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Um saltar cego.

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Outros

2012-01-10 19:32:09
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descrição
Jamais tentaria saltar um salto que não lhe fosse favorável, a altura do obstáculo e o medo de ficar sem pernas no caminho. Aconteceu-lhe, mil páginas depois de outros tantos livros não lidos, a vontade de o tentar. Não fosse a concentração e nada disso lhe seria possível, emigrante dos sentimentos, refugiado do consolo a roçar o medíocre. Vieram outros, palmadinhas nas costas que são o oposto do peito, dizer-lhe que o salto seria a vitória sobre o imposto, rumo delineado por ninguém, sombra dos olhos quase fechados e uma bagagem de anos cozinhados nas mais inquietas refeições da alma. Se não tivesse, se não se tivesse mal parido, talvez nunca os encontrasse - fios de nada e a armadilha de se ver caçado como os coelhos, os pássaros, os ursos. Ao olhar daquela fronteira percebe que existe outra, lado de lá a confrontar os limites do absurdo e a crescer vieram dúvidas e medos - todos em catadupa - que lhe torceram os pulsos e encarceraram a articulação dos gestos. No dia que consiga não ser o que tem sido, salta ambas de uma só vez. Ou tropeça no que poderiam ter sido três mil dias de Outubro, chávena pingada e um ramo de flores a morder-lhe os pés.
Jamais tentaria saltar aquele salto, imposição tardia, secura da pele vinculada aos dias. Quando o fizer, deixará de ser o ponto de encontro entre a vontade e a cobardia. Chamaram-lhe pedestre descalço, agora conquistou um par de asas que voam no enquanto. Até que o sol o faça cair a prumo, joelhos arqueados e o rosto enterrado no medo do chão.
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/320
Abertura: f/8
ISO: 200
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist.Focal: 200 mm

favorita de 21
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Um saltar cego.
Jamais tentaria saltar um salto que não lhe fosse favorável, a altura do obstáculo e o medo de ficar sem pernas no caminho. Aconteceu-lhe, mil páginas depois de outros tantos livros não lidos, a vontade de o tentar. Não fosse a concentração e nada disso lhe seria possível, emigrante dos sentimentos, refugiado do consolo a roçar o medíocre. Vieram outros, palmadinhas nas costas que são o oposto do peito, dizer-lhe que o salto seria a vitória sobre o imposto, rumo delineado por ninguém, sombra dos olhos quase fechados e uma bagagem de anos cozinhados nas mais inquietas refeições da alma. Se não tivesse, se não se tivesse mal parido, talvez nunca os encontrasse - fios de nada e a armadilha de se ver caçado como os coelhos, os pássaros, os ursos. Ao olhar daquela fronteira percebe que existe outra, lado de lá a confrontar os limites do absurdo e a crescer vieram dúvidas e medos - todos em catadupa - que lhe torceram os pulsos e encarceraram a articulação dos gestos. No dia que consiga não ser o que tem sido, salta ambas de uma só vez. Ou tropeça no que poderiam ter sido três mil dias de Outubro, chávena pingada e um ramo de flores a morder-lhe os pés.
Jamais tentaria saltar aquele salto, imposição tardia, secura da pele vinculada aos dias. Quando o fizer, deixará de ser o ponto de encontro entre a vontade e a cobardia. Chamaram-lhe pedestre descalço, agora conquistou um par de asas que voam no enquanto. Até que o sol o faça cair a prumo, joelhos arqueados e o rosto enterrado no medo do chão.
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Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 450D
Exposição: 1/320
Abertura: f/8
ISO: 200
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Flash: Não
Dist.Focal: 200 mm


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