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rodrigo belavista
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Outros/Ter sentido.
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Outros/Ter sentido.
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descrição
Andou a pesquisar, no caderninho dos porquês, o porquê de assim se encontrar.
Descobriu, nos mais rápidos sete segundos que conheceu, a razão. Essa palavra temor que não vive das margens, que não sente emoção fingida, que não vive só pela existência de oxigénio. Descobriu-se, mil olhos deitados sobre si e um amar repentino que é coisa de adolescente. Ou de ser graúdo a comer no prato da idade da gente.
Andou a buscar as raízes de um capítulo, caiu de costas enrolado a um novelo, achou-se observado no olhado de um colete geometricamente tecido. Ainda que se tivesse admirado, não lhe achou o peso do sentido.
Saiu de um campo verde a fugir, migalhas a cair da boca e andar lunar, pés molhados até aos cotovelos. A descoberta do fogo e, logo após, o acender de um rastilho. Nada disto queimou as pestanas aos olhares incumbidos.
Andou a tentar-se. Esqueceu as vezes de Marte, escolhendo a do sentir.
Mil olhos permaneceram, atentos. E ele, que andou a pesquisar os seus medos, descobriu a extinção, nevoeiro que não deixa ver, barca sem medo que rema em frente. E, em frente, sufocariam mil olhos e dois perceberiam - a pestanejar - que és tu quem os faz sorrir.
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/60
Abertura: f/5.6
ISO: 200
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist.Focal: 37 mm

favorita de 29
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Ter sentido.
Andou a pesquisar, no caderninho dos porquês, o porquê de assim se encontrar.
Descobriu, nos mais rápidos sete segundos que conheceu, a razão. Essa palavra temor que não vive das margens, que não sente emoção fingida, que não vive só pela existência de oxigénio. Descobriu-se, mil olhos deitados sobre si e um amar repentino que é coisa de adolescente. Ou de ser graúdo a comer no prato da idade da gente.
Andou a buscar as raízes de um capítulo, caiu de costas enrolado a um novelo, achou-se observado no olhado de um colete geometricamente tecido. Ainda que se tivesse admirado, não lhe achou o peso do sentido.
Saiu de um campo verde a fugir, migalhas a cair da boca e andar lunar, pés molhados até aos cotovelos. A descoberta do fogo e, logo após, o acender de um rastilho. Nada disto queimou as pestanas aos olhares incumbidos.
Andou a tentar-se. Esqueceu as vezes de Marte, escolhendo a do sentir.
Mil olhos permaneceram, atentos. E ele, que andou a pesquisar os seus medos, descobriu a extinção, nevoeiro que não deixa ver, barca sem medo que rema em frente. E, em frente, sufocariam mil olhos e dois perceberiam - a pestanejar - que és tu quem os faz sorrir.
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Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/60
Abertura: f/5.6
ISO: 200
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist.Focal: 37 mm


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