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Arquitetura/Athinón*
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Arquitetura/Athinón*
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descrição
Athinón*

Em pontas de pés, olhou por cima do ombro e logo lhe pressentiu a vida desde a idade mais antiga do nome – Athinón. Sobre si, o céu do tamanho das estações onde o sangue se torna mais rápido e interrompe a linha que faz avançar o tempo.
Descalçou as sombras e apanhou a estrada à procura dos frutos que amadurecem fora das estações, desde a Ágora até à Acrópole, esse caminho sem idade onde a pele das palavras e a vulgaridade da linguagem são varridas para debaixo dos pés. A estrada inclinava, mas os passos, cada vez mais seguros, já só habitavam a música, as vozes, os aplausos e risos, a respiração suspensa e todas as certezas dentro do Amor. E todo ele parecia levitar sobre a vida que inaugura instantes, essa que ali, mesmo ao lado do mundo, se esquece do frio da cama, do colchão sem molas e do palco de carne e osso onde os poetas trocam os versos por leite e pão.
É, por fim, chegado ao Alto, espantado de vida, indiferente à morte porque só os deuses anunciam milagres com as mãos e em cada poema cabe todo o tempo que o relógio não contou, um tempo incógnito, quase anónimo, tempo próximo da luz, por isso dorme o que ainda não sonhou: a mais perfeita Verdade em monólogo.

* Atenas
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D610
Exposição: 1/60 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/8
ISO: 220
Dist.Focal: 70mm
Dist.Focal (35mm): 70 mm
Software: Adobe Photoshop CS6 (Windows)

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Athinón*

Em pontas de pés, olhou por cima do ombro e logo lhe pressentiu a vida desde a idade mais antiga do nome – Athinón. Sobre si, o céu do tamanho das estações onde o sangue se torna mais rápido e interrompe a linha que faz avançar o tempo.
Descalçou as sombras e apanhou a estrada à procura dos frutos que amadurecem fora das estações, desde a Ágora até à Acrópole, esse caminho sem idade onde a pele das palavras e a vulgaridade da linguagem são varridas para debaixo dos pés. A estrada inclinava, mas os passos, cada vez mais seguros, já só habitavam a música, as vozes, os aplausos e risos, a respiração suspensa e todas as certezas dentro do Amor. E todo ele parecia levitar sobre a vida que inaugura instantes, essa que ali, mesmo ao lado do mundo, se esquece do frio da cama, do colchão sem molas e do palco de carne e osso onde os poetas trocam os versos por leite e pão.
É, por fim, chegado ao Alto, espantado de vida, indiferente à morte porque só os deuses anunciam milagres com as mãos e em cada poema cabe todo o tempo que o relógio não contou, um tempo incógnito, quase anónimo, tempo próximo da luz, por isso dorme o que ainda não sonhou: a mais perfeita Verdade em monólogo.

* Atenas
Tag’s: POV,diagonal,Atenas,Arte Clássica
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