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Partir para lado algum.

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Outros

2012-01-04 19:16:50
comentários (22) galardões descrição exif favorita de (28)
descrição
Ter as malas feitas e partir para lado algum.
Aprendeu a voar nas páginas de um calendário pendurado, prego ferrugento e cal que cai no virar dos meses, menino da lágrima insistente na fixação do olhar das doze vezes. A sorte das coisas penduradas, opta-se por aceitar a cada rasgão dado no aumento dos seus dias. Crescer é o ciclo dos anos, quando o envelhecer acontece desde o primeiro choro respirado.
Estação após estação, chuva de verão e o sol penetrante na carapaça do inverno. Chamam primaveras aos contos vestidos para cada número que identifica a idade. O outono é um desgraçado associado ao declínio e não há justiça que convença as palavras do contrário. Apesar de tudo, a viagem. Dentro de mil viagens que sucedem nas horas acordadas, no engano do sono, do sonho.
Aprendeu a voar naquelas páginas onde as luas estão inteiras ou às metades, criou asas mais duras e articulou o que, desajeitado, não sabia fazer com os pés. Aprendeu os perigos no entusiasmo do aproveitar ventos quentes, caiu as vezes precisas, quase necessárias para saber dizer-se livre. E só, companheiro das suas malas, soube que a viagem só tem um final quando se perde a capacidade de voar, ainda que sentado, olhar no viciado calendário e as malas sempre feitas - bagagem dos sonhos onde coube o ontem, se arruma o presente e, despejadas, conquista o espaço para a partida de amanhã.
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/200
Abertura: f/6.3
ISO: 250
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist.Focal: 149 mm

favorita de 28
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  • galardão popular
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    popular
Partir para lado algum.
Ter as malas feitas e partir para lado algum.
Aprendeu a voar nas páginas de um calendário pendurado, prego ferrugento e cal que cai no virar dos meses, menino da lágrima insistente na fixação do olhar das doze vezes. A sorte das coisas penduradas, opta-se por aceitar a cada rasgão dado no aumento dos seus dias. Crescer é o ciclo dos anos, quando o envelhecer acontece desde o primeiro choro respirado.
Estação após estação, chuva de verão e o sol penetrante na carapaça do inverno. Chamam primaveras aos contos vestidos para cada número que identifica a idade. O outono é um desgraçado associado ao declínio e não há justiça que convença as palavras do contrário. Apesar de tudo, a viagem. Dentro de mil viagens que sucedem nas horas acordadas, no engano do sono, do sonho.
Aprendeu a voar naquelas páginas onde as luas estão inteiras ou às metades, criou asas mais duras e articulou o que, desajeitado, não sabia fazer com os pés. Aprendeu os perigos no entusiasmo do aproveitar ventos quentes, caiu as vezes precisas, quase necessárias para saber dizer-se livre. E só, companheiro das suas malas, soube que a viagem só tem um final quando se perde a capacidade de voar, ainda que sentado, olhar no viciado calendário e as malas sempre feitas - bagagem dos sonhos onde coube o ontem, se arruma o presente e, despejadas, conquista o espaço para a partida de amanhã.
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Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/200
Abertura: f/6.3
ISO: 250
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist.Focal: 149 mm


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