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Passion of Christ

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Arte Digital

2010-03-29 22:36:05
comentários (1695) galardões descrição exif favorita de (394)
descrição
Depois de uma ausência desde finais de 2009 cá estou de novo, aproveitando também para agradecer as inúmeras mensagens que me têm enviado.
A razão deste trabalho é simples… um músico amigo dum familiar pediu se podíamos fazer uma arte para a capa e contracapa sleeve dum CD promo que iriam gravar.
Canon do lado de lá do Atlântico e Olympus do lado de cá dispararam uns shots, Mr. Jet juntou as pontas e cozinhou o bolo.
Trata-se de uma banda de BH que toca Rock Gospel, cujo nome, nome dos componentes e dados de contacto foram aqui alterados para evitar alusões comerciais e/ou publicitárias. De qualquer forma trata-se dum “work in progress” já que não é de descartar a hipótese de surgirem mais faixas que as 5 já previstas, bem como alterações gráficas relacionadas com questões de marketing e com a ideologia específica da religião/igreja que os membros praticam.

Assim nasceu este Passion of Christ que aqui se publica em 1ª mão, e que de alguma forma é alusivo à época de Páscoa que se aproxima.
Tema já abordado de várias formas por diversos autores sob diferentes ângulos ao longo dos anos, sendo a versão cinematográfica de Mel Gibson em 2004 uma das mais recentes.

Não quero deixar de colocar aqui uma breve reflexão (divagação)… e se Cristo voltasse à Terra e (por azar) “aterrasse” em Portugal? Bem…
Provavelmente teria uma infância meio agitada e mudaria várias vezes de escola para evitar ser vítima de bullying.
Provavelmente agitaria as massas desde o tempo do liceu, incompreendido por alguns, ignorado por outros.
Provavelmente cursaria algo do tipo Ciências Sociais e Humanas ou Jornalismo, e abandonaria a meio caminho.
Provavelmente abraçaria o Bloco de Esquerda onde as suas ideias e forma de estar rapidamente o conduziriam a um perigoso lugar de destaque.
Provavelmente atingiria um eleitorado maioritariamente composto pela classe média, essa enorme classe em vias de extinção por via de sucessivas medidas que nada mais fazem que contribuir para a aproximação deste País à grande ordem mundial… uma minoria é elite, o resto é paisagem… não há lugar a meios termos.
Tenho seguido com alguma curiosidade e incredulidade ao desenrolar dos “acontecimentos”, culminados por um PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento) surpresa (ou talvez não) que mais parece um Plano de Extinção e Controle. Analistas de vários sectores (e tendências) têm abordado “gentilmente” o assunto. Para mim as consequências são óbvias: a classe média vai para os quintos dos infernos a curto/médio prazo.
O pessoal sempre gostou de presumir… não esquecer que estatísticas demonstram que não ter dinheiro é uma das razões de infelicidade do português, mas MUITO abaixo dos números dos que se sentem infelizes por o vizinho ter mais…
Nas ultimas décadas tem-se assistido a uma classe média que presume ser rica, pois bem… brevemente teremos uma classe baixa (leia-se nula) que irá presumir ser classe média.
É isso… os pobres já não acreditam em mais nada, os ricos e/ou detentores do poder constituem uma elite cada vez mais fechada e pouco dada a “agitações” (leia-se gente que pensa e faz os outros pensar), a classe média acolheria muito bem esta nova luz e pela sua maioria tornar-se-ia ameaçadora.
A ameaça ao poder instituído seria crescente e obviamente Cristo começaria a dar demasiado nas vistas.
Provavelmente arranjar-lhe-iam uma namorada do CDS, que por sinal era amiga daqueles jornalistas que de vez em quando são “amaldiçoados”, e que tinha um primo que era árbitro de futebol com um Mercedes importado em 2ª mão, e do qual se dizia ter inaugurado lá no bairro uma mercearia sem licença…
O povo começaria a desconfiar da novela (e desconfiar é que está a dar) e ser-lhe-ia instaurado um sumaríssimo ou um Inquérito Parlamentar daqueles para “inglês ver”.
Seria condenado e morto?
Claro que não, já basta de erros historico/políticos como os que ocorreram com o próprio Jesus ou Martin Luther King p.ex., onde a emenda foi pior que o soneto e o papel de mártir contribuiu para o fortalecimento e expansão dos seguidores.
Ser-lhe-ia instalado um chip com o numero de cartão de cidadão onde seria controlado todo e qualquer espirro que desse, os seus fluidos seriam estudados e reciclados… quem sabe se não seriam anunciados como cura para uma nova pandemia (ou pantomina) fantasma de gripe, e seriam abolidos os noticiários de TV em que fosse convidado bem como extintas as revistas onde concedesse entrevistas.
Magnanimamente ser-lhe-ia oferecido um lugar de caixa num supermercado (desde que não falasse nada mais que futebol e novelas) ou uma honrosa colocação na Embaixada das Ilhas Cayman.
Teria uma velhice com uma confortável reforma e um dia (como diria Chico Buarque)… Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.

