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Manuela Azevedo
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Paisagem Natural/Árvores do Alentejo
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Paisagem Natural/Árvores do Alentejo
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Árvores do Alentejo

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Paisagem Natural

2012-03-30 22:05:49
comentários (97) galardões descrição exif favorita de (28)
descrição
Na Rota da Mina de São Domingos
Viagem até ao Pomarão
Este roteiro mostra-nos imagens onde são visíveis vestígios da exploração e transformação do minério do ponto de vista geológico e, seguindo o percurso do minério até ao embarque no porto fluvial, o Pomarão, uma aldeia, com cerca de 30 habitantes, que fora em tempos um porto fluvial de grande importância, quando do Guadiana partiram barcos carregados de minério. Agora está transformado em cais de pequenos veleiros.
Existe, naturalmente, o aspeto social que não foi aqui mostrado: as habitações dos mineiros, o palacete da residência da administração, o cemitério dos ingleses, os escritórios com uma torre onde, ainda hoje existem vestígios de um relógio visível de grande parte da mina, os campos de jogos, a igreja, os correios, o hospital, o parque escolar, que chegou a ter 16 salas de aula do 1º ciclo a funcionar em simultâneo, etc.
A empresa de extracção mineira da Mina de S. Domingos “Mason and Barry” foi durante mais de um século, 1857 a 1967, a principal entidade empregadora de mão-de-obra no concelho de Mértola, se não do distrito de Beja. Cerca de três mil funcionários e suas famílias dependeram da actividade mineira durante mais de um século. A própria povoação, propriedade da empresa, nasceu e cresceu da necessidade desta, visando fixar os operários para o seu desenvolvimento.
A falência desta empresa, declarada oficialmente em 25 de Abril de 1968, provocou o êxodo, rumo a todas as latitudes. O concelho viu em poucos anos a sua população reduzida de 32 000 para menos de 10 000 habitantes. (Liga dos amigos da mina de São Domingos)
Quando deixamos a Mina de São Domingos em direção ao Pomarão, observamos uma paisagem um pouco árida, mas com pormenores de grande beleza, como por exemplo algumas árvores, mas não podemos deixar de pensar, “Nas minas, a paisagem é avassaladora. A terra é vermelha, ocre do cobre, amarelo do enxofre. Aqui, a natureza oferece-nos um cenário que chega a ser estranho e avassalador. Existem vestígios de edifícios, pontes, linhas férreas que agora estão em ruínas. A vegetação é escassa (urze rosa e eucaliptos) tal como a fauna, embora se possa avistar algumas cegonhas brancas nas chaminés das minas. Apesar disto, estamos perante uma paisagem que prende o olhar de quem lá vai. A paisagem fascina, sentimo-nos pequenos perante a imponência do que ali se passou.
As "águas ácidas" que vão escorrendo devido à chuva, etc. são prejudiciais para os solos, contaminando-os, para os ecossistemas existentes perto das minas, e para linhas de água, nomeadamente a Ribeira de São Domingos, afluente do rio Chança”.
http://www.minasaodomingos.comyr.com/index.html
_____________________________________________________
Árvores do Alentejo
Horas mortas? Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido? e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro e giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
pedindo a Deus a minha gota de água.
Florbela Espanca
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 550D
Exposição: 1/125
Abertura: f/11
ISO: 100
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist.Focal: 18 mm

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Na Rota da Mina de São Domingos
Viagem até ao Pomarão
Este roteiro mostra-nos imagens onde são visíveis vestígios da exploração e transformação do minério do ponto de vista geológico e, seguindo o percurso do minério até ao embarque no porto fluvial, o Pomarão, uma aldeia, com cerca de 30 habitantes, que fora em tempos um porto fluvial de grande importância, quando do Guadiana partiram barcos carregados de minério. Agora está transformado em cais de pequenos veleiros.
Existe, naturalmente, o aspeto social que não foi aqui mostrado: as habitações dos mineiros, o palacete da residência da administração, o cemitério dos ingleses, os escritórios com uma torre onde, ainda hoje existem vestígios de um relógio visível de grande parte da mina, os campos de jogos, a igreja, os correios, o hospital, o parque escolar, que chegou a ter 16 salas de aula do 1º ciclo a funcionar em simultâneo, etc.
A empresa de extracção mineira da Mina de S. Domingos “Mason and Barry” foi durante mais de um século, 1857 a 1967, a principal entidade empregadora de mão-de-obra no concelho de Mértola, se não do distrito de Beja. Cerca de três mil funcionários e suas famílias dependeram da actividade mineira durante mais de um século. A própria povoação, propriedade da empresa, nasceu e cresceu da necessidade desta, visando fixar os operários para o seu desenvolvimento.
A falência desta empresa, declarada oficialmente em 25 de Abril de 1968, provocou o êxodo, rumo a todas as latitudes. O concelho viu em poucos anos a sua população reduzida de 32 000 para menos de 10 000 habitantes. (Liga dos amigos da mina de São Domingos)
Quando deixamos a Mina de São Domingos em direção ao Pomarão, observamos uma paisagem um pouco árida, mas com pormenores de grande beleza, como por exemplo algumas árvores, mas não podemos deixar de pensar, “Nas minas, a paisagem é avassaladora. A terra é vermelha, ocre do cobre, amarelo do enxofre. Aqui, a natureza oferece-nos um cenário que chega a ser estranho e avassalador. Existem vestígios de edifícios, pontes, linhas férreas que agora estão em ruínas. A vegetação é escassa (urze rosa e eucaliptos) tal como a fauna, embora se possa avistar algumas cegonhas brancas nas chaminés das minas. Apesar disto, estamos perante uma paisagem que prende o olhar de quem lá vai. A paisagem fascina, sentimo-nos pequenos perante a imponência do que ali se passou.
As "águas ácidas" que vão escorrendo devido à chuva, etc. são prejudiciais para os solos, contaminando-os, para os ecossistemas existentes perto das minas, e para linhas de água, nomeadamente a Ribeira de São Domingos, afluente do rio Chança”.
http://www.minasaodomingos.comyr.com/index.html
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Árvores do Alentejo
Horas mortas? Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido? e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro e giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
pedindo a Deus a minha gota de água.
Florbela Espanca
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Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 550D
Exposição: 1/125
Abertura: f/11
ISO: 100
MeteringMode: Pattern
Flash: Não
Dist.Focal: 18 mm