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Arte Digital/Awaken (VII – Torre de Papel)
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Arte Digital/Awaken (VII – Torre de Papel)
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Awaken (VII – Torre de Papel)

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Arte Digital

2008-04-20 23:23:33
comentários (1310) galardões descrição exif favorita de (414)
descrição
TORRE DE BABEL

A Torre de Babel. segundo a narrativa bíblica no Génesis. era uma "torre construída por uma humanidade unida para chegar ao céu. Visto que o homem queria ser como Deus, Deus parou este projecto ao confundir a sua linguagem, para que cada um falasse uma língua diferente". Como resultado, eles já não conseguiam comunicar entre si, e o trabalho foi parado. Os construtores foram depois dispersados as diferentes partes do mundo. Esta história é usada para explicar a existência de muitas línguas e raças diferentes.
Há diversas versões sobre a sua construção, o seu contexto, a sua destruição, inclusivamente a sua altura que segundo as fontes varia entre 212 e 2484 metros.
No conceito histórico, Babel, capital do Império babilónico, era uma cidade-estado extremamente rica e poderosa. Era um centro político, militar, cultural e económico do mundo antigo. Tal qual cidades como Nova York e Paris nos dias actuais, ela recebia grande número de imigrantes de diversas nacionalidades, cada qual falando um idioma diferente.
___________________________________

TORRE DE PAPEL

A Torre de Papel nasceu das cinzas de uma terra queimada, dizimada pelo Anticristo, e com boa ajuda de todos e cada um de nós. Em qualquer época "pós-guerra", seja ela qual for, tem sido uma constante o (re)nascimento de sociedades fluorescentes, "brilhantes", um hino das elites que foram poupadas ao extermínio (que se calhar elas próprias criaram...).

É esta Torre de Papel que irá albergar uma parte da "nossa" sociedade, mas tal como a sua célebre antecedente histórica e outras mais recentes, as suas bases / fundamentos / razões / objectivos estão longe de um urbanismo infalível (se é que isso existe...).

Não é casuística a utilização de um edifício de Oscar Niemayer em BH (invertido e bastante distorcido) sobre uma vista aérea de Lisboa "enevoada".
Cabe aqui uma nota prévia de respeito a Niemeyer, como senhor intemporal da luz e formas em que o ser humano é o "cliente" único de uma obra. Figura incontestada, as suas obras são por demais conhecidas, não esquecendo também o lado humano que projectou uma habitação para o seu motorista numa favela...

Brasília capital de um novo país, símbolo de uma nova era, moderna, bonita, monumental e genuinamente brasileira, será talvez das suas criações / intervenções mais comentadas. A sua referência neste contexto é apenas um dos vários exemplos possíveis, reforçada pelo facto de ser bonita, pensada, filha de “bons pais” e mesmo assim repleta de problemas.
Pretendia-se uma cidade que atendesse às necessidades básicas definidas na Carta de Atenas, habitação, lazer, trabalho e transporte. Além disso, as classes sociais viveriam de forma harmoniosa ocupando espaços iguais e justapostos, evitando-se assim o conflito de classes, intrínseco ao capital.

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exif / informação técnica
Maquina: NORITSU KOKI
Modelo: QSS-29_31

Dos dois objectivos que se tinha em vista, criar uma nova capital símbolo de uma nova era e harmonizar a vida dos seus moradores, só o 1º foi alcançado.

Hoje Brasília conta com uma população segmentada, os que trabalham na cidade símbolo e os que vivem nas cidades satélites. A pobreza e o conflito de classes não ocorre dentro do plano piloto, mas existe em suas bordas... “a realidade brasileira venceu o sonho”. Capital de um país cheio de oposições, de conflitos, não poderia ser diferente - é produto e obra ao mesmo tempo, um simulacro, anacrónica, é linda e monumental escondendo a pobreza e a feiura típica das grandes cidades. Não tem um museu nacional, mas é um enorme museu a céu aberto narrando a construção da identidade nacional.