Fácil apontar as culpas para um senhor A ou um governo B… o que se passa é que temos um povo “lixado” e um (des)governo de séculos. O que acontece é que, à boa época dos 60, grande parte da população anda “distraída” com a boa campanha do Benfica.
Facto é que todos os grandes “invasores” mundiais ao longo das épocas (mouros, espanhóis, Napoleão, Hitler, Alexandre o Grande, bárbaros nórdicos e tantos outros) não tiveram por cá muito tempo ou nem sequer cá puseram os pés. O único que pôs o dedo na ferida foi Júlio César que disse: “Aquilo é um povo que não se governa nem se deixa governar”!

Não vou aprofundar aqui estas questões já que me parece matéria abordável num próximo Awaken, onde a análise politica/social/económica poderá ser tema… provavelmente.

Deixar aqui também a minha homenagem a um humano já desaparecido, por sinal um génio musical e não só, que a seu tempo mexeu com os poderes instituídos da sociedade norte americana com um poder de crítica, humor e expressão incomparáveis. Não sei onde estás Frank Zappa, no inferno não de certeza porque nem o Diabo te aguenta, mas se estás a ouvir só tenho pana que não tenhas reescrito ou feito a tua própria versão do Jesus Christ Superstar… ia ser lindo, oh se ia :-)
Bem, pode ser que eu ainda me resolva a escrever e produzir uma ópera rock com esse tema, não á la Zappa mas à la Jet, onde o Xerjinho será o Cristo (nasceu para sofrer pois claro) e quanto ao resto dos figurantes logo abro inscrições para o casting.

Hasta la vista com um novo episódio de Awaken… provavelmente!

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***** JET & BJS desejam a toda esta comunidade do Olhares uma Páscoa Feliz, com sabor a amêndoas e chocolate *****
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Passion of Christ
Depois de uma ausência desde finais de 2009 cá estou de novo, aproveitando também para agradecer as inúmeras mensagens que me têm enviado.
A razão deste trabalho é simples… um músico amigo dum familiar pediu se podíamos fazer uma arte para a capa e contracapa sleeve dum CD promo que iriam gravar.
Canon do lado de lá do Atlântico e Olympus do lado de cá dispararam uns shots, Mr. Jet juntou as pontas e cozinhou o bolo.
Trata-se de uma banda de BH que toca Rock Gospel, cujo nome, nome dos componentes e dados de contacto foram aqui alterados para evitar alusões comerciais e/ou publicitárias. De qualquer forma trata-se dum “work in progress” já que não é de descartar a hipótese de surgirem mais faixas que as 5 já previstas, bem como alterações gráficas relacionadas com questões de marketing e com a ideologia específica da religião/igreja que os membros praticam.

Assim nasceu este Passion of Christ que aqui se publica em 1ª mão, e que de alguma forma é alusivo à época de Páscoa que se aproxima.
Tema já abordado de várias formas por diversos autores sob diferentes ângulos ao longo dos anos, sendo a versão cinematográfica de Mel Gibson em 2004 uma das mais recentes.

