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Paisagem Urbana/Elmano Sadino (ler sff)
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Paisagem Urbana/Elmano Sadino (ler sff)
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Elmano Sadino (ler sff)

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Paisagem Urbana

2017-11-19 11:12:12
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descrição
Praça de Bocage,/Largo do Sapal foi alvo das atenções dos povos que por esta região passaram, tendo em consideração a sua excecional localização junto ao rio Sado. Os romanos instalaram aqui, no século I da nossa Era, uma fábrica de salga de peixe que esteve ativa durante cerca de dois séculos, conforme provaram as escavações realizadas nos anos de 1957 e de 1980, sob a orientação do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal. Após a queda do Império Romano do Ocidente, a fábrica acabou por ser abandonada.
Só alguns séculos depois, no período da reconquista Cristã, a ocupação deste espaço deixou marcas para os vindouros. É com a construção da Igreja de São Julião e o seu adro, junto às ruínas da antiga fábrica romana, que se definiu o esboço da futura Praça do Sapal. Aqui viviam personalidades ilustres, tais com o vedor da fazenda Nuno Fernandes e o físico do Mestre da Ordem de Santiago.
A Praça do Sapal foi o local escolhido, após várias tentativas frustradas, para a colocação do monumento a Bocage, inaugurado no dia 21 de dezembro de 1871, construído por iniciativa de António Feliciano Castilho, com fundos angariados por subscrição pública no Brasil e em Setúbal através da imprensa local. A partir de então deixou de se chamar do sapal para tomar o nome do ilustre poeta setubalense.
A estátua encontra-se sobre uma coluna coríntia, assente sobre quatro degraus oitavados, eleva-se a estátua do poeta, feita de mármore branco. Bocage, com a cabeça descoberta e levemente inclinada, vestido à sua época, empunha na mão direita uma pena de ave e segura na esquerda algumas folhas de papel. A estátua, que tem dois metros de altura, foi cinzelada em Lisboa, na oficina de Germano José de Salles, bem como a coluna. No pedestal do monumento encontra-se a seguinte inscrição: «A M. M. Barbosa du Bocage/Admiradores seus/Portugueses e Brasileiros/MDCCCLXI.» Sob esta inscrição, e nas restantes faces do pedestal, há diversas quadras alusivas a Bocage, em versos históricos. No chão podiam ver-se maravilhosos desenhos e, posteriormente, alguns versos do vate, trabalhados como se de renda se tratasse, na bela e muito apreciada calçada portuguesa.
A Praça foi ornada de modo diferenciado, ao longo dos tempos, primeiro pelo cheiro e cor inebriante dos jacarandás, mais tarde ajardinada e com diversos bancos que convidavam os setubalenses ao lazer e a apreciar a música que se fazia ouvir no coreto.
É de referir que a praça esteve sempre ladeada por edifícios de porte majestoso que ainda hoje lá se encontram.

https://pracadobocage.wordpress.com/praca-do-bocage/
exif / informação técnica
Máquina: samsung
Modelo: SM-G935F
Exposição: 1/3200 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/1.7
ISO: 40
Dist.Focal: 4.2mm
Dist.Focal (35mm): 26 mm
Software: Adobe Photoshop Lightroom 5.3 (Windows)

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Elmano Sadino (ler sff)
Praça de Bocage,/Largo do Sapal foi alvo das atenções dos povos que por esta região passaram, tendo em consideração a sua excecional localização junto ao rio Sado. Os romanos instalaram aqui, no século I da nossa Era, uma fábrica de salga de peixe que esteve ativa durante cerca de dois séculos, conforme provaram as escavações realizadas nos anos de 1957 e de 1980, sob a orientação do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal. Após a queda do Império Romano do Ocidente, a fábrica acabou por ser abandonada.
Só alguns séculos depois, no período da reconquista Cristã, a ocupação deste espaço deixou marcas para os vindouros. É com a construção da Igreja de São Julião e o seu adro, junto às ruínas da antiga fábrica romana, que se definiu o esboço da futura Praça do Sapal. Aqui viviam personalidades ilustres, tais com o vedor da fazenda Nuno Fernandes e o físico do Mestre da Ordem de Santiago.
A Praça do Sapal foi o local escolhido, após várias tentativas frustradas, para a colocação do monumento a Bocage, inaugurado no dia 21 de dezembro de 1871, construído por iniciativa de António Feliciano Castilho, com fundos angariados por subscrição pública no Brasil e em Setúbal através da imprensa local. A partir de então deixou de se chamar do sapal para tomar o nome do ilustre poeta setubalense.
A estátua encontra-se sobre uma coluna coríntia, assente sobre quatro degraus oitavados, eleva-se a estátua do poeta, feita de mármore branco. Bocage, com a cabeça descoberta e levemente inclinada, vestido à sua época, empunha na mão direita uma pena de ave e segura na esquerda algumas folhas de papel. A estátua, que tem dois metros de altura, foi cinzelada em Lisboa, na oficina de Germano José de Salles, bem como a coluna. No pedestal do monumento encontra-se a seguinte inscrição: «A M. M. Barbosa du Bocage/Admiradores seus/Portugueses e Brasileiros/MDCCCLXI.» Sob esta inscrição, e nas restantes faces do pedestal, há diversas quadras alusivas a Bocage, em versos históricos. No chão podiam ver-se maravilhosos desenhos e, posteriormente, alguns versos do vate, trabalhados como se de renda se tratasse, na bela e muito apreciada calçada portuguesa.
A Praça foi ornada de modo diferenciado, ao longo dos tempos, primeiro pelo cheiro e cor inebriante dos jacarandás, mais tarde ajardinada e com diversos bancos que convidavam os setubalenses ao lazer e a apreciar a música que se fazia ouvir no coreto.
É de referir que a praça esteve sempre ladeada por edifícios de porte majestoso que ainda hoje lá se encontram.

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Tag’s: PU-Bocage,praça,Elmano Sadino,Setúbal,centro histórico,Sado
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