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Conversa abençoada (ler sff)

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Paisagem Urbana

2018-02-08 19:53:39
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Igreja Matriz de Santa Susana

Por entre as típicas casas alentejanas caiadas a azul e branco destaca-se, em Santa Susana, o edifício da sua igreja matriz.

Com um traçado tipicamente popular, a Igreja de Santa Susana é constituída por uma só nave com uma abóbada de berço redonda. As diferentes intervenções de que foi alvo tornam difícil identificar a data da sua construção. Pensa-se, no entanto, que terá sido a Ordem de Santiago a edificar este pequeno templo ainda no século XVI. Já no final dos anos 20 do século passado ter-lhe-á sido acrescentada uma torre sineira.

De influência maneirista, a igreja paroquial tem um interior muito simples onde se destacam a figura de Santa Susana no centro do altar-mor e, sobretudo, duas pinturas sobre madeira que ladeiam a imagem.

Descobertas por acaso em 1983 na sequência de uma tentativa de inventariação do património artístico e cultural do concelho de Alcácer do Sal, as representações foram descritas por Vítor Serrão, diretor do Instituto de História da Arte da Universidade de Lisboa e membro efetivo da Academia Nacional de Belas-Artes, como “duas peças excecionais de pintura «primitiva», sem par no sul do país, onde obras pictóricas deste tempo são raríssimas”.

Representando respetivamente a Anunciação (anjo Gabriel revela a Maria que vai dar à luz um menino) e a Natividade (nascimento de Jesus Cristo), os painéis datarão do século XVI e tudo indica que terão sido produzidas pelo enigmático, mas reputado Mestre da Lourinhã, um luso-neerlandês responsável por obras semelhantes nas igrejas matrizes de Cascais e Alcochete.

Pouco se sabe acerca da origem das pinturas, mas parece evidente aos olhos dos investigadores que, dada a excelência do seu trabalho de conceção, elas não pertenceriam originalmente a um pequeno templo rural como a Igreja de Santa Susana. Aliás, é visível que as imagens foram cortadas de forma a encaixar no retábulo-mor do templo. Vítor Serrão considera que, provavelmente, as peças pertenceriam a alguma família ilustre de Alcácer do Sal que as terá decidido doar à igreja do povoado.

http://www.cm-alcacerdosal.pt/pt/municipio/concelho/patrimonio/patrimonio-arquitetonico/patrimonio-arquitetonico-religioso/igreja-de-santa-susana/
exif / informação técnica
Máquina: samsung
Modelo: SM-G935F
Exposição: 1/680 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/1.7
ISO: 40
Dist.Focal: 4.2mm
Dist.Focal (35mm): 26 mm
Software: Adobe Photoshop Lightroom 5.3 (Windows)

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Igreja Matriz de Santa Susana

Por entre as típicas casas alentejanas caiadas a azul e branco destaca-se, em Santa Susana, o edifício da sua igreja matriz.

Com um traçado tipicamente popular, a Igreja de Santa Susana é constituída por uma só nave com uma abóbada de berço redonda. As diferentes intervenções de que foi alvo tornam difícil identificar a data da sua construção. Pensa-se, no entanto, que terá sido a Ordem de Santiago a edificar este pequeno templo ainda no século XVI. Já no final dos anos 20 do século passado ter-lhe-á sido acrescentada uma torre sineira.

De influência maneirista, a igreja paroquial tem um interior muito simples onde se destacam a figura de Santa Susana no centro do altar-mor e, sobretudo, duas pinturas sobre madeira que ladeiam a imagem.

Descobertas por acaso em 1983 na sequência de uma tentativa de inventariação do património artístico e cultural do concelho de Alcácer do Sal, as representações foram descritas por Vítor Serrão, diretor do Instituto de História da Arte da Universidade de Lisboa e membro efetivo da Academia Nacional de Belas-Artes, como “duas peças excecionais de pintura «primitiva», sem par no sul do país, onde obras pictóricas deste tempo são raríssimas”.

Representando respetivamente a Anunciação (anjo Gabriel revela a Maria que vai dar à luz um menino) e a Natividade (nascimento de Jesus Cristo), os painéis datarão do século XVI e tudo indica que terão sido produzidas pelo enigmático, mas reputado Mestre da Lourinhã, um luso-neerlandês responsável por obras semelhantes nas igrejas matrizes de Cascais e Alcochete.

Pouco se sabe acerca da origem das pinturas, mas parece evidente aos olhos dos investigadores que, dada a excelência do seu trabalho de conceção, elas não pertenceriam originalmente a um pequeno templo rural como a Igreja de Santa Susana. Aliás, é visível que as imagens foram cortadas de forma a encaixar no retábulo-mor do templo. Vítor Serrão considera que, provavelmente, as peças pertenceriam a alguma família ilustre de Alcácer do Sal que as terá decidido doar à igreja do povoado.

http://www.cm-alcacerdosal.pt/pt/municipio/concelho/patrimonio/patrimonio-arquitetonico/patrimonio-arquitetonico-religioso/igreja-de-santa-susana/
Tag’s: PU-Igreja Matriz,Santa Susana,Ordem de Santiago,encontro,Alcácer do Sal
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