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Fotojornalismo/Lixo Urbano 11
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Fotojornalismo/Lixo Urbano 11
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descrição
Over Flow, a exposição individual de Tadashi Kawamata na Galeria Oval do MAAT, foca questões em torno do turismo e da ecologia globais.

Uma instalação imersiva convida o visitante a experienciar uma paisagem marítima na sequência de uma catástrofe ecológica imaginária em que os detritos transportados pelos oceanos engoliram a civilização. Kawamata, mundialmente conhecido pelos seus ambientes arquitetónicos sustentáveis de grande escala, desenvolveu o projeto ao longo de um ano de pesquisa e trabalho de campo em Portugal, culminando num workshop com artistas e arquitetos orientado pelo coletivo arquitetónico Os Espacialistas.

A instalação encomendada pelo MAAT integra resíduos de plástico e barcos abandonados, recolhidos na costa portuguesa durante campanhas de limpeza de praias que contaram com o importante contributo de voluntários da Brigada do Mar, de associações da Câmara Municipal de Almada e do Porto da Nazaré. Estes elementos compõem uma forma escultórica que sugere os elementos poluentes agregados pelos movimentos perpétuos dos oceanos, bem como os efeitos do turismo global e o seu consumo dramático de recursos naturais. Com restos de flutuadores, bóias, redes e armadilhas de pesca, garrafas, bidões, peças de barcos e de automóveis, o artista recria o efeito de uma onda do mar suspensa sobre os visitantes do museu.

A experiência imersiva evoca não só os os distúrbios ecológicos provocados pela poluição dos oceanos, mas também a longa tradição das ilustrações marítimas japonesas, cruzando referências artísticas e poéticas muito diversas, nomeadamente entre Portugal e o Japão.

O artista interessa-se sobretudo pelos detritos e não se assume como ambientalista ou como porta-voz de causas ecológicas. Relaciona-se com o lixo e com a sua possível reutilização e integração na obra de arte. A escala e monumentalidade com que o artista trabalha já há vários anos, conferem um impacto inesperado à sua obra.

Nas últimas três décadas, o artista japonês Tadashi Kawamata tem criado instalações site-specific focando-se nos conceitos opostos de construção e destruição, muitas vezes usando material reciclado para transformar as galerias que ocupa e obrigando o visitante a reinterpretar o espaço.
exif / informação técnica
Máquina: FUJIFILM
Modelo: X30
Exposição: 1/30 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/2.5
ISO: 160
Dist.Focal: 18.7mm
Dist.Focal (35mm):
Software: Adobe Photoshop Camera Raw 9.12.1 (Windows)

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Virgilio Amorim

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olhares.com/VNLAA
RIBEIRÃO, V.N.FAMALICÃO.,Portugal
Lixo Urbano 11
Over Flow, a exposição individual de Tadashi Kawamata na Galeria Oval do MAAT, foca questões em torno do turismo e da ecologia globais.

Uma instalação imersiva convida o visitante a experienciar uma paisagem marítima na sequência de uma catástrofe ecológica imaginária em que os detritos transportados pelos oceanos engoliram a civilização. Kawamata, mundialmente conhecido pelos seus ambientes arquitetónicos sustentáveis de grande escala, desenvolveu o projeto ao longo de um ano de pesquisa e trabalho de campo em Portugal, culminando num workshop com artistas e arquitetos orientado pelo coletivo arquitetónico Os Espacialistas.

A instalação encomendada pelo MAAT integra resíduos de plástico e barcos abandonados, recolhidos na costa portuguesa durante campanhas de limpeza de praias que contaram com o importante contributo de voluntários da Brigada do Mar, de associações da Câmara Municipal de Almada e do Porto da Nazaré. Estes elementos compõem uma forma escultórica que sugere os elementos poluentes agregados pelos movimentos perpétuos dos oceanos, bem como os efeitos do turismo global e o seu consumo dramático de recursos naturais. Com restos de flutuadores, bóias, redes e armadilhas de pesca, garrafas, bidões, peças de barcos e de automóveis, o artista recria o efeito de uma onda do mar suspensa sobre os visitantes do museu.

A experiência imersiva evoca não só os os distúrbios ecológicos provocados pela poluição dos oceanos, mas também a longa tradição das ilustrações marítimas japonesas, cruzando referências artísticas e poéticas muito diversas, nomeadamente entre Portugal e o Japão.

O artista interessa-se sobretudo pelos detritos e não se assume como ambientalista ou como porta-voz de causas ecológicas. Relaciona-se com o lixo e com a sua possível reutilização e integração na obra de arte. A escala e monumentalidade com que o artista trabalha já há vários anos, conferem um impacto inesperado à sua obra.

Nas últimas três décadas, o artista japonês Tadashi Kawamata tem criado instalações site-specific focando-se nos conceitos opostos de construção e destruição, muitas vezes usando material reciclado para transformar as galerias que ocupa e obrigando o visitante a reinterpretar o espaço.
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RIBEIRÃO, V.N.FAMALICÃO.,Portugal
Máquina: FUJIFILM
Modelo: X30
Exposição: 1/30 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/2.5
ISO: 160
Dist.Focal: 18.7mm
Dist.Focal (35mm):
Software: Adobe Photoshop Camera Raw 9.12.1 (Windows)


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