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Prisão domiciliária.

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Outros

2012-01-23 20:27:56
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descrição
Ainda envolto no amor viscoso do líquido maternal, chamaram-te Pégaso. E os teus primeiros passos foram voados na coisa tentada que é a primeira vez. Foste concebido num caldeirão de ilusões, receita comprada aos deuses da ventura - esses que moram no espaço dos joelhos mas propagam mil vezes o tamanho da tua altura. Chamaram-te um nome e, logo ali, o pioneiro engano.
Descobriste - duras dores e sabe-se lá quantas saladas de humores - a verdade dos caminhos, estreitos de bermas com espinhos, ásperos ao toque e os buracos que tatuam as cicatrizes, hoje claras sem castelos de sonho, eternizadas. Assim que te livraste da entrelaçada protecção, aflita se tornou a tua crina, encrespadas as buscas das refeições. E verde, o capim.
Demoraste a resolver, pois nada resolvido te tinham proposto. A busca queimou-te as articulações, o sim que afirmavas de cabeça no chão, o dorso que se tornou capricho dos outros, a quem nunca ouviste senão a voz da obediência. Não tiveste infância e nenhum parque infantil se lembra disso, malditos sejam porque apodrecem antes de te servires deles como a gosto se vestiria o teu sorriso.
Tão cedo nasceste, verde sem fim e a pensar descolar. Tão certo morreste, a vida agarrada ao prato rotina, menu da ciência de carregar o peso de quem te galopa. Hoje, marcas passo na distância. Não passa do fermento inquinado da idade, riscas nas árvores a afirmar os dias e, de vez em quando, aparecem uns braços a celebrar-te o nascimento. Para nada, relinchas agora e esperneias ao longe, quando não moram olhos por cima das tuas feridas. Brincas somente na casualidade.
E não mais te lembraste que te chamaram Pégaso, muito antes do chão, ainda antes da dor e muitas gaiolas antes de perceberes onde não chegas, onde não estás - nos campos abertos da palavra liberdade.
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/200
Abertura: f/9
ISO: 200
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist.Focal: 18 mm

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  • galardão popular
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Prisão domiciliária.
Ainda envolto no amor viscoso do líquido maternal, chamaram-te Pégaso. E os teus primeiros passos foram voados na coisa tentada que é a primeira vez. Foste concebido num caldeirão de ilusões, receita comprada aos deuses da ventura - esses que moram no espaço dos joelhos mas propagam mil vezes o tamanho da tua altura. Chamaram-te um nome e, logo ali, o pioneiro engano.
Descobriste - duras dores e sabe-se lá quantas saladas de humores - a verdade dos caminhos, estreitos de bermas com espinhos, ásperos ao toque e os buracos que tatuam as cicatrizes, hoje claras sem castelos de sonho, eternizadas. Assim que te livraste da entrelaçada protecção, aflita se tornou a tua crina, encrespadas as buscas das refeições. E verde, o capim.
Demoraste a resolver, pois nada resolvido te tinham proposto. A busca queimou-te as articulações, o sim que afirmavas de cabeça no chão, o dorso que se tornou capricho dos outros, a quem nunca ouviste senão a voz da obediência. Não tiveste infância e nenhum parque infantil se lembra disso, malditos sejam porque apodrecem antes de te servires deles como a gosto se vestiria o teu sorriso.
Tão cedo nasceste, verde sem fim e a pensar descolar. Tão certo morreste, a vida agarrada ao prato rotina, menu da ciência de carregar o peso de quem te galopa. Hoje, marcas passo na distância. Não passa do fermento inquinado da idade, riscas nas árvores a afirmar os dias e, de vez em quando, aparecem uns braços a celebrar-te o nascimento. Para nada, relinchas agora e esperneias ao longe, quando não moram olhos por cima das tuas feridas. Brincas somente na casualidade.
E não mais te lembraste que te chamaram Pégaso, muito antes do chão, ainda antes da dor e muitas gaiolas antes de perceberes onde não chegas, onde não estás - nos campos abertos da palavra liberdade.
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Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/200
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