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Violeta Teixeira
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Outros/NADJA. DOENTE: só voto e «favorito. (leia-se)
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Outros/NADJA. DOENTE: só voto e «favorito. (leia-se)
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NADJA. DOENTE: só voto e «favorito. (leia-se)

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Outros

2018-12-04 22:43:42
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"Nadja", romance-colagem, publicado em 1928, é a prova de uma experiência radical de linguagem e, ao mesmo tempo, é um testemunho de um ser apaixonado: "Por mais vontade que tivesse, e também talvez alguma ilusão, nunca estive à altura do que ela me propunha. Mas afinal, que me propunha? Não importa. Só o amor no sentido em que o compreendo - ou seja, o misterioso, o improvável, o único, o confundível e indubitável amor".
André Breton, narrador-personagem do romance, percorre as ruas de Paris em busca da jovem Nadja. Há encontros do acaso e desencontros planejados. "Nem podia ser de outra forma, considerando o mundo de Nadja, em que tudo tomava imediatamente a aparência da queda ou da ascensão." Ela vaga nos sonhos de Breton. O narrador-personagem, num clima de romantismo fantástico, inventa a misteriosa Nadja para interpretar os seus próprios sonhos.
A narrativa onírica e inconsciente, apoia-se em fotos dos lugares parisienses - sugerindo ao leitor que as histórias são reais. A vida vale pelos sonhos. Hölderlin diz que o homem é um deus quando sonha, um mendigo quando reflecte. Nadja apresenta-se de corpo e alma no enredo do romance. O personagem-narrador vê Nadja como "um génio livre, algo como um desses espíritos do ar que certas práticas de magia permitem momentaneamente fixar, mas em caso algum submeter". Mas Nadja deixa-se enlouquecer pelas excentricidades e é internada no hospício de Vaucluse.
Breton, personagem-autor, aproveita a "deixa" para protestar: "Todos os internamentos são arbitrários. Continuo a não ver por que motivo se privaria um ser humano de liberdade. Prenderam Sade; prenderam Nietzche; prenderam Baudelaire". "Se fosse louco", continua, "aproveitaria o impulso do delírio para assassinar o primeiro - médico, de preferência - que me caísse nas mãos. Ganharia com isso pelo menos, como acontece com os loucos furiosos, o privilégio de ocupar um compartimento sozinho. Talvez assim me deixassem em paz".
"Nadja" é um romance autobiográfico, narrado através da escrita automática, da alucinação e delírio. E nos transporta para além da ficção.(…).»
exif / informação técnica
Máquina: LEICA
Modelo: C (Typ 112)
Exposição: 1/60 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/4.2
ISO: 400
Dist.Focal: 15mm
Dist.Focal (35mm): 70 mm
Software: PhotoScape

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Violeta Teixeira

Violeta Teixeira

olhares.com/violetateixeira
Funchal / Lisboa / Leiria,Portugal
NADJA. DOENTE: só voto e «favorito. (leia-se)
"Nadja", romance-colagem, publicado em 1928, é a prova de uma experiência radical de linguagem e, ao mesmo tempo, é um testemunho de um ser apaixonado: "Por mais vontade que tivesse, e também talvez alguma ilusão, nunca estive à altura do que ela me propunha. Mas afinal, que me propunha? Não importa. Só o amor no sentido em que o compreendo - ou seja, o misterioso, o improvável, o único, o confundível e indubitável amor".
André Breton, narrador-personagem do romance, percorre as ruas de Paris em busca da jovem Nadja. Há encontros do acaso e desencontros planejados. "Nem podia ser de outra forma, considerando o mundo de Nadja, em que tudo tomava imediatamente a aparência da queda ou da ascensão." Ela vaga nos sonhos de Breton. O narrador-personagem, num clima de romantismo fantástico, inventa a misteriosa Nadja para interpretar os seus próprios sonhos.
A narrativa onírica e inconsciente, apoia-se em fotos dos lugares parisienses - sugerindo ao leitor que as histórias são reais. A vida vale pelos sonhos. Hölderlin diz que o homem é um deus quando sonha, um mendigo quando reflecte. Nadja apresenta-se de corpo e alma no enredo do romance. O personagem-narrador vê Nadja como "um génio livre, algo como um desses espíritos do ar que certas práticas de magia permitem momentaneamente fixar, mas em caso algum submeter". Mas Nadja deixa-se enlouquecer pelas excentricidades e é internada no hospício de Vaucluse.
Breton, personagem-autor, aproveita a "deixa" para protestar: "Todos os internamentos são arbitrários. Continuo a não ver por que motivo se privaria um ser humano de liberdade. Prenderam Sade; prenderam Nietzche; prenderam Baudelaire". "Se fosse louco", continua, "aproveitaria o impulso do delírio para assassinar o primeiro - médico, de preferência - que me caísse nas mãos. Ganharia com isso pelo menos, como acontece com os loucos furiosos, o privilégio de ocupar um compartimento sozinho. Talvez assim me deixassem em paz".
"Nadja" é um romance autobiográfico, narrado através da escrita automática, da alucinação e delírio. E nos transporta para além da ficção.(…).»
Tag’s: Livros,Relógio antigo
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Exposição: 1/60 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/4.2
ISO: 400
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