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jorge pimenta
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Retratos/Urgência
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Retratos/Urgência
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descrição
A manhã começara fria em Pitões da Júnias, tão fria que nem os raios de sol de um outono tardio amansavam a respiração. No templo das gentes, apenas a pedra, um ou outro canito a lobrigar pelas sobras da véspera e o tempo de mãos nos bolsos, como que cansado de esperar.
Atrevi-me pelo interior de ruas estreitas, de um lado para o outro, de cima para baixo, mas a vida, essa, parecia guardada para o lado de dentro das paredes, longe do alcance indiscreto do olhar e bem junto do calor do fogo com que se aquece a corrente de pedra e do sangue.
Subitamente, escutei ruído. Cortei à direita e logo vi um pequeno portão de arrecadação aberto, junto às escadas de acesso a casa, onde umas mãos pequeninas mas ágeis separavam paus e gravetos para o fogo. Era ela, a D.ª Ana, senhora de 94 anos que, de sorriso escancarado, oferecia uma flor na derradeira penúmbra àquele desconhecido que rompera o frio da solidão com palavras e todo o afeto pelas gentes desse lugar maior onde só a luz sabe declarar-se verdadeiramente.


À D.ª Ana:

Urgência
Sigo ligeira, em pezinhos de céu e por chão de estrelas – não vão os derradeiros sonhos
esconder-se quando o sol se puser.
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D750
Exposição: 1/80 sec
Exposição (EV+/-): -0.7 step
Abertura: f/3.2
ISO: 100
Dist.Focal: 24mm
Dist.Focal (35mm): 24 mm
Software: Adobe Photoshop CC 2015 (Windows)

favorita de 111
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Urgência
A manhã começara fria em Pitões da Júnias, tão fria que nem os raios de sol de um outono tardio amansavam a respiração. No templo das gentes, apenas a pedra, um ou outro canito a lobrigar pelas sobras da véspera e o tempo de mãos nos bolsos, como que cansado de esperar.
Atrevi-me pelo interior de ruas estreitas, de um lado para o outro, de cima para baixo, mas a vida, essa, parecia guardada para o lado de dentro das paredes, longe do alcance indiscreto do olhar e bem junto do calor do fogo com que se aquece a corrente de pedra e do sangue.
Subitamente, escutei ruído. Cortei à direita e logo vi um pequeno portão de arrecadação aberto, junto às escadas de acesso a casa, onde umas mãos pequeninas mas ágeis separavam paus e gravetos para o fogo. Era ela, a D.ª Ana, senhora de 94 anos que, de sorriso escancarado, oferecia uma flor na derradeira penúmbra àquele desconhecido que rompera o frio da solidão com palavras e todo o afeto pelas gentes desse lugar maior onde só a luz sabe declarar-se verdadeiramente.


À D.ª Ana:

Urgência
Sigo ligeira, em pezinhos de céu e por chão de estrelas – não vão os derradeiros sonhos
esconder-se quando o sol se puser.
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Software: Adobe Photoshop CC 2015 (Windows)


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