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Gentes e Locais/Transeuntes Alheios a nossa Própria Vontade
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Gentes e Locais/Transeuntes Alheios a nossa Própria Vontade
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Transeuntes Alheios a nossa Própria Vontade

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Gentes e Locais

2017-02-11 22:31:58
comentários (55) galardões descrição exif favorita de (106)
descrição
Traçado Urbanístico

Tal como qualquer cidade
também nós escondemos
turvos itinerários, edifícios arruinados,
escuras vielas de rancor ou desejo,
arrabaldes de medo ou parques para o amor,
cantos em penumbra onde ocultar segredos,
praças que nunca visitamos
e aborrecidos museus onde expor lembranças
que não interessam a ninguém.
A nós
também nos habitam cidadãos terríveis:
funcionários do tédio,
mensageiros de moto levando para muito longe
o pequeno embrulho – primoroso e com laço –
dos remorsos.
Viajantes que passam por nós
com as suas malas a caminho de outros corpos
e sobretudo
transeuntes alheios a nossa própria vontade,
incivis e teimosos;
têm nomes ridículos
tal como os sentimentos amor, rancor ou medo
e especulam – como vulgares comerciantes –
com o preço
por metro quadrado do nosso coração.


Silvia Ugidos
poesia espanhola anos 90
trad. joaquim manuel magalhães
relógio d´água
2000


Cais das Colunas, Lisboa, 5 de fevereiro de 2017
exif / informação técnica
Máquina: NIKON
Modelo: COOLPIX L31
Exposição: 1/80 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/9.8
ISO: 80
Dist.Focal: 6.9mm
Dist.Focal (35mm): 39 mm
Software: COOLPIX L31 V1.0

favorita de 106
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  • galardão favorito
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  • galardão popular
    foto
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Transeuntes Alheios a nossa Própria Vontade
Traçado Urbanístico

Tal como qualquer cidade
também nós escondemos
turvos itinerários, edifícios arruinados,
escuras vielas de rancor ou desejo,
arrabaldes de medo ou parques para o amor,
cantos em penumbra onde ocultar segredos,
praças que nunca visitamos
e aborrecidos museus onde expor lembranças
que não interessam a ninguém.
A nós
também nos habitam cidadãos terríveis:
funcionários do tédio,
mensageiros de moto levando para muito longe
o pequeno embrulho – primoroso e com laço –
dos remorsos.
Viajantes que passam por nós
com as suas malas a caminho de outros corpos
e sobretudo
transeuntes alheios a nossa própria vontade,
incivis e teimosos;
têm nomes ridículos
tal como os sentimentos amor, rancor ou medo
e especulam – como vulgares comerciantes –
com o preço
por metro quadrado do nosso coração.


Silvia Ugidos
poesia espanhola anos 90
trad. joaquim manuel magalhães
relógio d´água
2000


Cais das Colunas, Lisboa, 5 de fevereiro de 2017
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