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Outros/ERA DE UM MAU POETA (lei~-se um poema)
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ERA DE UM MAU POETA (lei~-se um poema)

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Outros

2018-10-04 00:24:43
comentários (78) galardões descrição exif favorita de (89)
descrição
Canto. Canto a ignorância da ignorância;
Canto os que dilatam o tráfico da arte
E o desperdício químico da sapiência;
Canto o lixo ortográfico, prosódico- tóxico,
Retórico, morfossintáctico, lexical e semântico;
Canto os versos longos paginados como se de frases se tratassem, com hífenes semioticamente estéticos. Canto todos os desvios eufónicos e disfóricos; canto os semas inférteis e os fonemas impotentes; canto os espermatozóides transgénicos, acasalando óvulos de odes báquicas;
Canto a verborreia de romancistas reputés
E dos seus discípulos, na ágora dos best selers;
Canto o sumo dulcíssimo dos escritos light;
Canto os velhos do Restelo, no cais do Expansionismo da poética, exortando os Navegantes das Letras a não seguirem as rotas Mais desviantes e alternativas; canto a ária árida do Ensino da língua mátria, em prol da reflorestação de Vícios linguísticos vis; canto, enfim, os artesãos
Que, por obras de lixo prolixo, «se (não) vão
Da lei da morte libertando».

Violeta Teixeira, inédito
exif / informação técnica
Máquina: LEICA
Modelo: C-LUX 1
Exposição: 1/500 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/2.8
ISO: 80
Dist.Focal: 4.6mm
Dist.Focal (35mm): 28 mm
Software: PhotoScape

favorita de 89
galardões
  • galardão popular
    foto
    popular
Violeta Teixeira

Violeta Teixeira

olhares.com/violetateixeira
Funchal / Lisboa / Leiria,Portugal
ERA DE UM MAU POETA (lei~-se um poema)
Canto. Canto a ignorância da ignorância;
Canto os que dilatam o tráfico da arte
E o desperdício químico da sapiência;
Canto o lixo ortográfico, prosódico- tóxico,
Retórico, morfossintáctico, lexical e semântico;
Canto os versos longos paginados como se de frases se tratassem, com hífenes semioticamente estéticos. Canto todos os desvios eufónicos e disfóricos; canto os semas inférteis e os fonemas impotentes; canto os espermatozóides transgénicos, acasalando óvulos de odes báquicas;
Canto a verborreia de romancistas reputés
E dos seus discípulos, na ágora dos best selers;
Canto o sumo dulcíssimo dos escritos light;
Canto os velhos do Restelo, no cais do Expansionismo da poética, exortando os Navegantes das Letras a não seguirem as rotas Mais desviantes e alternativas; canto a ária árida do Ensino da língua mátria, em prol da reflorestação de Vícios linguísticos vis; canto, enfim, os artesãos
Que, por obras de lixo prolixo, «se (não) vão
Da lei da morte libertando».

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Abertura: f/2.8
ISO: 80
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Dist.Focal (35mm): 28 mm
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