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Registos Fotográficos e/ou Fotografias

Gonçalo Afonso Dias
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Registos Fotográficos e/ou Fotografias

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Fotojornalismo

2012-02-13 00:41:30
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Há uma diferença considerável entre um "Registo Fotográfico" e uma Fotografia.

Um registo ou "Registo" - em português do Brasil (sou insensível ao Acordo Ortográfico...) pode resultar numa Fotografia. Já o inverso não é, de todo, válido.

A imagem que aqui edito é um registo. Como muitas outras que tenho partilhado.

Desde logo porque é feita em movimento, dentro de um automóvel, num bairro onde é impensável fotografar "à vontade" - a menos que se esteja acompanhado de meia dúzia de seguranças... Por isso, não é precedida de qualquer reflexão ou de qualquer ensaio. "Disparar" em movimento, nos bairros periféricos de Luanda, acarreta, ainda assim um considerável risco.

Perdi a conta às situações de alguma tensão quando, por ex. o trânsito parou e fui alvo de atitudes (pedras e pancadas nos vidros, ameaças físicas, etc.).

É preciso contextualizar para melhor entender: Angola viveu durante 30 anos num regime de "Partido Único" onde, por lei era proibido fotografar. Essa herança permanece no espírito da população. Fotografar é sinónimo de captar imagens da miséria que se constata para denegrir o país no estrangeiro.

Imaginem pois, que, se por cá, fotografar livremente na rua origina frequentemente (digo por experiência própria) situações complicadas o que não é um europeu, num bairro denso e pejado de gente em situações limite, estar a fotografar descontraidamente...

Mesmo dentro de um automóvel é preciso algum destemor.

Para um fotógrafo, apaixonado pelo fotojornalismo, é, apesar de tudo uma tentação - fazer registos de tudo, documentos de uma época mais ou menos focados, melhor ou pior enquadrados.



Por isso, não faz sentido, no meu entender, comentar uma Fotografia pensada, enquadrada com tempo, afinada no que confere à exposição ou à velocidade como "um registo".

Quando circulo por zonas de maior risco, apenas preparo antecipadamente a máquina em função da luz (o ISO) ou da velocidade em que supostamente vou trabalhar.



Faço, nessas circunstâncias muitos registos. Alguns, fruto da experiência e da acutilância assumem, posteriormente, a qualidade de "Fotografias".



Neste caso trata-se de um registo captado numa das ruas mais densas e complicadas de um bairro enorme na periferia de Luanda - o Bairro da Samba.

Retrata um quotidiano duro. As pessoas que moram nestes bairros optam por se levantar de madrugada e fazer quilómetros a pé até aos seus locais de trabalho. - Porque não têm alternativa. Não há transportes colectivos e os "táxis populares, vulgo "Kandongueiros" não dão conta do recado.



A estrada é, nas horas de ponta, uma amálgama de carros, pessoas apressadas, miúdos a vender jornais e tudo o que se possa imaginar.
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Há uma diferença considerável entre um "Registo Fotográfico" e uma Fotografia.

Um registo ou "Registo" - em português do Brasil (sou insensível ao Acordo Ortográfico...) pode resultar numa Fotografia. Já o inverso não é, de todo, válido.

A imagem que aqui edito é um registo. Como muitas outras que tenho partilhado.

Desde logo porque é feita em movimento, dentro de um automóvel, num bairro onde é impensável fotografar "à vontade" - a menos que se esteja acompanhado de meia dúzia de seguranças... Por isso, não é precedida de qualquer reflexão ou de qualquer ensaio. "Disparar" em movimento, nos bairros periféricos de Luanda, acarreta, ainda assim um considerável risco.

Perdi a conta às situações de alguma tensão quando, por ex. o trânsito parou e fui alvo de atitudes (pedras e pancadas nos vidros, ameaças físicas, etc.).

É preciso contextualizar para melhor entender: Angola viveu durante 30 anos num regime de "Partido Único" onde, por lei era proibido fotografar. Essa herança permanece no espírito da população. Fotografar é sinónimo de captar imagens da miséria que se constata para denegrir o país no estrangeiro.

Imaginem pois, que, se por cá, fotografar livremente na rua origina frequentemente (digo por experiência própria) situações complicadas o que não é um europeu, num bairro denso e pejado de gente em situações limite, estar a fotografar descontraidamente...

Mesmo dentro de um automóvel é preciso algum destemor.

Para um fotógrafo, apaixonado pelo fotojornalismo, é, apesar de tudo uma tentação - fazer registos de tudo, documentos de uma época mais ou menos focados, melhor ou pior enquadrados.



Por isso, não faz sentido, no meu entender, comentar uma Fotografia pensada, enquadrada com tempo, afinada no que confere à exposição ou à velocidade como "um registo".

Quando circulo por zonas de maior risco, apenas preparo antecipadamente a máquina em função da luz (o ISO) ou da velocidade em que supostamente vou trabalhar.



Faço, nessas circunstâncias muitos registos. Alguns, fruto da experiência e da acutilância assumem, posteriormente, a qualidade de "Fotografias".



Neste caso trata-se de um registo captado numa das ruas mais densas e complicadas de um bairro enorme na periferia de Luanda - o Bairro da Samba.

Retrata um quotidiano duro. As pessoas que moram nestes bairros optam por se levantar de madrugada e fazer quilómetros a pé até aos seus locais de trabalho. - Porque não têm alternativa. Não há transportes colectivos e os "táxis populares, vulgo "Kandongueiros" não dão conta do recado.



A estrada é, nas horas de ponta, uma amálgama de carros, pessoas apressadas, miúdos a vender jornais e tudo o que se possa imaginar.
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