descrição
As inúmeras palavras vertidas num rio
dançam por vales, baías, cascatas
procuram o mar
procuram a felicidade
são elas, as palavras, que tanto a procuram.
Sem o tempo parar
procuram-se os atalhos, os trilhos
procuram-se as praias
procuram-se as docas
deseja-se o tocar dos dedos
com a mão agarrar
as inúmeras palavras vertidas para amar.
Figurativo destino, esse imaginado, esse idolatrado, como por cânticos sazonais trazidos por eles que voam, como os sonhos traçados numa tela pintada no sótão dos desejos.
Impávido, o teu corpo que nele nada sentes, os teus olhos cerrados procuram o corpóreo imaginário.
Não te acordes, é o infinito.
manuel.rodrigues