foto user
Antonio Ramos
menu-mobile
Olhares
menu-mobile-right
Carregar
Fotojornalismo/Palácio da Brejoeira   (P.F. Abra a Imagem)
fullscreen voltar lista nav-leftnav-right
Fotojornalismo/Palácio da Brejoeira   (P.F. Abra a Imagem)
voltar lista nav-leftnav-right

Palácio da Brejoeira (P.F. Abra a Imagem)

fotografias > 

Fotojornalismo

2017-09-21 11:46:32
Ver no mapa
comentários (106) galardões descrição exif favorita de (109)
descrição
O Palácio da Brejoeira localiza-se na freguesia de Pinheiros, na vila e concelho de Monção, distrito de Viana do Castelo, em Portugal.
A seis quilómetros a sul de Monção, inscreve-se em uma vasta propriedade rural, dividida entre 18 hectares de vinha, oito de bosque e três de jardim. Este sumptuoso palácio constitui-se num expoente das moradias fidalgas no país.
Foi erguido nos primeiros anos do século XIX, tendo as obras se prolongado até 1834. Embora não haja provas evidentes sobre quem foi o autor de seu projeto, este tem sido atribuído a Carlos Amarante, à época, um dos mais importantes arquitetos em atividade no norte do país.
Pertenceu inicialmente a Luís Pereira Velho de Moscoso, nascido em 29 de novembro de 1767 e casado com Maria Cleófa Pereira Caldas, de Badim. O palacete existente no Largo do Caldas em Lisboa era propriedade da família. Não pertencendo à nobreza, Luís de Moscoso não podia construir um palácio com quatro torres e, para esse fim, pediu autorização ao rei para construir a terceira torre. Luís de Moscoso morreu em 1837. As obras prosseguiram sob a direção do seu segundo filho, Simão Pereira Valho de Moscoso (1805-1881), e estima-se que terão custado cerca de 400 contos de réis[1]. Este morreu sem descendência. Por falta de parentes próximos, o palácio foi herdado pela família Caldas de Lisboa. Sabe-se que a D. Joana Caldas foi a sua terceira proprietária. Seguem-se tempos de abandono e degradação.
Por volta de 1901, o palácio foi vendido em hasta pública a Pedro Maria da Fonseca Araújo (1862-1922), presidente da Associação Comercial do Porto, que lhe realizou amplas obras de restauro, projetadas pelo arquiteto Ventura Terra. O imóvel foi enriquecido com uma capela palatina e um teatro, as paredes do átrio e da escadaria foram revestidas com azulejos, os jardins e o bosque foram reformados, além da construção de um lago. As obras nos jardins e diferentes zonas da quinta foram levadas a cabo pelo horticultor e jardineiro portuense Jacinto de Matos.
Em 23 de junho de 1910 foi classificado como Monumento Nacional.
Com a morte de Pedro Araújo em 1922, voltou a decadência ao palácio.
Em 1937, o imóvel foi vendido a Francisco de Oliveira Pais, de Lisboa, seu quinto proprietário. Na década de 1960, por falência deste, o palácio foi adquirido pelo companheiro de sua filha, Feliciano dos Anjos Pereira, que fez construir uma moderna adega e, em 1977, lançou no mercado, com grande sucesso, uma marca própria, o vinho Alvarinho "Palácio da Brejoeira".
O Palácio pertenceu a Maria Hermínia Oliveira Paes (21 de janeiro de 1918 – 30 de dezembro de 2015 (97 anos)), filha de Francisco Paes. Maria Hermínia foi casada Feliciano dos Anjos Pereira (2 do Outubro de 1894-Julho de 1981). Não tiveram descendência. Feliciano dos Anjos Pereira, casado em segundas núpcias com Maria Hermínia, teve descendência do seu primeiro casamento com Maria Marta Assunção (falecida em Junho de 1979).
Em 2010 o palácio abriu ao público em visitas guiadas.
Construído em estilo neoclássico e com uma planta em forma de "L", apresenta no entanto ornatos de estilo rococó. As suas quatro fachadas são limitadas por três torreões que acrescentam uma presença distintiva e que recorda o Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. O corpo central é quase totalmente revestido a granito e apresenta ao centro um portal alargado e feito saliente dos corpos laterais, este corpo central é ainda coroado pelo brasão de armas familiar entre duas balaustradas. No corpo perpendicular à fachada nobre a decoração torna-se mais severa, não quebrando, no entanto, a harmonia do conjunto.
No seu interior conserva ainda algumas salas com interesse, nas quais a decoração é neoclássica, destacando-se os faustosos salões com valiosas pinturas (entre as quais um retrato de D. João VI resguardado por um dossel com sanefas e cortinas laterais), frescos e distinta decoração.
À entrada, grande escadaria nobre, lançada de um espaçoso átrio. Nas paredes painéis de azulejo de Jorge Pinto, executados já no século XX, como aliás muitas das obras e alterações que se efetuaram no início deste século. Possui ainda uma capela e um teatro, este último de forte influência classicista, marcado pelo uso de colunas caneladas. O pano de fundo cénico apresenta uma perspetiva da fachada do Palácio da Brejoeira, sendo ladeado por rompimentos vegetalistas. Existe uma estufa num semi-cilindro de vidro e ferro, acessível através de um patamar da escadaria nobre.
Está rodeado de frondosa mata e encantadores jardins com magnólias e japoneiras.

exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3300
Exposição: 1/250 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/8
ISO: 250
Dist.Focal: 48mm
Dist.Focal (35mm): 72 mm
Software: Ver.1.00

favorita de 109
galardões
  • galardão favorito
    100
    favoritos
  • galardão popular
    foto
    popular
Palácio da Brejoeira (P.F. Abra a Imagem)
O Palácio da Brejoeira localiza-se na freguesia de Pinheiros, na vila e concelho de Monção, distrito de Viana do Castelo, em Portugal.
A seis quilómetros a sul de Monção, inscreve-se em uma vasta propriedade rural, dividida entre 18 hectares de vinha, oito de bosque e três de jardim. Este sumptuoso palácio constitui-se num expoente das moradias fidalgas no país.
Foi erguido nos primeiros anos do século XIX, tendo as obras se prolongado até 1834. Embora não haja provas evidentes sobre quem foi o autor de seu projeto, este tem sido atribuído a Carlos Amarante, à época, um dos mais importantes arquitetos em atividade no norte do país.
Pertenceu inicialmente a Luís Pereira Velho de Moscoso, nascido em 29 de novembro de 1767 e casado com Maria Cleófa Pereira Caldas, de Badim. O palacete existente no Largo do Caldas em Lisboa era propriedade da família. Não pertencendo à nobreza, Luís de Moscoso não podia construir um palácio com quatro torres e, para esse fim, pediu autorização ao rei para construir a terceira torre. Luís de Moscoso morreu em 1837. As obras prosseguiram sob a direção do seu segundo filho, Simão Pereira Valho de Moscoso (1805-1881), e estima-se que terão custado cerca de 400 contos de réis[1]. Este morreu sem descendência. Por falta de parentes próximos, o palácio foi herdado pela família Caldas de Lisboa. Sabe-se que a D. Joana Caldas foi a sua terceira proprietária. Seguem-se tempos de abandono e degradação.
Por volta de 1901, o palácio foi vendido em hasta pública a Pedro Maria da Fonseca Araújo (1862-1922), presidente da Associação Comercial do Porto, que lhe realizou amplas obras de restauro, projetadas pelo arquiteto Ventura Terra. O imóvel foi enriquecido com uma capela palatina e um teatro, as paredes do átrio e da escadaria foram revestidas com azulejos, os jardins e o bosque foram reformados, além da construção de um lago. As obras nos jardins e diferentes zonas da quinta foram levadas a cabo pelo horticultor e jardineiro portuense Jacinto de Matos.
Em 23 de junho de 1910 foi classificado como Monumento Nacional.
Com a morte de Pedro Araújo em 1922, voltou a decadência ao palácio.
Em 1937, o imóvel foi vendido a Francisco de Oliveira Pais, de Lisboa, seu quinto proprietário. Na década de 1960, por falência deste, o palácio foi adquirido pelo companheiro de sua filha, Feliciano dos Anjos Pereira, que fez construir uma moderna adega e, em 1977, lançou no mercado, com grande sucesso, uma marca própria, o vinho Alvarinho "Palácio da Brejoeira".
O Palácio pertenceu a Maria Hermínia Oliveira Paes (21 de janeiro de 1918 – 30 de dezembro de 2015 (97 anos)), filha de Francisco Paes. Maria Hermínia foi casada Feliciano dos Anjos Pereira (2 do Outubro de 1894-Julho de 1981). Não tiveram descendência. Feliciano dos Anjos Pereira, casado em segundas núpcias com Maria Hermínia, teve descendência do seu primeiro casamento com Maria Marta Assunção (falecida em Junho de 1979).
Em 2010 o palácio abriu ao público em visitas guiadas.
Construído em estilo neoclássico e com uma planta em forma de "L", apresenta no entanto ornatos de estilo rococó. As suas quatro fachadas são limitadas por três torreões que acrescentam uma presença distintiva e que recorda o Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. O corpo central é quase totalmente revestido a granito e apresenta ao centro um portal alargado e feito saliente dos corpos laterais, este corpo central é ainda coroado pelo brasão de armas familiar entre duas balaustradas. No corpo perpendicular à fachada nobre a decoração torna-se mais severa, não quebrando, no entanto, a harmonia do conjunto.
No seu interior conserva ainda algumas salas com interesse, nas quais a decoração é neoclássica, destacando-se os faustosos salões com valiosas pinturas (entre as quais um retrato de D. João VI resguardado por um dossel com sanefas e cortinas laterais), frescos e distinta decoração.
À entrada, grande escadaria nobre, lançada de um espaçoso átrio. Nas paredes painéis de azulejo de Jorge Pinto, executados já no século XX, como aliás muitas das obras e alterações que se efetuaram no início deste século. Possui ainda uma capela e um teatro, este último de forte influência classicista, marcado pelo uso de colunas caneladas. O pano de fundo cénico apresenta uma perspetiva da fachada do Palácio da Brejoeira, sendo ladeado por rompimentos vegetalistas. Existe uma estufa num semi-cilindro de vidro e ferro, acessível através de um patamar da escadaria nobre.
Está rodeado de frondosa mata e encantadores jardins com magnólias e japoneiras.

Tag’s: Monção,Minho,Valênça,Melgaço
comentários
galardões
  • galardão favorito
    100
    favoritos
  • galardão popular
    foto
    popular

Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3300
Exposição: 1/250 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/8
ISO: 250
Dist.Focal: 48mm
Dist.Focal (35mm): 72 mm
Software: Ver.1.00


favorita de (109)