foto user
Luis Filipe Correia
nav-left nav-right
menu-mobile
Olhares
menu-mobile-right
Carregar
Gentes e Locais/Quinta dos Loridos, Carvalhal, Bombarral
fullscreen voltar lista nav-leftnav-right
Gentes e Locais/Quinta dos Loridos, Carvalhal, Bombarral
voltar lista nav-leftnav-right

Quinta dos Loridos, Carvalhal, Bombarral

fotografias > 

Gentes e Locais

2016-03-05 22:47:58
Ver no mapa
comentários (42) galardões descrição exif favorita de (59)
descrição
A Quinta dos Loridos é uma propriedade e uma vinícola localizada na freguesia do Carvalhal, no concelho do Bombarral, distrito de Leiria, em Portugal.

A propriedade remonta a uma doação de terras feita pelo mosteiro a João Annes de Lourido, por volta de 1430.[1]

Em finais do século XV estabelecem-se em Lisboa representantes da família Aifaitati ou Lafetas, banqueiros oriundos de Cremona, cuja casa bancária possuía filiais em Roma, na Inglaterra, na França, na Espanha e na Flandres. Em Portugal, associam-se inicialmente à produção de açúcar da ilha da Madeira, e, após a abertura do Caminho marítimo para a Índia, ao comércio de especiarias. No início do século XVI fixam-se na região de Óbidos, tendo erguido uma casa de campo nas terras da Quinta dos Loridos, que entretanto lhes fora doada por D. Manuel I.

A disposição quinhentista das edificações, de inspiração italiana, pode ser percebida até aos nossos dias, nomeadamente nos jardins em socalcos e no portal "Paladiano" do corpo central do edifício, idêntico ao do Palazzo Affaitati, em Cremona.

Mais tarde, em meados do século XVIII, a propriedade encontrava-se em mãos da família Sanches de Baena, conforme o testemunha a pedra de armas sobre o portal de entrada. Na posse desta família, tiveram lugar importantes alterações que lhe conferiram feições barrocas, notadamente na entrada e na capela.

A propriedade mudou de mãos em 1834, quando foi adquirida pelo capitão João Pedro Barbosa. O seu filho, José Antonio da Silva Barbosa, pretendeu legá-la em testamento a um pároco, que a recusou, rogando-le que a deixasse a um primo, Albino Herculano da Silveira Sepúlveda, que assim a herdou.

Em 1989 a quinta foi adquirida à família Sepúlveda pela empresa J. P. Vinhos, S.A., que promoveu uma extensa campanha de conservação e restauro, nomeadamente em termos de telhados e interiores, assim como a instalação de uma adega para a produção de vinho espumante (onde se destaca um lagar com uma antiga prensa de "vara"), a construção de uma cave para envelhecimento do produto e a plantação de vinhas.[2]

A plantação de vinha ocupa 45 dos 90 hectares da propriedade com um compasso de 2,4 x 1,1 e uma densidade de 3.700 plantas das castas Castelão, Fernão Pires, Merlot, Tinta Roriz, Chardonnay, Arinto, Alvarinho e Pinot.

O titular da empresa, comendador José Berardo, impressionado em 2001 com a destruição pelos talibãs das milenares estátuas de Buda na paisagem cultural e ruínas arqueológicas do Vale de Bamiyan, no Afeganistão, concebeu o projecto de criação de um jardim como homenagem à perda daquela herança da humanidade . Em consequência, mais tarde, foi inaugurado um espaço de 35 hectares na quinta, com vegetação onde coexistem sobreiros e carvalhos, tendo sido implantado um lago artificial com carpas chinesas, rodeado por diversas estátuas em terracota, mármore e granito de Buda e outras divindades orientais, aberto a visitas, inicialmente gratuitas, hoje com um pagamento simbólico.
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3100
Exposição: 1/320 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/11
ISO: 100
Dist.Focal: 92mm
Dist.Focal (35mm): 138 mm
Software: Capture NX-D 1.3.0 W

favorita de 59
galardões
Esta foto não tem galardões
Quinta dos Loridos, Carvalhal, Bombarral
A Quinta dos Loridos é uma propriedade e uma vinícola localizada na freguesia do Carvalhal, no concelho do Bombarral, distrito de Leiria, em Portugal.

A propriedade remonta a uma doação de terras feita pelo mosteiro a João Annes de Lourido, por volta de 1430.[1]

Em finais do século XV estabelecem-se em Lisboa representantes da família Aifaitati ou Lafetas, banqueiros oriundos de Cremona, cuja casa bancária possuía filiais em Roma, na Inglaterra, na França, na Espanha e na Flandres. Em Portugal, associam-se inicialmente à produção de açúcar da ilha da Madeira, e, após a abertura do Caminho marítimo para a Índia, ao comércio de especiarias. No início do século XVI fixam-se na região de Óbidos, tendo erguido uma casa de campo nas terras da Quinta dos Loridos, que entretanto lhes fora doada por D. Manuel I.

A disposição quinhentista das edificações, de inspiração italiana, pode ser percebida até aos nossos dias, nomeadamente nos jardins em socalcos e no portal "Paladiano" do corpo central do edifício, idêntico ao do Palazzo Affaitati, em Cremona.

Mais tarde, em meados do século XVIII, a propriedade encontrava-se em mãos da família Sanches de Baena, conforme o testemunha a pedra de armas sobre o portal de entrada. Na posse desta família, tiveram lugar importantes alterações que lhe conferiram feições barrocas, notadamente na entrada e na capela.

A propriedade mudou de mãos em 1834, quando foi adquirida pelo capitão João Pedro Barbosa. O seu filho, José Antonio da Silva Barbosa, pretendeu legá-la em testamento a um pároco, que a recusou, rogando-le que a deixasse a um primo, Albino Herculano da Silveira Sepúlveda, que assim a herdou.

Em 1989 a quinta foi adquirida à família Sepúlveda pela empresa J. P. Vinhos, S.A., que promoveu uma extensa campanha de conservação e restauro, nomeadamente em termos de telhados e interiores, assim como a instalação de uma adega para a produção de vinho espumante (onde se destaca um lagar com uma antiga prensa de "vara"), a construção de uma cave para envelhecimento do produto e a plantação de vinhas.[2]

A plantação de vinha ocupa 45 dos 90 hectares da propriedade com um compasso de 2,4 x 1,1 e uma densidade de 3.700 plantas das castas Castelão, Fernão Pires, Merlot, Tinta Roriz, Chardonnay, Arinto, Alvarinho e Pinot.

O titular da empresa, comendador José Berardo, impressionado em 2001 com a destruição pelos talibãs das milenares estátuas de Buda na paisagem cultural e ruínas arqueológicas do Vale de Bamiyan, no Afeganistão, concebeu o projecto de criação de um jardim como homenagem à perda daquela herança da humanidade . Em consequência, mais tarde, foi inaugurado um espaço de 35 hectares na quinta, com vegetação onde coexistem sobreiros e carvalhos, tendo sido implantado um lago artificial com carpas chinesas, rodeado por diversas estátuas em terracota, mármore e granito de Buda e outras divindades orientais, aberto a visitas, inicialmente gratuitas, hoje com um pagamento simbólico.
Tag’s: Quinta dos Loridos,O Buddha Eden,Carvalhal,Bombarral,Portugal
comentários
galardões
Esta foto não tem galardões

Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3100
Exposição: 1/320 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/11
ISO: 100
Dist.Focal: 92mm
Dist.Focal (35mm): 138 mm
Software: Capture NX-D 1.3.0 W