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Violeta Teixeira
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Retratos/ANGUSTIADA, A MADRUGADA… (leia-se)
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ANGUSTIADA, A MADRUGADA… (leia-se)

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Retratos

2018-08-10 01:05:10
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Angustiada, a madrugada, não faz silêncio,
Mas é de uma tal opacidade, que recusa
A permissão de escolha da vontade, para a busca
Da liberdade, da liberdade, sem culpa do sujeito.
Ou do sujeito-objecto? Este, que não vê o Eu de Si.
Nem se sente um Ser do mundo, um Ser existente.
Insisto, todavia, nas perguntas adiadas, da última
Madrugada: o que é o Ser? O que é a realidade?
Como fazer essa descoberta filosófica? Ficará
Suspensa na opacidade desta e de outras
Madrugadas. Disso, estarei certa? Serei,
Para todo o sempre, uma Interrogação?
Questiono o Infinito-Finito, sabendo bem
Da vanidade desse coração que não pulsa,
Nem veias cósmicas tem. Celebro, contudo,
A vitória da aceitação do Absurdo, porque a existência do ser humano, segundo Karl Jaspers, «Só o poderá Ser na medida em
Que deixar de ser objectoPara si…». Ora, nunca
Serei existente, repito, se não consigo ver
O Eu de Mim, se não encontro «a possibilidade
De superar o processo infinito da orientação do mundo: a superação que abre caminho ao esclarecimento da Existência...». Por que continuo atada ao filósofo, acima, citado? Ignoro. Entrou-me
Em casa, alto, de fato cinzento, engravatado,
E, como se estivesse num palco, começou
A pregar, olhos nos olhos, seguro da sua verdade
Existencialista. Emudeci. Sim! Já o conhecia,
Há muitos anos, mas tinha a mente opaca,
Como opaca está esta madrugada. Concluio,
Lançando no fumo do meu cigarro, sempre
Aceso, que o ser humano só o é, «Enquanto projecto
Existencial concreto.» Basta! Acabei por dizer,
De pé, e fui ao encontro de Sartre, lido e relido,
Bem longe da universidade, apaixonadamente.
Dou por findo este poema, inconclusivo,
Transcrevendo o que recordo no agora, ao raiar
Do dia: «O sujeito é constrangido a ser livre, uma vez
Que, para o ser, se tem que escolher a si mesmo.»

Violeta Teixeira, inédito
exif / informação técnica
Máquina: LEICA
Modelo: C-LUX 1
Exposição: 1/30 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/2.8
ISO: 80
Dist.Focal: 4.6mm
Dist.Focal (35mm): 28 mm
Software: PhotoScape

favorita de 60
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Violeta Teixeira

Violeta Teixeira

olhares.com/violetateixeira
Funchal / Lisboa / Leiria,Portugal
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Angustiada, a madrugada, não faz silêncio,
Mas é de uma tal opacidade, que recusa
A permissão de escolha da vontade, para a busca
Da liberdade, da liberdade, sem culpa do sujeito.
Ou do sujeito-objecto? Este, que não vê o Eu de Si.
Nem se sente um Ser do mundo, um Ser existente.
Insisto, todavia, nas perguntas adiadas, da última
Madrugada: o que é o Ser? O que é a realidade?
Como fazer essa descoberta filosófica? Ficará
Suspensa na opacidade desta e de outras
Madrugadas. Disso, estarei certa? Serei,
Para todo o sempre, uma Interrogação?
Questiono o Infinito-Finito, sabendo bem
Da vanidade desse coração que não pulsa,
Nem veias cósmicas tem. Celebro, contudo,
A vitória da aceitação do Absurdo, porque a existência do ser humano, segundo Karl Jaspers, «Só o poderá Ser na medida em
Que deixar de ser objectoPara si…». Ora, nunca
Serei existente, repito, se não consigo ver
O Eu de Mim, se não encontro «a possibilidade
De superar o processo infinito da orientação do mundo: a superação que abre caminho ao esclarecimento da Existência...». Por que continuo atada ao filósofo, acima, citado? Ignoro. Entrou-me
Em casa, alto, de fato cinzento, engravatado,
E, como se estivesse num palco, começou
A pregar, olhos nos olhos, seguro da sua verdade
Existencialista. Emudeci. Sim! Já o conhecia,
Há muitos anos, mas tinha a mente opaca,
Como opaca está esta madrugada. Concluio,
Lançando no fumo do meu cigarro, sempre
Aceso, que o ser humano só o é, «Enquanto projecto
Existencial concreto.» Basta! Acabei por dizer,
De pé, e fui ao encontro de Sartre, lido e relido,
Bem longe da universidade, apaixonadamente.
Dou por findo este poema, inconclusivo,
Transcrevendo o que recordo no agora, ao raiar
Do dia: «O sujeito é constrangido a ser livre, uma vez
Que, para o ser, se tem que escolher a si mesmo.»

Violeta Teixeira, inédito
Tag’s: Retrato,mulher,cafetaria,mesas
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Máquina: LEICA
Modelo: C-LUX 1
Exposição: 1/30 sec
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Abertura: f/2.8
ISO: 80
Dist.Focal: 4.6mm
Dist.Focal (35mm): 28 mm
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