Cabe distinguir arquitectura e urbanismo... arquitectura tem que ser "boa", ser usada, e se possível "bonita"; urbanismo é uma ciência que engloba muitas outras, e a arte resultante tem que funcionar e ser vivida!

Esta Papel utópica, mas não muito diferente de outras, encerra em si todos os problemas e questões básicas: transito caótico, controle de princípios por conveniência, trabalho infantil, suicídio, dilemas e desentendimentos vários (e não só os linguísticos), confusão entre politica social e partidarismo, interesses de minorias a sobrepor-se ao bem social, reizinhos instalados em tronos instáveis, introdução das velhas máquinas de "consumo" a todos os níveis, chamem-se elas Marijuana ou Loja dos Chineses que proliferam antes das infraestruturas básicas e do pensar regras. No entanto ergue-se, oponente, imponente, brilhante... mas implodindo na sua génese e derretendo como um gelado ao sol!

É essa urbe que a “nossa” Mir vai conhecer, tentar (con)viver com realidades para ela impensáveis.

Tendo perdido a viagem de camelo com o Reis Magos, conseguiu boleia de Ferrari e até começar a dura realidade, lá vai ela em boa (ou má) companhia jetiana cantando a pleno pulmão:

Gingando pela rua
Ao som do Lou Reed
Sempre na sua
Sempre cheio de speed
Segue o seu caminho
Coa merda na algibeira
O Jet Fininho
O freak da Cantareira

Jet Fininho
Uuuuuuh uuuuuuh

(continua nos próximos próximos capítulos…)
________________________________

CRÉDITOS E INFOS GERAIS

Este trabalho foi elaborado há cerca de um ano, mas só agora é possível a sua publicação e encaixe na “série” Awaken.
Fotos base: vista aérea de Lisboa (voo Ibiza - Lisboa) e edifício de Oscar Niemeyer na Pr. Liberdade em BH, by S.
Demais Fotos: Cabo Frio, Buzios, Minas Gerais. Lisboa, Ibiza e sul de Portugal, by S&B.
O Ferrari teve como base modelo à escala 1:10, expandido digitalmente já que eu não tenho dinheiro para vícios (até gasolina poupa este bendito Photoshop CS3).
Fontes de inspiração: SG Mentol, Fanta, Arroz de atum, Niemeyer, B&S…
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Awaken (VII – Torre de Papel)
TORRE DE BABEL

A Torre de Babel. segundo a narrativa bíblica no Génesis. era uma "torre construída por uma humanidade unida para chegar ao céu. Visto que o homem queria ser como Deus, Deus parou este projecto ao confundir a sua linguagem, para que cada um falasse uma língua diferente". Como resultado, eles já não conseguiam comunicar entre si, e o trabalho foi parado. Os construtores foram depois dispersados as diferentes partes do mundo. Esta história é usada para explicar a existência de muitas línguas e raças diferentes.
Há diversas versões sobre a sua construção, o seu contexto, a sua destruição, inclusivamente a sua altura que segundo as fontes varia entre 212 e 2484 metros.
No conceito histórico, Babel, capital do Império babilónico, era uma cidade-estado extremamente rica e poderosa. Era um centro político, militar, cultural e económico do mundo antigo. Tal qual cidades como Nova York e Paris nos dias actuais, ela recebia grande número de imigrantes de diversas nacionalidades, cada qual falando um idioma diferente.
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TORRE DE PAPEL

A Torre de Papel nasceu das cinzas de uma terra queimada, dizimada pelo Anticristo, e com boa ajuda de todos e cada um de nós. Em qualquer época "pós-guerra", seja ela qual for, tem sido uma constante o (re)nascimento de sociedades fluorescentes, "brilhantes", um hino das elites que foram poupadas ao extermínio (que se calhar elas próprias criaram...).

É esta Torre de Papel que irá albergar uma parte da "nossa" sociedade, mas tal como a sua célebre antecedente histórica e outras mais recentes, as suas bases / fundamentos / razões / objectivos estão longe de um urbanismo infalível (se é que isso existe...).

