboletas Através do Tempo". Daí à construção do borboletário foi um passo rápido, que nem implicou muito jogo de cintura. "Tínhamos o Jardim Botânico, fomos buscar as borboletas ao campo e montámos a casa", resume a bióloga.



Hóspedes por pouco tempo



As borboletas vivem apenas 15 dias a um mês. Na fase final da vida alimentam-se de líquidos, como água, néctar das flores ou sumo da polpa de fruta podre. Quando lagartas, devoram plantas. "Há uma fase em que temos de as levar para o laboratório [que fica dentro da estufa], para que não estraguem as couves que temos plantadas e que desapareceriam se elas ficassem aqui por muito tempo", explica Patrícia Garcia-Pereira, apontando o espaço, que também estará aberto ao público.



Nesta montra de lagartas, os visitantes podem observar todas as fases do ciclo. Equipado com um sistema de climatização, permite que as três biológas, a engenheira florestal e o jardineiro que se dedicam ao projecto criem uma Primavera artificial que ajuda ao acasalamento e procriação destes insectos.



Desde que começou a ser construído, este "jardim saudável" teve um hóspede fixo. A borboleta laranja Monarca é a mais representada, e "habituou-se rapidamente ao espaço". A sua lagarta é "muito vistosa", com riscas pretas e amarelas, e "está a nascer muito grande, o que significa que se adaptou ao borboletário com facilidade".



Invisíveis a olho nu, há também lagartas que mimetizam o padrão das folhas. E as borboletas do medronheiro, que voam como os pássaros. Ou as borboletas de cauda de andorinha, menos exuberantes. Todos insectos comuns, mas que, até agora, não podiam ser observados de perto. É que as estufas de criação de borboletas para museus são frequentes, mas não há nenhum borboletário de utilização pública na Europa. Ou não havia.

exif / informação técnica
Maquina: SONY �
Modelo: DSLR-A100�
Exposição: 1/125 sec
Abertura: f 5.6
ISO: 400
MeteringMode: Center Weighted Average
Flash: Red Eye, Compulsory Flash
Dist.Focal: 200 mm

Foto tirada dia 17-03-07 (Borboleta que saiu nasceu da Crisálida da foto anterior)

******************************************

1º Encontro "Olhar Sintra" com o apoio da ALAGAMARES - ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE SINTRA (http://www.alagamares.net/), previsto para os dias 8 e 9 de Setembro, mais informações brevemente.
Esperamos por si.
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Nuno de Sousa

olhares.com/Nalex
Mem Martins - Portugal,Portugal
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Lagartagis



Disfarçado no meio do Jardim Botânico de Lisboa, há um borboletário português que é único na Europa. Só tem borboletas comuns, das que vivem no campo e raramente se aventuram na cidade. Aberto ao público como "uma casa de borboletas onde será sempre Primavera".



O nome oficial desta estufa verde é Lagartagis. "Para lembrar que as borboletas, no início do seu ciclo, foram lagartas", explica a bióloga e coordenadora do projecto Patrícia Garcia-Pereira, de 36 anos. Serve também para dizer, acrescenta, que o novo equipamento tem a assinatura da organização não-governamental Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.



O jardim - porque é, em tudo, um jardim - está cheio de "plantas aromáticas, porque o cheiro é muito importante para estes insectos", e quer ser uma espécie de maternidade, para que "nunca faltem lagartas e borboletas para mostrar ao público". A entrada para este ambiente controlado custa apenas um euro, que acresce ao preço do bilhete do Jardim Botânico, de 1,50 euros.



São, para já, apenas dez as espécies que esvoaçam no recinto. Estão em cativeiro e são protegidas de predadores como as vespas. "Mas as aranhas são um perigo e fazem redes que temos de estar sempre a tirar", afirma a bióloga perante mais uma ameaça.



A ideia é mostrar ao público o ciclo de vida das borboletas, desde a reprodução, passando pelo nascimento da lagarta, até à formação da crisálida que dará origem a uma nova borboleta. Um percurso "incrível", que Patrícia Garcia-Pereira quer dar a conhecer a alunos do primeiro ao terceiro ciclos do ensino básico. "Queremos fazer ateliers pedagógicos para mostrar às crianças como podem fazer um jardim de borboletas." Como? "Plantando as coisas certas."



Tudo surgiu "porque era ao Museu Nacional de História Natural necessário ter populações estáveis para poder fazer a exposição Borboletas Através do Tempo". Daí à construção do borboletário foi um passo rápido, que nem implicou muito jogo de cintura. "Tínhamos o Jardim Botânico, fomos buscar as borboletas ao campo e montámos a casa", resume a bióloga.



Hóspedes por pouco tempo



As borboletas vivem apenas 15 dias a um mês. Na fase final da vida alimentam-se de líquidos, como água, néctar das flores ou sumo da polpa de fruta podre. Quando lagartas, devoram plantas. "Há uma fase em que temos de as levar para o laboratório [que fica dentro da estufa], para que não estraguem as couves que temos plantadas e que desapareceriam se elas ficassem aqui por muito tempo", explica Patrícia Garcia-Pereira, apontando o espaço, que também estará aberto ao público.



Nesta montra de lagartas, os visitantes podem observar todas as fases do ciclo. Equipado com um sistema de climatização, permite que as três biológas, a engenheira florestal e o jardineiro que se dedicam ao projecto criem uma Primavera artificial que ajuda ao acasalamento e procriação destes insectos.



Desde que começou a ser construído, este "jardim saudável" teve um hóspede fixo. A borboleta laranja Monarca é a mais representada, e "habituou-se rapidamente ao espaço". A sua lagarta é "muito vistosa", com riscas pretas e amarelas, e "está a nascer muito grande, o que significa que se adaptou ao borboletário com facilidade".



Invisíveis a olho nu, há também lagartas que mimetizam o padrão das folhas. E as borboletas do medronheiro, que voam como os pássaros. Ou as borboletas de cauda de andorinha, menos exuberantes. Todos insectos comuns, mas que, até agora, não podiam ser observados de perto. É que as estufas de criação de borboletas para museus são frequentes, mas não há nenhum borboletário de utilização pública na Europa. Ou não havia.

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Exposição: 1/125 sec
Abertura: f 5.6
ISO: 400
MeteringMode: Center Weighted Average
Flash: Red Eye, Compulsory Flash
Dist.Focal: 200 mm

Foto tirada dia 17-03-07 (Borboleta que saiu nasceu da Crisálida da foto anterior)

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1º Encontro "Olhar Sintra" com o apoio da ALAGAMARES - ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE SINTRA (http://www.alagamares.net/), previsto para os dias 8 e 9 de Setembro, mais informações brevemente.
Esperamos por si.

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