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Molhe de Carreiros (Abra a imagem p.f.)

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Outros

2019-06-21 12:12:27
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amigos
Já aqui aqui coloquei uma foto idêntica, mas não igual!!!!
............................................X..................................
O Molhe de Carreiros, a Praia do Molhe, a Esplanada do Molhe e o Bar do Molhe traços de uma época. O espaço é curto para tantas memórias sentidas. Convido descer a Rua do Molhe num domingo de uma manhã com luz no céu e acalmia no mar. Passando a Rua de Gondarém, o Atlântico começará a aparecer-lhe aos olhos sob a forma de um lago imenso, de beleza serena, a escoar-se numa linha do horizonte para lá da qual poderá imaginar Nova Iorque ligeiramente a sul e Boston ligeiramente a norte. Sentirá vontade de se aproximar para ver e sentir o mar mais de perto. Atravesse aquela que já foi a Rua de Carreiros, transformada com o advento da República em Avenida do Brasil. Desça as escadarias e logo tem uma esplanada, uma praia, um paredão e, hoje, que não há cinquenta anos, vários bares-restaurantes. É um local carregado de memórias de várias épocas, de tempos de lazer da sua juventude, ponto de encontro para tertúlia e para o início de tantos programas de fim de semana ou de verão. O paredão, o Molhe de Carreiros, criado para servir como porto de abrigo de pescadores, é referência secular que deu o nome à Praia do Molhe, à Esplanada do Molhe, à Rua do Molhe, ao Café do Molhe e ao Bar do Molhe. A praia do Molhe surge-nos com o colorido distintivo dos equipamentos dos seus concessionários, estabelecidos desde há longos anos: o branco da Laura Valente; o verde do António Teixeira; o vermelho da Maria Teixeira; o azul do José Allen. Em miúdos, nas férias, passávamos horas a arriscar saltos de rochedo em rochedo. Mais velhos, alugávamos barcos com banheiro para uns banhos aí a uns bons cem metros fora do porto que o paredão criava. O paredão tinha no seu extremo bem dentro do mar, no seu lado sul, uma prancha para os mais corajosos saltarem (eu próprio saltei algumas vezes), um espectáculo sempre apreciado por muitos. Nos anos 60/70 a oferta de motivos de convívio e lazer nesta área era muito escassa. Na Esplanada havia o Café do Molhe, de frequência seleccionada. Havia uma pequena venda, tasquinha, do senhor Ferreira, com o passatempo dos jogos de matraquilhos, hoje transformada num agradável bar restaurante pelos seus filhos. Havia umas vendas sazonais, no verão, de gelados e de refrescos de limão e groselha. Ah… também havia uma repartição da Guarda-Fiscal, ao que dizem para controlar negócios menos lícitos vindos do mar. Que os havia.

exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3300
Exposição: 1/500 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/11
ISO: 280
Dist.Focal: 66mm
Dist.Focal (35mm): 99 mm
Software: Ver.1.00

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Já aqui aqui coloquei uma foto idêntica, mas não igual!!!!
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O Molhe de Carreiros, a Praia do Molhe, a Esplanada do Molhe e o Bar do Molhe traços de uma época. O espaço é curto para tantas memórias sentidas. Convido descer a Rua do Molhe num domingo de uma manhã com luz no céu e acalmia no mar. Passando a Rua de Gondarém, o Atlântico começará a aparecer-lhe aos olhos sob a forma de um lago imenso, de beleza serena, a escoar-se numa linha do horizonte para lá da qual poderá imaginar Nova Iorque ligeiramente a sul e Boston ligeiramente a norte. Sentirá vontade de se aproximar para ver e sentir o mar mais de perto. Atravesse aquela que já foi a Rua de Carreiros, transformada com o advento da República em Avenida do Brasil. Desça as escadarias e logo tem uma esplanada, uma praia, um paredão e, hoje, que não há cinquenta anos, vários bares-restaurantes. É um local carregado de memórias de várias épocas, de tempos de lazer da sua juventude, ponto de encontro para tertúlia e para o início de tantos programas de fim de semana ou de verão. O paredão, o Molhe de Carreiros, criado para servir como porto de abrigo de pescadores, é referência secular que deu o nome à Praia do Molhe, à Esplanada do Molhe, à Rua do Molhe, ao Café do Molhe e ao Bar do Molhe. A praia do Molhe surge-nos com o colorido distintivo dos equipamentos dos seus concessionários, estabelecidos desde há longos anos: o branco da Laura Valente; o verde do António Teixeira; o vermelho da Maria Teixeira; o azul do José Allen. Em miúdos, nas férias, passávamos horas a arriscar saltos de rochedo em rochedo. Mais velhos, alugávamos barcos com banheiro para uns banhos aí a uns bons cem metros fora do porto que o paredão criava. O paredão tinha no seu extremo bem dentro do mar, no seu lado sul, uma prancha para os mais corajosos saltarem (eu próprio saltei algumas vezes), um espectáculo sempre apreciado por muitos. Nos anos 60/70 a oferta de motivos de convívio e lazer nesta área era muito escassa. Na Esplanada havia o Café do Molhe, de frequência seleccionada. Havia uma pequena venda, tasquinha, do senhor Ferreira, com o passatempo dos jogos de matraquilhos, hoje transformada num agradável bar restaurante pelos seus filhos. Havia umas vendas sazonais, no verão, de gelados e de refrescos de limão e groselha. Ah… também havia uma repartição da Guarda-Fiscal, ao que dizem para controlar negócios menos lícitos vindos do mar. Que os havia.

Tag’s: Foz do Douro,Castelo do Queiji,Matosinhos,Porto
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