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Roda dos enjeitados

Marina Aguiar
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História/Roda dos enjeitados
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Roda dos enjeitados

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História

2010-03-22 15:29:04
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descrição
Estas rodas eram cilindros giratórios com uma grande cavidade lateral que se colocavam junto às portarias dos conventos. Existiam sobretudo nos mosteiros de clausura. Inicialmente serviam de meio de comunicação entre o interior e o exterior do convento. Na abertura lateral, eram colocados objectos pelas pessoas que se encontravam no exterior. Após a colocação do objecto, aquele que se encontrava no exterior tocava uma sineta e a irmã "rodeira", no interior do convento, aí fazia girar a roda, retirando de seguida os objectos aí colocados.

Mais tarde começaram a colocar crianças enjeitadas ou fruto de ligações "inconvenientes". Estes "filhos de ninguém" eram, muitas vezes, filhos de raparigas pobres, fruto de relações proibidas, ou mesmo crianças encontradas por eremitas que as recolhiam e as educavam até as colocarem na Roda. Por vezes as mães dos enjeitados deixavam algumas marcas identificativas (fitinhas, pequenos bordados com monogramas, medalhinhas), a fim de, um dia mais tarde, as poderem recuperar. Quando atingiam a idade de aprendizagem, as crianças eram transferidas para a Casa Pia, uma instituição de acolhimento que as educava e preparava para a vida adulta.

De tanto ser usada, a roda acabou por se tornar legítima chegando a ser oficializada nos finais do século XVIII e a receber a designação de Roda dos Expostos ou dos Enjeitados. O intendente geral da Polícia do Reino, Pina Manique, reconheceu oficialmente a instituição da roda através da circular de 24 de Maio de 1783, com o objectivo de pôr fim aos infanticídios e acabar com o horroroso comércio ilegal de crianças portuguesas na raia, onde os espanhóis as vinham comprar. A Roda dos Enjeitados passou a existir em todas as terras, vindo a perder a sua importância e uso com o advento do Liberalismo em Portugal, na primeira metade do século XIX.
………………………………………
A roda representada nesta imagem (do Mosteiro de S. Dinis, em Odivelas) segundo consta, apenas foi utilizada para venda dos famosos doces conventuais elaborados pelas freiras que ali residiram.
……………………………………
A "roda dos enjeitados" foi criada em Marselha, em França, em 1188. Mas foi apenas na década seguinte que o seu uso se popularizou. Na ocasião, chocado com o número de bebés mortos encontrados no Rio Tibre, o papa Inocêncio III mandou que o sistema fosse adoptado nos territórios da Igreja. No fim do século XIX, o Hospital Santo Spirito, próximo ao Vaticano, um dos primeiros a dispor da "roda dos enjeitados", chegou a receber cerca de 3.000 bebés abandonados por ano. Sobrenomes comuns de famílias italianas teriam origem na "roda dos enjeitados". Entre eles, Esposito, que vem de "exposto" e Innocenti (alusão à inocência infantil). Um dos mais famosos usuários da "roda" foi o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), que abandonou os cinco filhos que teve com a serviçal Thérèse le Vasseur.

(Fontes: http: WWW.flickr.; http:veja.abril.com;
http:www.infopedia)


exif / informação técnica
Máquina: SONY
Modelo: DSC-H7
Exposição: 10/400
Abertura: f/2.8
ISO: 125
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist.Focal: 5.6 mm

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Roda dos enjeitados
Estas rodas eram cilindros giratórios com uma grande cavidade lateral que se colocavam junto às portarias dos conventos. Existiam sobretudo nos mosteiros de clausura. Inicialmente serviam de meio de comunicação entre o interior e o exterior do convento. Na abertura lateral, eram colocados objectos pelas pessoas que se encontravam no exterior. Após a colocação do objecto, aquele que se encontrava no exterior tocava uma sineta e a irmã "rodeira", no interior do convento, aí fazia girar a roda, retirando de seguida os objectos aí colocados.

Mais tarde começaram a colocar crianças enjeitadas ou fruto de ligações "inconvenientes". Estes "filhos de ninguém" eram, muitas vezes, filhos de raparigas pobres, fruto de relações proibidas, ou mesmo crianças encontradas por eremitas que as recolhiam e as educavam até as colocarem na Roda. Por vezes as mães dos enjeitados deixavam algumas marcas identificativas (fitinhas, pequenos bordados com monogramas, medalhinhas), a fim de, um dia mais tarde, as poderem recuperar. Quando atingiam a idade de aprendizagem, as crianças eram transferidas para a Casa Pia, uma instituição de acolhimento que as educava e preparava para a vida adulta.

De tanto ser usada, a roda acabou por se tornar legítima chegando a ser oficializada nos finais do século XVIII e a receber a designação de Roda dos Expostos ou dos Enjeitados. O intendente geral da Polícia do Reino, Pina Manique, reconheceu oficialmente a instituição da roda através da circular de 24 de Maio de 1783, com o objectivo de pôr fim aos infanticídios e acabar com o horroroso comércio ilegal de crianças portuguesas na raia, onde os espanhóis as vinham comprar. A Roda dos Enjeitados passou a existir em todas as terras, vindo a perder a sua importância e uso com o advento do Liberalismo em Portugal, na primeira metade do século XIX.
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A roda representada nesta imagem (do Mosteiro de S. Dinis, em Odivelas) segundo consta, apenas foi utilizada para venda dos famosos doces conventuais elaborados pelas freiras que ali residiram.
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A "roda dos enjeitados" foi criada em Marselha, em França, em 1188. Mas foi apenas na década seguinte que o seu uso se popularizou. Na ocasião, chocado com o número de bebés mortos encontrados no Rio Tibre, o papa Inocêncio III mandou que o sistema fosse adoptado nos territórios da Igreja. No fim do século XIX, o Hospital Santo Spirito, próximo ao Vaticano, um dos primeiros a dispor da "roda dos enjeitados", chegou a receber cerca de 3.000 bebés abandonados por ano. Sobrenomes comuns de famílias italianas teriam origem na "roda dos enjeitados". Entre eles, Esposito, que vem de "exposto" e Innocenti (alusão à inocência infantil). Um dos mais famosos usuários da "roda" foi o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), que abandonou os cinco filhos que teve com a serviçal Thérèse le Vasseur.

(Fontes: http: WWW.flickr.; http:veja.abril.com;
http:www.infopedia)


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