Não quero deixar de colocar aqui uma breve reflexão (divagação)… e se Cristo voltasse à Terra e (por azar) “aterrasse” em Portugal? Bem…
Provavelmente teria uma infância meio agitada e mudaria várias vezes de escola para evitar ser vítima de bullying.
Provavelmente agitaria as massas desde o tempo do liceu, incompreendido por alguns, ignorado por outros.
Provavelmente cursaria algo do tipo Ciências Sociais e Humanas ou Jornalismo, e abandonaria a meio caminho.
Provavelmente abraçaria o Bloco de Esquerda onde as suas ideias e forma de estar rapidamente o conduziriam a um perigoso lugar de destaque.
Provavelmente atingiria um eleitorado maioritariamente composto pela classe média, essa enorme classe em vias de extinção por via de sucessivas medidas que nada mais fazem que contribuir para a aproximação deste País à grande ordem mundial… uma minoria é elite, o resto é paisagem… não há lugar a meios termos.
Tenho seguido com alguma curiosidade e incredulidade ao desenrolar dos “acontecimentos”, culminados por um PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento) surpresa (ou talvez não) que mais parece um Plano de Extinção e Controle. Analistas de vários sectores (e tendências) têm abordado “gentilmente” o assunto. Para mim as consequências são óbvias: a classe média vai para os quintos dos infernos a curto/médio prazo.
O pessoal sempre gostou de presumir… não esquecer que estatísticas demonstram que não ter dinheiro é uma das razões de infelicidade do português, mas MUITO abaixo dos números dos que se sentem infelizes por o vizinho ter mais…
Nas ultimas décadas tem-se assistido a uma classe média que presume ser rica, pois bem… brevemente teremos uma classe baixa (leia-se nula) que irá presumir ser classe média.
É isso… os pobres já não acreditam em mais nada, os ricos e/ou detentores do poder constituem uma elite cada vez mais fechada e pouco dada a “agitações” (leia-se gente que pensa e faz os outros pensar), a classe média acolheria muito bem esta nova luz e pela sua maioria tornar-se-ia ameaçadora.
A ameaça ao poder instituído seria crescente e obviamente Cristo começaria a dar demasiado nas vistas.
Provavelmente arranjar-lhe-iam uma namorada do CDS, que por sinal era amiga daqueles jornalistas que de vez em quando são “amaldiçoados”, e que tinha um primo que era árbitro de futebol com um Mercedes importado em 2ª mão, e do qual se dizia ter inaugurado lá no bairro uma mercearia sem licença…
O povo começaria a desconfiar da novela (e desconfiar é que está a dar) e ser-lhe-ia instaurado um sumaríssimo ou um Inquérito Parlamentar daqueles para “inglês ver”.
Seria condenado e morto?
Claro que não, já basta de erros historico/políticos como os que ocorreram com o próprio Jesus ou Martin Luther King p.ex., onde a emenda foi pior que o soneto e o papel de mártir contribuiu para o fortalecimento e expansão dos seguidores.
Ser-lhe-ia instalado um chip com o numero de cartão de cidadão onde seria controlado todo e qualquer espirro que desse, os seus fluidos seriam estudados e reciclados… quem sabe se não seriam anunciados como cura para uma nova pandemia (ou pantomina) fantasma de gripe, e seriam abolidos os noticiários de TV em que fosse convidado bem como extintas as revistas onde concedesse entrevistas.
Magnanimamente ser-lhe-ia oferecido um lugar de caixa num supermercado (desde que não falasse nada mais que futebol e novelas) ou uma honrosa colocação na Embaixada das Ilhas Cayman.
Teria uma velhice com uma confortável reforma e um dia (como diria Chico Buarque)… Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.

Fácil apontar as culpas para um senhor A ou um governo B… o que se passa é que temos um povo “lixado” e um (des)governo de séculos. O que acontece é que, à boa época dos 60, grande parte da população anda “distraída” com a boa campanha do Benfica.
Facto é que todos os grandes “invasores” mundiais ao longo das épocas (mouros, espanhóis, Napoleão, Hitler, Alexandre o Grande, bárbaros nórdicos e tantos outros) não tiveram por cá muito tempo ou nem sequer cá puseram os pés. O único que pôs o dedo na ferida foi Júlio César que disse: “Aquilo é um povo que não se governa nem se deixa governar”!

Não vou aprofundar aqui estas questões já que me parece matéria abordável num próximo Awaken, onde a análise politica/social/económica poderá ser tema… provavelmente.

Deixar aqui também a minha homenagem a um humano já desaparecido, por sinal um génio musical e não só, que a seu tempo mexeu com os poderes instituídos da sociedade norte americana com um poder de crítica, humor e expressão incomparáveis. Não sei onde estás Frank Zappa, no inferno não de certeza porque nem o Diabo te aguenta, mas se estás a ouvir só tenho pana que não tenhas reescrito ou feito a tua própria versão do Jesus Christ Superstar… ia ser lindo, oh se ia :-)
Bem, pode ser que eu ainda me resolva a escrever e produzir uma ópera rock com esse tema, não á la Zappa mas à la Jet, onde o Xerjinho será o Cristo (nasceu para sofrer pois claro) e quanto ao resto dos figurantes logo abro inscrições para o casting.

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