Não é casuística a utilização de um edifício de Oscar Niemayer em BH (invertido e bastante distorcido) sobre uma vista aérea de Lisboa "enevoada".
Cabe aqui uma nota prévia de respeito a Niemeyer, como senhor intemporal da luz e formas em que o ser humano é o "cliente" único de uma obra. Figura incontestada, as suas obras são por demais conhecidas, não esquecendo também o lado humano que projectou uma habitação para o seu motorista numa favela...

Brasília capital de um novo país, símbolo de uma nova era, moderna, bonita, monumental e genuinamente brasileira, será talvez das suas criações / intervenções mais comentadas. A sua referência neste contexto é apenas um dos vários exemplos possíveis, reforçada pelo facto de ser bonita, pensada, filha de “bons pais” e mesmo assim repleta de problemas.
Pretendia-se uma cidade que atendesse às necessidades básicas definidas na Carta de Atenas, habitação, lazer, trabalho e transporte. Além disso, as classes sociais viveriam de forma harmoniosa ocupando espaços iguais e justapostos, evitando-se assim o conflito de classes, intrínseco ao capital.

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Dos dois objectivos que se tinha em vista, criar uma nova capital símbolo de uma nova era e harmonizar a vida dos seus moradores, só o 1º foi alcançado.

Hoje Brasília conta com uma população segmentada, os que trabalham na cidade símbolo e os que vivem nas cidades satélites. A pobreza e o conflito de classes não ocorre dentro do plano piloto, mas existe em suas bordas... “a realidade brasileira venceu o sonho”. Capital de um país cheio de oposições, de conflitos, não poderia ser diferente - é produto e obra ao mesmo tempo, um simulacro, anacrónica, é linda e monumental escondendo a pobreza e a feiura típica das grandes cidades. Não tem um museu nacional, mas é um enorme museu a céu aberto narrando a construção da identidade nacional.

Cabe distinguir arquitectura e urbanismo... arquitectura tem que ser "boa", ser usada, e se possível "bonita"; urbanismo é uma ciência que engloba muitas outras, e a arte resultante tem que funcionar e ser vivida!

Esta Papel utópica, mas não muito diferente de outras, encerra em si todos os problemas e questões básicas: transito caótico, controle de princípios por conveniência, trabalho infantil, suicídio, dilemas e desentendimentos vários (e não só os linguísticos), confusão entre politica social e partidarismo, interesses de minorias a sobrepor-se ao bem social, reizinhos instalados em tronos instáveis, introdução das velhas máquinas de "consumo" a todos os níveis, chamem-se elas Marijuana ou Loja dos Chineses que proliferam antes das infraestruturas básicas e do pensar regras. No entanto ergue-se, oponente, imponente, brilhante... mas implodindo na sua génese e derretendo como um gelado ao sol!

É essa urbe que a “nossa” Mir vai conhecer, tentar (con)viver com realidades para ela impensáveis.

Tendo perdido a viagem de camelo com o Reis Magos, conseguiu boleia de Ferrari e até começar a dura realidade, lá vai ela em boa (ou má) companhia jetiana cantando a pleno pulmão:

Gingando pela rua
Ao som do Lou Reed
Sempre na sua
Sempre cheio de speed
Segue o seu caminho
Coa merda na algibeira
O Jet Fininho
O freak da Cantareira

Jet Fininho
Uuuuuuh uuuuuuh

(continua nos próximos próximos capítulos…)
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CRÉDITOS E INFOS GERAIS

Este trabalho foi elaborado há cerca de um ano, mas só agora é possível a sua publicação e encaixe na “série” Awaken.
Fotos base: vista aérea de Lisboa (voo Ibiza - Lisboa) e edifício de Oscar Niemeyer na Pr. Liberdade em BH, by S.
Demais Fotos: Cabo Frio, Buzios, Minas Gerais. Lisboa, Ibiza e sul de Portugal, by S&B.
O Ferrari teve como base modelo à escala 1:10, expandido digitalmente já que eu não tenho dinheiro para vícios (até gasolina poupa este bendito Photoshop CS3).
Fontes de inspiração: SG Mentol, Fanta, Arroz de atum, Niemeyer, B&S…

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